<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085</id><updated>2012-01-20T02:59:32.526-08:00</updated><title type='text'>Elaine Tavares - Palavras Insurgentes</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>618</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1299561847336267290</id><published>2012-01-20T02:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T02:59:32.532-08:00</updated><title type='text'>Terno de Reis: cultura de raiz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há 15 anos, preocupado com o desaparecimento das tradições açorianas, o incansável Gelcy Coelho, Peninha, então trabalhando no Museu da UFSC, onde conseguiu recuperar as obras de Cascaes, decidiu realizar um encontro de Terno de Reis. Afinal, essa tradição de andar de casa em casa, anunciando a boa nova, sempre foi muito arraigada à cultura local. Mas, com a migração e a especulação imobiliária, os costumes nativos foram perdendo força e a urbanização acelerada também foi suprimindo o hábito das visitas e das serenatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, buscando aqui e ali, o Peninha descobriu que, apesar de todos os problemas e do inchaço desordenado da cidade, a tradição sobrevivia em alguns bairros. Em pouco tempo já foi possível juntar vários grupos que ainda praticavam o milenar costume de anunciar a chegada de Cristo no dia seis de janeiro. E então surgiu o encontro dos Ternos de Reis que foi realizado com pompa e circunstância na catedral da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o encontro segue acontecendo, já encampado pela Fundação Franklin Cascaes, responsável pela política cultural municipal. Assim, na semana do seis de janeiro, os ternos de reis dos bairros tradicionais se reúnem na praça central para lembrar e celebrar. E é coisa muito bonita de se ver porque centenas de pessoas acorrem para o centro numa alegria sem fim. Poucas vezes se pode testemunhar um encontro tão grande da gente nativa, do povo mais velho, ligado na tradição. As pessoas põem seu melhor traje e vêm, com a família inteira para honrar o “deus menino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escadarias da catedral são insuficientes para tanta gente. E as senhoras da Barra da Lagoa, do Ribeirão, de Santo Antônio, do Sambaqui, do Campeche aparecem plenas na sua beleza. Um a um os ternos vão se sucedendo, numa cantoria bonita e aguda que, de tão alta, chega ao céu. Como explica Peninha, o terno de reis é uma tradição de anunciação. “Como antigamente não havia rádio, nem internet, era preciso que as pessoas andassem pela comunidade anunciando as coisas, um nascimento, um casamento, uma festa. E o dia de reis era um desses dias. Tinha que anunciar a chegada do salvador. E esse grupo é chamado de terno porque tem três vozes: a primeira, a segunda e a oitava. A oitava é essa voz agudíssima, bem alta, que era para chegar ao infinito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praça de Florianópolis o encontro chegou a sua 15 edição, com mais de 15 ternos se apresentando, alguns deles com gente bem jovem, o que mostra que apesar de toda a tecnologia de comunicação que está colocada a serviço das gentes, ainda há essa necessidade visceral do encontro face-a-face, da comunhão, da festa comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça a entrevista com Peninha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/jXK6PFwYyKA" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1299561847336267290?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1299561847336267290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1299561847336267290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1299561847336267290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1299561847336267290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/terno-de-reis-cultura-de-raiz.html' title='Terno de Reis: cultura de raiz'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/jXK6PFwYyKA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5451737266810788193</id><published>2012-01-18T13:31:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T13:38:00.682-08:00</updated><title type='text'>Velha câmara de vereadores, espaço nosso!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Bga6DceJkBM/Txc7Ed7B8oI/AAAAAAAAAzQ/TUNcHtEgjFg/s1600/2012-01-16%2B13.57.31.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699088801398387330" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Bga6DceJkBM/Txc7Ed7B8oI/AAAAAAAAAzQ/TUNcHtEgjFg/s400/2012-01-16%2B13.57.31.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Florianópolis é uma cidade na qual a cultura popular vive mesmo é escondida pelas ruelas, becos e cantões. Andando pelo centro quase nada se vê. Pouca coisa diz do nosso jeito de ser. O que pontifica é a Casa do Artista Popular, na Alfândega, que é coisa bem legal, mas apenas espaço de vendas. Não é lugar de encontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até alguns anos atrás, a Praça XV era um pouco esse lugar. Ali estavam os artesãos com suas belezas feitas à mão, suas flautas, suas melodias. Sob a figueira centenária a gente passeava, sentava, conversava, ficava à toa, só fruindo. Mas, a então prefeita Ângela Amin resolveu “limpar” o centro e expulsou – com a força bruta - os artesãos. Muitos foram embora e os que ficaram foram confinados às barraquinhas de lona, em outros espaços. A praça ficou vazia de vida, perdeu seu encanto e até a figueira chorou. O colorido da vida deu lugar a aridez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas do centro não oferecem lugares de encontro para quem não queira consumir. São feitas para carros. E os calçadões são apenas corredores de compras. É incrível observar que numa cidade dita turística, a histórica rua Felipe Schmidt não tenha um único lugar onde as pessoas possam ficar à larga, quietas, observando as gentes a passar. O que havia antes era o Senadinho, com suas mesas vermelhas, nas quais a gente se deixava ficar olhando os passantes, jogando conversa fora, mofando a pomba na balaia, quando muito tomando uma cerveja ao fim da tarde. Mas, agora, as mesas foram proibidas, assim como os bancos (de sentar, explique-se). Não se pode parar nas ruas de comércio. É só o andar frenético das compras. Salvam-se algumas mesinhas de dominó, expressão ainda viva da cultura do Desterro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidades como Montevidéu, Buenos Aires, Madrid, Bilbao, Paris, Rio de Janeiro, Lisboa, enfim, qualquer dessas que se prestam ao passeio e ao turismo, tem como política justamente esse deixar-se ficar às ruas, com seus bocados típicos, sua música, sua beleza, suas gentes, sua cultura. Mas Florianópolis não. Não há um banco sequer ao longo dos calçadões e, aos pobres, o melhor é que fiquem lá no terminal de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia andava eu, distraída, e vi o grande prédio da antiga Câmara de Vereadores. Ali está, bem em frente à Praça, escondido atrás de tapumes, há anos, se desfazendo. Um lugar belíssimo para uma casa de cultura, que abrigasse a arte, o teatro, o cinema, um café com mesinhas na rua, nas quais as pessoas pudessem ficar sem a pressão do consumo. Pois ali está, um espaço público entregue às moscas enquanto a gente vive tão carente de ambientes de encontro. A cidade precisava fazer essa luta pela vivencialidade. Os espaços que têm são privados e caros. E a gente merece um lugar bonito, cheio de coisas belas, gratuitas ou quase, para a pura fruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que reivindico o casarão cor-de-rosa para nossa vida comum. E conclamo a todos os artistas, músicos, artesãos, gente da cultura a encampar essa luta. Assim como interpelo o Dário: Diz aí prefeito, pode ser ou tá difícil? Que o poder público restaure a Câmara e permita que a gente possa sentar em prosaicos banquinhos no calçadão, fruindo a cidade. Afinal, a cidade é nossa, ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5451737266810788193?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5451737266810788193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5451737266810788193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5451737266810788193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5451737266810788193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/velha-camara-de-vereadores-espaco-nosso.html' title='Velha câmara de vereadores, espaço nosso!'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Bga6DceJkBM/Txc7Ed7B8oI/AAAAAAAAAzQ/TUNcHtEgjFg/s72-c/2012-01-16%2B13.57.31.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5549939984808597420</id><published>2012-01-18T04:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T04:23:46.575-08:00</updated><title type='text'>Televisão: fábrica de mais-valia ideológica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ku4hYNL2_-o/Txa5Z8GjjuI/AAAAAAAAAzE/KCQDRpAuZbo/s1600/tv.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698946233765433058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ku4hYNL2_-o/Txa5Z8GjjuI/AAAAAAAAAzE/KCQDRpAuZbo/s400/tv.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A televisão é uma usina ideológica. Gera milhares de megawatts de ideologia a cada programa, por mais inocente que pareça ser. E ideologia como definiu Marx: encobrimento da realidade, engano, ilusão, falsa consciência. Então, se considerarmos que a maioria da população latino-americana, aí incluída a brasileira, se informa e se forma através desse veículo, pensá-la e analisá-la deveria ser tarefa intelectual de todo aquele que pensa o mundo. Afinal, como bem afirma Chomsky, no seu clássico “Os Guardiões da Liberdade”, os meios atuam como sistema de transmissão de mensagens e símbolos para o cidadão médio. “Sua função é de divertir, entreter e informar, assim como inculcar nos indivíduos os valores, crenças e códigos de comportamento que lhes farão integrar-se nas estruturas institucionais da sociedade”. Não é sem razão que bordões, modas e gírias penetram nas gentes de tal forma que a reprodução é imediata e sistemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um termômetro dessa usina é a famosa “novela das oito”, que consolidou um lugar no imaginário popular desde os anos 60, com a extinta Tupi, foi recuperado com maestria pela Globo e vem se repetindo nos demais canais. O horário nobre é usado pela teledramaturgia para repassar os valores que interessam à classe dominante, funcionando como uma sistemática propaganda que visa a manutenção do estado de coisas. É clássica, nos folhetins, a eterna disputa entre o bem e o mal, o pobre e o rico, com clara vinculação entre o bem e o rico. Sempre há um empresário bondoso, uma empresária generosa, um fazendeiro de grande coração, que são os protagonistas. E, se a figura principal começa a novela como pobre é certo que, por sua natural bondade, chegará ao final como uma pessoa rica e bem sucedida, porque o que fica implícito que o bem está colado à riqueza, vide a Griselda de Fina Estampa, a novela da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro elemento bastante comum nas novelas é o da beleza da submissão. Como os protagonistas são sempre pessoas ricas, eles estão obviamente cercados dos serviçais, que, no mais das vezes os amam e são muito “bem-tratados” pelos patrões. Logo, por conta disso, agem como fiéis cães de guarda. Um desses exemplos pode ser visto atualmente na novela global. É o empregado-amigo (?) da vilã Tereza Cristina. Ele atua na casa da milionária como um mordomo, cúmplice, saco de pancadas, dependendo do humor da mulher. Ora ela lhe conta os dramas, ora lhe bate na cara, ora lhe ameaça tirar tudo o que já lhe deu. E ele, premido pela necessidade, suporta tudo, lambendo-lhe as mãos como um cachorrinho amestrado. Tudo é tão sutil que não há quem não se sinta encantado pelo personagem. Ele provoca o riso e a condescendência, até porque ainda é retratado de forma caricata como um homossexual cheio de maneios, trejeitos e extremamente servil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se o servilismo de Crô pode ser questionado pela profunda afetação, outros há que aparecem ainda mais sutis. É o caso da turma da praia que, na pobreza, hostilizava Griselda e, agora, depois que ela ficou rica, passou para o seu lado, vindo inclusive trabalhar com a faz-tudo, assumindo de imediato a postura de defensores e amigos fiéis. Ou ainda a relação dos demais trabalhadores com os patrões “bonzinhos”, como é o caso do Paulo, o Juan, o homem da barraquinha de sucos, e o Renê. Todos são “amigos” e fazem os maiores sacrifícios pelos patrões, reforçando a ideia de que é possível existir essa linda conciliação de classe na vida real. O grupo que atua com o cozinheiro Renê, por exemplo, foi demitido pela vilã, não recebeu os salários, viveu de brisa por um tempo e retomou o trabalho com o antigo chefe por pura bem-querença. Coisa de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses folhetins também os preconceitos que interessam aos dominantes acabam reforçados sob a faceta de “promoção da democracia”. O negro já não aparece apenas como bandido, mas segue sendo subalterno. No geral faz parte do núcleo pobre, mas é generoso e sabe qual é o “seu lugar”. É o caso do ético funcionário da loja de motos. Um bom rapaz, que, no máximo, pode chegar a gerente da loja. As pessoas que discutem uma forma alternativa de viver aparecem como gente “sem-noção”, no mais das vezes caricaturada, como é o caso da garota que prevê o futuro, a mulher negra que era bruxa, o rapaz que brinca com fogo ou os donos da pousada que em nada se diferem de empresários comuns, a não ser nas roupas exotéricas. Ou o personagem do Zé Mayer, numa antiga novela, que via discos voadores, não aceitava vender suas terras e, no final, “fica bom”, entregando sua propriedade para a empresária boazinha que era dona de uma papeleira. Os homossexuais também encontram espaço nas novelas, dentro da lógica da “democratização”, mas continuam sendo retratados de forma folclórica, como é o caso do Crô, na novela das oito, ou do transexual da novela das sete. Já o índio, como é invisível na vida real, tampouco tem vez nas tramas novelistas e quando tem, como a novela protagonizada por Cléo Pires, vem de forma folclórica e desconectada da vida real. E assim vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente há que fica indignada com os modelos que as telenovelas reproduzem ano após ano, mas essa é realidade real. Os folhetins nada mais fazem do que reforçar as relações de produção consolidadas pelo sistema capitalista. Até porque são financiados pelo capital, fazendo acontecer aquilo que Ludovico Silva chama de “mais-valia ideológica”. Ou seja, a pessoa que está em casa a desfrutar de uma novela, na verdade segue muito bem atada ao sistema de produção dessa sociedade, consumindo não só os produtos que desfilam sob seu olhar atento, enquanto aguardam o programa favorito, mas também os valores que confirmam e afirmam a sociedade atual. Prisioneira, a pessoa permanece em estado de “produção”, sempre a serviço da classe dominante. Assim, diante da TV – e sem um olhar crítico - as pessoas não descansam, nem desfrutam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que a televisão e os grandes meios não definem as coisas de forma automática. Como bem já explicou Adelmo Genro, na sua teoria marxista do jornalismo, os meios de comunicação também carregam dentro deles a contradição e vez ou outra isso se explicita, abrindo chance para a visão crítica. Momentos há em que os estereótipos aparecem de maneira tão ridícula que provocam o contrário do que se pretendia ou personagens adquirem tanta força que provocam um explodir da consciência. E, nesses lampejos, as pessoas vão fazendo as análises e podem refletir criticamente. Mas, de qualquer forma, esses momentos não são frequentes nem sistemáticos, o que só confirma a função de fabricação de consenso que é reservada aos meios. Um caso interessante é o do transexual que está sendo retratado na novela da Record, que passa às dez horas. “Dona Augusta” é nascida homem e se faz mulher, sem a folclorização do que é retratado na Globo. É “descoberta” pelo filho que a interna como louca. Toda a discussão do tema é muito bem feita pelos autores, sem estereótipos, sem falsa moral. Mas, é a TV dos bispos evangélicos, que, por sua vez, na vida real pregam a homossexualidade como “doença”. São as contradições. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;De qualquer sorte, a teledramaturgia brasileira deveria ser bem melhor acompanhada pelos sindicatos e movimentos sociais. E cada um dos personagens deveria ser analisado naquilo que carrega de ideologia. Não para ensinar aos que “não sabem”, mas para dialogar com aqueles que acabam capturados pelo véu do engano. Assim como se deve falar do que silencia nos meios, o que não aparece, o que não se explicita, também é necessário discutir sobre o que é inculcado, dia após dia, como a melhor maneira de se viver. Pois é nesse entremeio de coisas ditas, malditas e não ditas, que o sistema segue fabricando o consenso, sempre a favor da classe dominante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5549939984808597420?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5549939984808597420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5549939984808597420' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5549939984808597420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5549939984808597420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/televisao-fabrica-de-mais-valia.html' title='Televisão: fábrica de mais-valia ideológica'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ku4hYNL2_-o/Txa5Z8GjjuI/AAAAAAAAAzE/KCQDRpAuZbo/s72-c/tv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3028586442688576467</id><published>2012-01-16T14:32:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T14:35:08.095-08:00</updated><title type='text'>Ser índio!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Faz algum tempo, estive com um amauta, que na língua kichwa quer dizer sábio. Seu nome é Luis Fernando Sarango Macas. Ele é reitor da Universidade Intercultural de Amawtay Wasi, no Equador, uma escola que atua em outra lógica, a dos povos originários, a gente indígena, autóctone. Falávamos sobre essa questão de ser ou não ser indígena, já que na América Latina somos essa mistura de etnias. E Sarango pôs fim ao tema com a seguinte máxima: “hoje, aqui, ser índio é uma escolha”. E assim é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta que a gente volte no tempo e em algum lugar da nossa árvore ali está, o índio. Indelével. Tiro por mim. Tenho descendência italiana, portuguesa, espanhola e indígena. Poderia ser a “raça cósmica”, de Vasconcelos, ou seja, uma coisa nova, a mistura, o mestiço. Poderia ser portuguesa, ou espanhola, ou italiana. E poderia ser índia. Mas, toda nossa cultura nos carrega para uma identidade dúbia. Ao mesmo tempo em que se tenta criar a idéia de uma original “brasilidade”, a mente dos brasileiros é formatada, desde pequena – via família, escola, igreja - para ser “europeia”. Talvez nessa contradição resida a “esquizofrenia racial” que se explicita não só aqui, mas em todo o continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma recente pesquisa feita com crianças no México (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://youtu.be/XAuYtpI3Cq8"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://youtu.be/XAuYtpI3Cq8&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; ) mostra o quanto meninos e meninas indígenas, brancas e negras trazem marcado em ferro e fogo a ideia de que o branco é o belo, e tudo o que não se identifica com isso é feio, sujo, ruim. Causa profunda comoção ver aqueles rostinhos marcadamente indígenas apontarem para o boneco negro e dizer, timidamente: é feio, é mau, não me passa confiança. Daí que ser índio ou negro passa a ser o limbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passada pelos livros de história e pela imprensa brasileira e ali estão os estereótipos muito claros e bem demarcados. Desde a invasão européia o índio é o selvagem, o preguiçoso, o que atrapalha a civilização, o inútil. Por isso foi completamente dizimado em grandes áreas do país. Mesmo as almas mais altruístas, como Rondon, acreditavam que era preciso integrar o índio à civilização, como se ele não fosse capaz de viver segundo a sua maneira e, desde o início do século XX, iniciou-se essa “humanitária” integração. Na prática, integrar-se seria esquecer sua cultura, esquecer seus traços físicos, sua língua, seus deuses. Integrar-se seria sumir no universo branco, cristão, eurocêntrico. Integrar-se seria deixar de ser quem é em nome de uma “brasilidade” falsa. Os que não aceitaram esse perder-se no mundo branco foram confinados em reservas, que vez ou outra lhes são tiradas ou diminuídas em nome do lucro e dos desejos do mundo invasor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, com o passar do tempo a prática também mostrou que, mesmo com a integração, há coisas que não se pode mudar. A cor da pele, o rasgo do olho, o cabelo liso, a atávica sede de horizontes. Um índio não pode se “integrar”, misturando-se a malta branca, porque não o é. Um índio, assim como o negro, tem, como diz Milton Nascimento, a marca da cor e da cultura. E uma sociedade, na qual as crianças aprendem desde a família que o bom é ser branco e cristão não tem como gerar outros seres que não esses que vemos por aí, cheios de ódio racial, discriminação e preconceito. Daí que ser índio nesse país segue sendo algo ruim, sujo, feio, anacrônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se a sociedade é formada assim, para ver o índio como um ser menor, como esperar que as pessoas entendam a necessidade da demarcação das terras indígenas? Como querer que as maiorias entendam que as comunidades indígenas precisam de espaço para vivenciar sua cultura, que é rica, que é bela, que é singular? Como vão entender que esse povo que vive nos caminhos, nos barracos, na luta cotidiana por território tem os mesmos direitos que os brancos? A identidade dos indígenas como um ser de “segunda categoria” segue sendo difundida, sem parar. E o máximo a que se chega é a uma musculação da consciência, com o sentimento de pena ou a doação de um saco de arroz, o que reforça ainda mais a ideia original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a mim faz tempo que decidi assumir a parte indígena que vive em mim. Minha trisavó era índia, charrua. Nascida e criada na Banda Oriental, filha de um povo valente, arranchado em toldos nas sesmarias do sul. Conhecedora das ervas, exímia na boleadeira, amazona de primeira. O povo charrua foi o que melhor se adaptou ao cavalo trazido pelos espanhóis, chegando a quase se tornar um só ser, charrua/cavalo, centauro da guerra de independência junto com o grande José Artigas. Minha trisavó talvez tenha sido uma daquelas charruas guerreiras, das poucas que sobraram do massacre perpetrado pelas tropas de Fructuoso Rivera, então presidente do recém criado Uruguay, ao povo charrua. Fugida pelo campo afora foi bater em Itaquy, hoje Rio Grande do Sul, e lá foi tomada por um português que a tornou sua mulher. Desse tronco vim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma decisão pessoal, mas que tem importância para o tema em questão. Porque a compreensão do ser indígena precisa passar, em cada família, em cada pessoa, por um longo processo de conhecimento ou re-conhecimento de quem somos e de onde viemos, nós todos, como povo. É necessário compreender as raízes deste imenso espaço geográfico que hoje ocupamos com a cultura ocidental/cristã. Não dá para fingir que estas eram pradarias e montanhas vazias quando aqui chegaram os portugueses e espanhóis. Havia povos e culturas. E isso segue vivo, a despeito de tudo. Vive nos nomes das coisas, dos lugares, na lembrança atávica, nos costumes, nos hábitos. É coisa viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não dá para aceitar que não se reconheçam os índios como seres capazes de tomar suas próprias decisões – seguem sendo tutelados no Brasil. Não dá para aceitar que não sejam levados em conta nos seus desejos e vontades, como a não construção de Belo Monte e demais represas que impactam nas suas terras. Não dá para achar natural que uma mulher branca tenha indiazinhas em sua casa trabalhando como escravas. Não dá para aceitar que se queimem índios nas paradas de ônibus em Brasília, ou nos fundões do país. Não dá para reproduzir idéias estúpidas como a de que são preguiçosos, ladrões, sujos. Desse tipo há, é certo. Mas tanto quanto há entre os brancos, os negros, os amarelos e os azuis. Não é a etnia que define o caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como para com os negros, trazidos à força, como escravos, há uma grande dívida a ser resgatada com os povos indígenas desta terra. E isso tem de começar já, desde as famílias, as escolas e até as igrejas, que tanto forjam a mente das pessoas. É preciso contar as histórias, os mitos, ensinar das culturas, das canções, do modo de organizar a vida. É preciso fazer entender que cada povo tem a sua “linha da vida” como essa que se vê hoje no facebook. E que ela começa bem lá atrás. Há que desfazer os preconceitos e isso só se consegue com conhecimento. Há que se assumir essa herança Jê, Tupi, Guarani. É o que somos! E não dá para fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que esse é um longo caminho, mas a larga jornada se inicia com o primeiro passo. Ruben Alves tem um texto no qual fala do humano, comparando-o a uma hospedaria. E que vez ou outra assoma na janela um desses hóspedes que moram em nós: o alegre, o triste, o raivoso, o doente, o malvado, o generoso, enfim. Pois uso a mesma metáfora para o que somos, no Brasil, como povo. Também somos uma hospedaria, na qual, a cada tanto, assoma na janela o negro, o índio, o branco, o amarelo, o azul. Eles existem todos dentro de nós, porque somos um, como raça. E temos de conhecê-los, aceitá-los e amá-los. Cada um pode escolher qual o que ficará à janela mais tempo. Mas, fatalmente, os demais assomarão. E devem fazê-lo, principalmente quando forem discriminados ou oprimidos. Eu, por exemplo, sou charrua, mas posso ser negra quando meus irmãos forem atacados, e posso ser branca se precisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, talvez, devesse nos unir, sempre, seja nossa consciência de classe. Quem somos no cenário da vida: os que oprimem ou os que farejam a liberdade? E isso é coisa que tem de ser ensinada, todos os dias, em todos os lugares. O racismo é uma construção das forças que sempre estiveram no poder. Diminuir para dominar. O grande segredo da luta de classes é não aceitar essa premissa. Ninguém é menor que ninguém por conta da cor ou do rasgo dos olhos. Ninguém é menor que ninguém por conta da conta bancária. Como diz o poeta: menores que nosso sonho, não podemos ser. Então, a luta contra o racismo é sempre a luta contra esse poder que aí está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índios não são contra o a construção de uma vida melhor para todos, eles apenas querem que a deles também seja respeitada, querem suas terras, seus direitos, querem viver em paz na sua forma de ser, autônoma, criadora, original. Entender isso é o tal do primeiro passo da larga jornada que haveremos de empreender rumo à outra forma de organizar a existência que não seja predadora, escravizante ou de opressão do homem pelo homem. Ser índio é bonito e é bom. Essa é uma verdade abissal!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3028586442688576467?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3028586442688576467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3028586442688576467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3028586442688576467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3028586442688576467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/ser-indio.html' title='Ser índio!'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8196649404061130603</id><published>2012-01-12T04:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T04:44:38.316-08:00</updated><title type='text'>O Saci e a luta anti-colonial</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-O1jQrjuMivc/Tw7VovBT_LI/AAAAAAAAAys/4T-f4S2vSlU/s1600/saci%2Bperere%2Blenda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-O1jQrjuMivc/Tw7VovBT_LI/AAAAAAAAAys/4T-f4S2vSlU/s400/saci%2Bperere%2Blenda.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696725474463710386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; "&gt;Até os anos 60 a vida da gente era completamente imbricada com a natureza. As grandes cidades ficavam muito distantes e as crianças vivenciavam toda a beleza de conhecer e compartilhar as figuras míticas, moradoras das florestas e dos cantos escuros do lugar. Desde pequenos, os meninos e meninas aprendiam que no meio da noite vagava um negrinho, pastoreando uma boiada, e que se alguma coisa se perdesse dentro de casa era só acender uma vela, e o negrinho ajudava a encontrar. O negrinho do pastoreio era visto nas noites de chuva, quando os relâmpagos riscavam o céu, imponente, no seu baio, cavalgando no rumo das estrelas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Nas tarde de inverno, quando os redemoinhos varriam as ruas, a gurizada saia como foguete, com suas garrafas de bocas abertas, buscando aprisionar os sacis pererês. Porque afinal, desde sempre aprendiam que o negrinho de uma perna só costumava estar sempre no meio do redemoinho e só aí, quando estava distraído, girando no vento, é que se podia pegá-lo. De resto era sempre um tal de fazer estripulias, batendo janelas, quebrando as louças, levantando as saias das moças. O Saci é guri frajola, serelepe, cheio de alegria e de liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;E se vinha a noite fechada, as crianças entravam em casa, porque sabiam que lá fora, na mata, haveria de andar o boitatá, a cobra de fogo que come os olhos dos bichos, ou ainda o lobisomem, buscando sangue fresco, e o curupira, arrastando os pés virados, procurando pela mula-sem-cabeça. Esse era um universo conhecido e reproduzido nas escolas, na família, nas rodas de conversa ao pé do fogo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Mas, com a consolidação do modo capitalista de produção no Brasil, que começou a apertar os laços no final dos anos 50, outra dominação foi tomando conta da vida das gentes: a dominação cultural. Já não bastava mais importar o jeito de produzir, a maneira de fazer as coisas, mas era necessário também copiar a cultura daqueles que os poderosos julgavam ser dignos de confiança. Foi assim que se introduziu a moda, com a calça jeans, a minissaia, ou a música, com a introdução da guitarra elétrica e o rock, abafando de vez a marchinha, o xaxado, o baião e a vaneira. No cinema, dava-se adeus aos musicais inocentes e aos filmes do caipira Mazzaropi, recheados da vida nacional. Era chegada a hora de Hollywood e seus enlatados repletos de ideologia, colonizando as mentes. Os faroestes estadunidenses endeusavam os cowboys e demonizavam os índios. Os filmes de ação apresentavam os soldados estadunidenses como heróis, salvando o mundo dos horrores das guerras, dos comunistas, e os dramas consolidavam a certeza de que bom mesmo era viver em apartamentos com carpete, fumar Malboro e encontrar o homem dos sonhos, que seria branco, alto e de olhos claros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;A partir daí foram-se ocupando os territórios mentais. As cidades cresceram, se modernizaram, e as gentes se faziam cada vez mais parecidas com aqueles que, de certa forma, já dominavam no terreno da economia e da política. Bom mesmo era cantar em inglês e não foram poucos os jovens cantores brasileiros que iniciaram suas carreiras cantando na língua estrangeira. Um bom exemplo foi Morris Albert, que fez sucesso no mundo todo com a música “Feelings”. Cantar em português era coisa de brega. Nas festinhas a juventude enrolava um inglês que sequer se entendia. Papagaios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;O conceito de colonização diz que essa situação se faz real quando se conquista um território e se estabelecem novos moradores de acordo com o desejo dos que dominam. Pois foi exatamente isso que aconteceu com a gente. Nas cabeças das crianças, desde a mais tenra idade, foram sendo plantados novos conceitos, totalmente alienígenas. E esse tipo de controle chegou também no campo dos mitos. De repente, já ninguém mais falava em Saci, Curupira, Boitatá, Mula-sem-cabeça. Pela via do cinema cresceu a figura do vampiro e das festas estadunidenses. Uma delas é o Dia das Bruxas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Até uns 20 anos atrás o tal do “Raloim” era celebrado apenas nas escolas de inglês, o que até tinha certo sentido, uma vez que quando se aprende uma língua há que se aprender algo da cultura do povo. Mas, depois, de mansinho, a festa foi se imiscuindo na vida cotidiana dos jardins de infância das escolas públicas e particulares, espaço de terra virgem, onde a colonização mental tem uma força tremenda. Sem que as famílias percebessem, os elementos mais enraizados da cultura estadunidense começaram a fazer morada na vida da criançada brasileira. Abóboras, a lenda do Jack, enfim, todos os elementos da belíssima lenda de origem celta que foi trazida aos Estados Unidos pelos colonos ingleses. Coloniza-se a cultura e movimenta-se a máquina do capital.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Ao contrário do significado cultural e místico que o Halloween tem nos Estados Unidos, aqui, ao ser transferido de forma artificial, o tal “dia das bruxas” nada mais é do que uma data a mais para vender coisas. Desafortunadamente, essa colonização mental não acontece unicamente no Brasil, ela toma conta também de quase todos os países latino-americanos, onde se pode ver a indefectível abóbora nos 31 de outubro de cada ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;No Brasil, um grupo de ativistas da cultura do interior de São Paulo começou desde há anos um importante trabalho de conscientização sobre a história da cultura nacional. Grupos como a Sociedade dos Observadores do Saci, a Sosaci, tem dado contribuição importante nesse processo, produzindo vídeos e outros materiais educativos visando recuperar os antigos mitos e lendas da cultura indígena e negra. Levando esse debate por todo o país, os militantes da Sosaci querem que seja instituído o dia 31 de outubro como o Dia do Saci, fazendo com que nosso moleque, de raiz indígena e negra, vença de uma vez por todas a dominação cultural do “raloim”, como bem atesta o manifesto do grupo. “Nós, brasileiros, temos nossos próprios mitos, que não ficam nada a dever a esses importados, comerciais, que são usados para anestesiar a auto-estima do nosso povo. Respeitamos os mitos dos outros, mas não queremos que eles sejam usados pela indústria cultural como predadores dos nossos. Cada vez mais, muitos brasileiros começam a compreender isso. Uma prova foi o evento “O Grito do Saci”, realizado nos dias 5, 6 e 7 de setembro, em São Luiz do Paraitinga, Estado de São Paulo, que atraiu muita gente e foi uma catarse geral, uma lavação de alma. Outra prova é a onda de adesões que a Sosaci (Sociedade dos Observadores de Saci) vem recebendo de vários pontos do país. O Saci, a Iara, o Boitatá, o Curupira, o Mapinguari e muitos outros brasileiros legítimos estão aí para serem festejados, sem espírito comercial, como nossos legítimos representantes no mundo do imaginário popular e infantil”. E assim é. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;A discussão que foi criada em torno da celebração do Dia do Saci em nada tem a ver com a xenofobia ou o desrespeito a outros povos. Momentos como o Dia dos Mortos no México, o Inti Raimi na América Andina e o Halloween nos Estados Unidos representam a essência cultural de cada um dos povos que os reverenciam. Pois a celebração dos mitos autóctones seria justamente a retomada do nosso território cultural que há tanto tempo vem sendo invadido e colonizado. Respeitar e dialogar com as demais culturas é rico e saudável, mas o preço disso não pode ser a destruição das nossas memórias ancestrais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;O campo da cultura é sempre um espaço muito mal cuidado pelos movimentos sociais e sindicatos de luta. Faz-se muita política, discute-se o capitalismo, mas muito pouco se discute o pilar de todas as mudanças que é o imaginário popular, a cultura. Desde aí se pode avançar com muito mais eficácia no processo de transformação da sociedade. Se desde bem pequenas as crianças tomarem contato com a beleza que vive no seu próprio espaço de vivência, muito mais fácil será trabalhar conceitos como soberania, liberdade, pensamento crítico, transformação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;A proposta que toma corpo sobre a instituição do Dia Nacional do Saci não é pueril, muito menos folclórica. É uma resposta inteligente e criativa a um longo processo de colonização mental que impera no nosso país desde a invasão européia. Destruíram muitas culturas originárias, impuseram determinadas crenças e hoje, buscam homogeneizar a cultura. Mas, por todos os cantos do Brasil se levantam os amantes do saci, do Curupira, do Boitatá, de Iara, Mãe d´água, Boto cor-de-rosa. Todos juntos prometem vencer o culto à abóbora, fazendo uma grande festa com carne seca, mandioca e viola. Porque nossa cultura autóctone tem beleza demais para se render aos interesses do capital.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Mas, para isso, é preciso que cada brasileiro faça sua parte. Pais e mães precisam retomar as velhas histórias, escolas devem ensinar os antigos mitos e toda a gente deve celebrar esse dia 31 de outubro como o dia do Saci e de todos os seus amigos. Para participar do abaixo assinado, entre na página da Sosaci e dê o clic: http://www.sosaci.org/abaixo-assinado.htm.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Enquanto isso preste muita atenção quando passar por um bambuzal. Ao ouvir os barulhinhos de “cloc, cloc, cloc”, atente-se. São os sacis nascendo. E estão vindo aos milhares, pulando em uma perna só, fazendo bagunça na proposta de destruição cultural que o império tenta nos impor. O Saci vive e está bem aí, do seu lado. Acredite!    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Publicado originalmente na revista Novo Olhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8196649404061130603?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8196649404061130603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8196649404061130603' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8196649404061130603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8196649404061130603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/o-saci-e-luta-anti-colonial.html' title='O Saci e a luta anti-colonial'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-O1jQrjuMivc/Tw7VovBT_LI/AAAAAAAAAys/4T-f4S2vSlU/s72-c/saci%2Bperere%2Blenda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5457586303531909306</id><published>2012-01-12T02:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T02:21:03.991-08:00</updated><title type='text'>Rádio Campeche lança CD de contos catarinenses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8uRIKPmHR2I/Tw6z6hJnoFI/AAAAAAAAAyg/QfE1l81ypkE/s1600/radio.contos.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 395px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696688396582756434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-8uRIKPmHR2I/Tw6z6hJnoFI/AAAAAAAAAyg/QfE1l81ypkE/s400/radio.contos.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Rádio Comunitária Campeche finalizou um importante processo de popularização da literatura catarinense, com a gravação de 17 rádio-contos, adaptados de escritores locais. Figuras importantes das letras catarinenses como Urda Klueger, Franklin Cascaes, Flávio Cardoso, Harry Laus, entre outros, emprestaram suas criações para uma dramatização que, além de tocar na rádio, agora está também disponível em CD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A organização do trabalho foi feita por Aline Maciel e Débora Daniel e a adaptação dos contos escritos para roteiro de rádio-dramatização leva a assinatura das duas coordenadoras, mais Sigval Shaitel, Révero Ribeiro e Marcello Trigo. Um elenco de atores e colaboradores da Rádio Campeche dá vida às histórias que falam das coisas catarinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CD, chamado de “Encantos em contos na Rádio – rádio-dramatização de contos catarinenses”, recebeu o Prêmio Roquette Pinto – Primeiro Concurso de Fomento a Produção de Programas Radiofônicos – e pode ser adquirido direto na Rádio Campeche. Os recursos arrecadados servirão para manter em funcionamento esse importante instrumento de luta e organização da comunidade do Campeche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece a história da Rádio Campeche, nascida em 1998, fruto das importantes lutas sociais travadas no bairro, sabe: é na disputa comunicacional que reside uma importante frente de batalha na guerra contra o modo de produção capitalista que tudo destrói em nome do lucro. Assim, aliando a disseminação da cultura com a soberania comunicacional, a comunidade vai avançando pelas ondas do rádio, mostrando que é possível se fazer uma comunicação que informa e forma, sendo também conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser colaborar com o projeto da rádio e de quebra levar para casa o CD com os contos, é só passar na rádio ou fazer contato com a gente. Não temos preço fixo e a pessoa colabora com o que pode. O importante é fazer a sua parte no fortalecimento da cultura e da comunicação comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:eteia@gmx.net"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;eteia@gmx.net&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5457586303531909306?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5457586303531909306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5457586303531909306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5457586303531909306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5457586303531909306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/radio-campeche-lanca-cd-de-contos.html' title='Rádio Campeche lança CD de contos catarinenses'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8uRIKPmHR2I/Tw6z6hJnoFI/AAAAAAAAAyg/QfE1l81ypkE/s72-c/radio.contos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3265069353984702073</id><published>2012-01-11T07:06:00.001-08:00</published><updated>2012-01-11T07:21:00.062-08:00</updated><title type='text'>Ilha dos loucos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Belíssimo trabalho de Jorge Luis Correa, repórter cinematográfico e produtor, sobre a loucura, a poesia e o turbilhão humano. Destaque para a linguagem imagética, típica do excelente trabalho desse profissional. Um cara criativo, criador e muito competente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-a7d99c6fe0a6eaf6" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v16.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da7d99c6fe0a6eaf6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329988087%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D163BBA52C22C418C570B601807174349F83675B3.7C0209826D00C2EC2D234AAC7D54CAAA424E7C23%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da7d99c6fe0a6eaf6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DFClhlXFkOu4GGAX6mxGgOwF6FnU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v16.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da7d99c6fe0a6eaf6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329988087%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D163BBA52C22C418C570B601807174349F83675B3.7C0209826D00C2EC2D234AAC7D54CAAA424E7C23%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da7d99c6fe0a6eaf6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DFClhlXFkOu4GGAX6mxGgOwF6FnU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3265069353984702073?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3265069353984702073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3265069353984702073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3265069353984702073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3265069353984702073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/ilha-dos-loucos.html' title='Ilha dos loucos'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-336604118849152765</id><published>2012-01-10T12:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T12:36:48.934-08:00</updated><title type='text'>Florianópolis não há mais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Por Glauco Marques&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Floripa finalmente chegou onde o poder público, as grandes construtoras e a indústria do turismo local queriam: é a bola da vez. Isto significa, entre outras coisas, que entrou na rota da prostituição de alto padrão, com os playboys filhinhos de papai gastando até 10 mil reais por algumas horas nos paradores de Jurerê Internacional, cercados por piriguetes, doidas pra encontrar jogadores de futebol e atores da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma das principais referências com a qual Floripa vai se consolidando como destino turístico em nível nacional. Parafraseando uma letra de música do Dazaranha que diz "este é o país da putaria", se poderia dizer "esta é a ilha da putaria". Nos últimos 20 anos ocorreram modificações em Florianópolis num ritmo vertiginoso. Os nativos já são minoria entre os habitantes do lugar. Mas a questão central é o fato de que a cidade está perdendo completamente sua identidade .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo de falar ilhéu, desde o pescador a galera do surf, vai mudando seu sotaque nas novas gerações. Falar com sotaque daqui é ridicularizado ou tolerado como algo apenas engraçado. O boi de mamão e outras manifestações culturais passam a ser "folklorizados". Ao circular em diversos locais da cidade, a sensação é de que não é Florianópolis. Ocorre uma pasteurização ou homogeinização cultural. As pessoas falam, se comportam e vão adquirindo hábitos que refletem o que a indústria do entretenimento veicula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo disto é uma novela na Globo ambientada no estado vizinho do RS com algumas referências a Florianópolis, onde o fato da trama se desenvolver em determinada cidade ou região serve apenas como paisagem, pois os atores falam e se movimentam como se estas cidades ou estados não tivessem peculiaridades culturais, modo de falar, hábitos, etc... A riqueza e diversidade cultural que caracteriza nosso país, com seus vários sotaques e hábitos, é descaracterizada intencionalmente e comemorada por autoridades e empresários de Florianópolis como símbolo de progresso e desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de progresso que vai predominando é aquela que inventa coisas como o "Riozinho", um "point" a beira-mar e ao lado de um rio, rico em coliformes fecais, frequentado por "gente bonita e sarada", tendo como contrapartida a derrubada do Bar do Seu Chico, ponto de encontro dos moradores, de atividades festivas, políticas e culturais daqui. Pois agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-336604118849152765?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/336604118849152765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=336604118849152765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/336604118849152765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/336604118849152765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/florianopolis-nao-ha-mais.html' title='Florianópolis não há mais'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1730991295904200281</id><published>2012-01-09T04:28:00.001-08:00</published><updated>2012-01-09T04:35:25.211-08:00</updated><title type='text'>Uma mulher valente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Conheci Justina na casa de uma amiga. Mulher como poucas. Faz o difícil trabalho de organizar as empregadas domésticas de Blumenau. Vale a pena ver o vídeo até o fim para ouvir da própria Justina toda a sua luta e a garra de defender os trabalhadores numa cidade bem conservadora. Sinto-me profundamente feliz de poder registrar os pensares de seres como a Justina. Gente que vale a pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/can20fXoUYE" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1730991295904200281?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1730991295904200281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1730991295904200281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1730991295904200281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1730991295904200281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/uma-mulher-valente.html' title='Uma mulher valente'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/can20fXoUYE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-60710362996159423</id><published>2012-01-07T15:31:00.001-08:00</published><updated>2012-01-07T15:45:13.118-08:00</updated><title type='text'>Um mico</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RZLfSsEaMxA/TwjYUbmv0JI/AAAAAAAAAyM/MPXH1YaFD0M/s1600/2012-01-05%2B11.42.43.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695039574329249938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-RZLfSsEaMxA/TwjYUbmv0JI/AAAAAAAAAyM/MPXH1YaFD0M/s400/2012-01-05%2B11.42.43.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dia desses tive uma visita inesperada. Trabalhava, absorvida, quando alguma coisa bem peluda pulou na impressora que fica à minha direita, na mesa. Por um instante não liguei, pensei que pudesse ser um gato. Mas, depois, vi que não estava em casa e sim no segundo andar da UFSC. Não seria um gato. Então, saí da onda do trabalho e olhei. Ali estava, me olhando com olhos curiosos, um pequeno macaco. Não sei porque cargas d´água ele achou de entrar na minha janela. Nunca o havia visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos assim, nos mirando. Eu com medo de assustá-lo, ele talvez com o mesmo sentimento. Talvez por isso tenha permanecido parado, observando qual seria a daquela humana. Comecei a falar com ele em língua de mico, e ele se agitou. Quis tocá-lo, ele reagiu, indignado. Então deixei que ficasse à vontade no beiral da janela. Foi um momento mágico, de deliciosa companhia. Depois de se deixar ficar e algumas macaquices, ele deu um salto para o abismo. Caiu tranquilo na ramagem da árvore e sumiu por entre os galhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tarde quente desse janeiro doido eu fiquei numa alegria só. Quando toda a UFSC silenciava de seu fazer frenético, eu recebera aquela visita insólita. Só podia ser alguma coisa mágica. Esses são aqueles momentos impagáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-60710362996159423?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/60710362996159423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=60710362996159423' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/60710362996159423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/60710362996159423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/um-mico.html' title='Um mico'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RZLfSsEaMxA/TwjYUbmv0JI/AAAAAAAAAyM/MPXH1YaFD0M/s72-c/2012-01-05%2B11.42.43.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-6547921842691763514</id><published>2012-01-06T02:39:00.001-08:00</published><updated>2012-01-06T02:53:53.485-08:00</updated><title type='text'>O assassino de Victor Jara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No Chile, esse mesmo país cujo governo está propondo retirar dos livros de história a palavra ditadura, há uma gente que não esquece o que aconteceu nos tristes anos de Pinochet. Eles descobrem os assassinos e os torturadores e vão até suas casas ou trabalho denunciar aos vizinhos e colegas as ações praticadas. Esse movimento de gente e denúncia é chamado de 'funa" e está eivado de gente jovem, o que mostra a força de um povo que não aceita que se coloque por baixo do tapete a história de horror que o país viveu. No vídeo abaixo vocês podem ver uma dessas funas dentro do Ministério do Trabalho chileno, onde trabalhava tranquilamente Edwin Dimter Bianchi, apelidado de "o príncipe", o homem que torturou e assassinou o grande cantautor Victor Jara. A morte do artista ocorreu em 15 de setembro de 1973. Segundo os documentos ele foi alvejado com 44 tiros e suas mãos foram decepadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para a barbárie e para os assassinos nunca chegará o esquecimento. Victor Jara, presente!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/IgXy7qvBBgs" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-6547921842691763514?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/6547921842691763514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=6547921842691763514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6547921842691763514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6547921842691763514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/o-assassino-de-vitor-jara.html' title='O assassino de Victor Jara'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/IgXy7qvBBgs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-7228205301428571950</id><published>2012-01-04T09:48:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T09:56:35.612-08:00</updated><title type='text'>De Joanesburgo.. a vida popular...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pata Pata é uma canção da bela Miriam Makeba, cantora, compositora e ativista sul-africana contra o apartheid que, mais tarde acabou ministra de Nelson Mandela. Nesse vídeo ela apresenta a música que é uma tradição em Joanesburgo e que virou uma febre no final dos anos 60. A pata pata é dançada pelas gentes nos caminhos dessa parte da Àfrica. Pura beleza...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/e-VrfadKbco" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-7228205301428571950?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/7228205301428571950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=7228205301428571950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7228205301428571950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7228205301428571950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/de-joanesburgo-vida-popular.html' title='De Joanesburgo.. a vida popular...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/e-VrfadKbco/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-4389464976062332995</id><published>2012-01-04T08:59:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T09:19:10.359-08:00</updated><title type='text'>Esquadrões da morte: a escola francesa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No documentário produzido por Marie-Monique Robin está explícito como eram as torturas praticadas contra os lutadores latino-americanos durante as ditaduras. No vídeo, militares franceses, estadunidenses e latino-americanos confirmam o uso das técnicas inventadas na Argélia, para dar combate ao “comunismo”. Sem qualquer prurido eles contam como era a escola do extermínio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/_LRGf4G1XnI" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-4389464976062332995?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/4389464976062332995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=4389464976062332995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4389464976062332995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4389464976062332995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/esquadroes-da-morte-escola-francesa.html' title='Esquadrões da morte: a escola francesa'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/_LRGf4G1XnI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-6089585604238969139</id><published>2012-01-04T04:23:00.001-08:00</published><updated>2012-01-04T05:03:22.285-08:00</updated><title type='text'>Encontrando Cruz e Sousa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mEhm3H-Us9Q/TwRKHeVwmqI/AAAAAAAAAx8/i-P0I7lfW70/s1600/DSC05732.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693757321167018658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-mEhm3H-Us9Q/TwRKHeVwmqI/AAAAAAAAAx8/i-P0I7lfW70/s400/DSC05732.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Andando pela cidade no final do ano, assim, distraída, como se fora turista, encontrei, no meio da praça algo que nunca havia reparado. A estátua de Cruz e Sousa. Nosso grande poeta simbolista, que tanta beleza criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negro, pagou o preço de viver numa sociedade racista. Filho de negros alforriados ele recebeu educação formal, como se fosse um filho daquele que era seu antigo "dono". Mesmo assim, apesar de culto, foi recusado para o cargo de promotor na cidade de Laguna, pelo simples fato de ser negro. Lutador, ele não se entregou, atuou em jornais em Santa Catarina, escreveu, combateu o racismo, o preconceito. Viveu intensamente, amou loucamente, sofreu desesperadamente. Viveu no Rio de Janeiro onde trabalhou na Estrada de Ferro. Enquanto penava por preconceito e também por amor, escreveu seus livros, obras de rara beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amava por demais sua sensível Gavita, que enloqueceu por ver seus filhos morrerem de tuberculose. Depois da morte dela, também Cruz e Sousa morreu um pouco e, lentamente, foi vencido pela doença, a mesma que matou seus filhos. Definhou num lugarejo do interior de Minas Gerais, para onde tinha ido se tratar. Morto, foi transportado num vagão de cavalos para o Rio de Janeiro. Um triste fim para aquele que, mais tarde, veio a ser considerado o maior poeta simbolista do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao vê-lo assim, no meio da praça, me enchi de ternura. Porque é ele quem me ensina todos os dias que é preciso ter ódio, ódio são, contra os vilões do amor. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo, casca física, pode ter sido profanado com o descaso e o trato indígno. Mas, sua poesia, essência dessa vida bela, segue viva, pulsante, nos empurrando para frente. Abraçada a ele, no meio da praça cinzenta pela chuva, eu agradeci. Valeu poeta, tu vives, abeçoado cavador de infinitos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cavador de Infinitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Com a lâmpada do Sonho desce aflito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e sobe aos mundos mais imponderáveis,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;vai abafando as queixas implacáveis,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;da alma o profundo e soluçado grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ânsias, Desejos, tudo a fogo escrito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sente, em redor, nos astros inefáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cava nas fundas eras insondáveis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;cavador do trágico Infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E quanto mais pelo Infinito cava&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mais o Infinito se transforma em lava&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e o cavador se perde nas distâncias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alto levanta a lâmpada do Sonho,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e com seu vulto pálido e tristonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;cava os abismos das eternas ânsias!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-6089585604238969139?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/6089585604238969139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=6089585604238969139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6089585604238969139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6089585604238969139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2012/01/encontrando-cruz-e-souza.html' title='Encontrando Cruz e Sousa'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mEhm3H-Us9Q/TwRKHeVwmqI/AAAAAAAAAx8/i-P0I7lfW70/s72-c/DSC05732.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5081304706039929394</id><published>2011-12-29T08:44:00.001-08:00</published><updated>2011-12-29T08:45:59.452-08:00</updated><title type='text'>Que venha mais uma volta</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O mês de dezembro não foi bolinho. Perdi amigos, uma parte do Campeche se foi, muitas foram as derrotas. E, se voltar no tempo, verei que essas coisas igualmente aconteceram nos demais meses. Não é fácil ser Mariazinha do passo errado. Mas, essa foi minha escolha, então, não há o que lamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso planetinha fez mais uma órbita em torno do sol. E nós com ele. Agora, outra órbita vem, nesse eterno retorno. Poderia desejar tantas coisas incríveis aos amigos e camaradas, mas não sei se devo. A grande aventura humana é esse surpreendente devir, com todas as suas coisas boas e más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, enquanto cozinhava senti aquilo do qual fala nosso poeta popular, Odair José: um momento feliz. Mexia as panelas cantando em altos brados a canção sertaneja, de Lourenço e Lourival, “franguinho na panela”, e me emocionava. Porque essa é a doce/triste/bela/cruel realidade de tantos milhões de seres no mundo. O cachorro Steve Biko acompanhava meu cantar, esparramado no chão. Os gatinhos bebês faziam uma algaravia no meu pé, querendo um naco de qualquer coisa. Bartolina, a gata, dormitava na rede. Zumbi, o gato, lagarteava ao sol. Os homens que amo cuidavam, cada um, de alguma coisa da casa, numa azáfama ruidosa. O sol brilhava, uma leve brisa passava, a comida cheirava um leve e picante cheiro de curry. Os passarinhos cantavam, voejando alegres, invadindo a cozinha. A vida seguia seu indefectível curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele foi um momento único, contemplação da mais pura beleza. Um instante, desses que perdura para a eternidade. Nada fora do lugar, tudo pleno. Quando a música silenciou eu soube. É isso que faz com que tudo valha a pena. Um segundo, um instante, um momento de completa felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é o que desejo a cada um dos amigos. Que possam viver essa plenitude em algum átimo da vida. Porque isso faz valer a caminhada nesse mundo tão cheio de dor e desencanto. Caminhar na beleza, como ensinam os navajos, caminhar na beleza... ainda que seja por um só segundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha 2012... Aqui esperamos... Com música, sonhos e força para seguir rasgando as manhãs!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Compartilho o Lourenço e Lourival...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/rGlS0vLCBLg" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5081304706039929394?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5081304706039929394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5081304706039929394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5081304706039929394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5081304706039929394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/que-venha-mais-uma-volta.html' title='Que venha mais uma volta'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/rGlS0vLCBLg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1196351377780066172</id><published>2011-12-28T02:32:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T02:35:33.874-08:00</updated><title type='text'>Belo Monte não é a única</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DAcVBH5KgUY/TvrwZaBntGI/AAAAAAAAAxk/7q_-iinPezA/s1600/belomonte.indios.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-DAcVBH5KgUY/TvrwZaBntGI/AAAAAAAAAxk/7q_-iinPezA/s400/belomonte.indios.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691125398409557090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;Apesar de toda a mobilização dos indígenas, ribeirinhos e lutadores sociais, segue a construção da barragem de Belo Monte, que deve inundar 668 quilômetros de mata e de vida. O consórcio Norte, vencedor da licitação, envolve uma série de empresas que vai desde a Eletronorte, construtoras como a Queiróz Galvão e Mendes Junior, o grupo espanhol Iberdrola, até fundos de pensão da Petrobrás e do Banco do Brasil. O que significa que é também o dinheiro dos trabalhadores que está financiando o monstro. Pelo menos nove povos indígenas serão afetados diretamente pela barragem assim como 210 sítios arqueológicos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar de toda a carga de destruição desta mega usina que pretende ser a terceira maior do mundo, ela não deve ser a única a ser construída na região amazônica. Pelos menos 140 outros empreendimentos deste tipo estão planejados para o espaço geográfico que hoje concentra 60% de todas as florestas do mundo e que é responsável pelas variações climáticas de todo o planeta. Destes 140 empreendimentos mais de 60 estão em solo brasileiro, especificamente na floresta. As demais se espalham pelo Equador, Peru, Colômbia e Bolívia. Isso se considerarmos só a América do Sul. Porque também estão sendo construídas barragens nos países da América Central. Uma delas, a de Diquis, na Costa Rica, que deve inundar mais de 12 mil hectares, também tem sido palco de muita luta, já que deverá destruir pelo menos cinco etnias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;Segundo Jeffery Lopez, da Organização Dtsö, o projeto da Diquis é antigo, mas, no passado, estava conectado com a expansão do sistema elétrico nacional. Só que agora, a proposta já não é gerar energia para os costarriquenhos, e sim para exportação. “Essa proposta tomou corpo nos anos 90, quando os países da América Central entraram num processo de abertura de suas economias. Foi o famigerado Plano Puebla/Panamá, inventado pelos Estados Unidos para garantir a livre circulação de mercadorias”. Dentro desse plano, que foi alavancado pelo preposto dos EUA na América baixa, o presidente Vicente Fox, do México, sob o comando do Banco Mundial, estava contido a proposta da construção de uma série de obras destinadas ao “desenvolvimento” da região, tais como estradas, oleodutos, gasodutos, portos, aeroportos e hidrelétricas. Também foi embutido o “amistoso” plano da construção de um sistema de integração energética. Na verdade, os Estados Unidos estavam cimentando a base de um corredor que poderá sugar a energia das águas da região amazônica, o petróleo mexicano, além do petróleo venezuelano e o gás boliviano.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;É um gigantesco projeto, iniciado em 2002 e que segue seu curso, sem que as gentes se dêem conta do tamanho do estrago. Como as lutas dos povos acontecem de forma fragmentada, conforme vão sendo implementadas as obras, fica bem difícil enxergar o todo. Mas, com um pouco de paciência se pode ir montando o mosaico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;Hoje, está em andamento da América Central, com a participação de várias multinacionais europeias, a construção de uma linha de mais de 1800 quilômetros que atravessa todos os países até o México e dali outra linha segue para os Estados Unidos. Assim, além das barragens, também as torres de transmissão devem desalojar milhares de pessoas e provocar um verdadeiro desastre ambiental. Dessa interconexão elétrica também deverá fazer parte Belo Monte e todas as demais usinas que estão sendo construídas na Amazônia. Ou seja, o caminho está feito para que a energia gerada seja exportada para quem dela precisa: os Estados Unidos, seja no seu próprio território ou nos territórios onde vicejam suas grandes empresas (as sugadoras de energia).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, esse processo começou praticamente no mesmo momento que o Plano Puebla Panamá (esse firmado em 2002). Foi durante o governo de Luís Inácio, que assumiu em 2003, e nominou de Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC, o ambicioso projeto de desenvolvimento baseado na construção de obras de infra-estrutura. Naqueles dias, a proposta do PAC apareceu para as gentes brasileiras como um esperado sonho de crescimento e fartura, mas com o andar da carruagem o que se viu foi o desenvolvimento da riqueza dos “de sempre”, sobrando para a maioria a fatura dos enormes custos sociais e ambientais. Como o dinheiro jorrou rápido, as obras foram sendo feitas às pressas, sem diálogo com as comunidades e muito menos sem o planejamento adequado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;As barragens estão nesse contexto do PAC, que é a versão brasileira da Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana (IIRSA), e o governo não pensa, nem por um segundo, estancar essa loucura de obras a qualquer custo. E aí é importante perceber que não se trata só de um desejo de crescimento do país, como afirmam Luís Inácio e Dilma, mas sim um plano meticulosamente traçado nas mesas do Banco Mundial, sob o olhar atendo do governo estadunidense. Basta observar que a IIRSA – que reúne 12 países da América do Sul num plano de “desenvolvimento” - é uma proposta nascida nos EUA, e financiada pelo Bando Interamericano de Desenvolvimento. Também vale destacar que a proposta de desenvolvimento embutida nesses projetos não gera nem nunca gerou melhorias reais para a vida das gentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;Além da usina de Belo Monte (capaz de gerar 11 mil megawatts), que atualmente tem provocado bastante discussão, outro projeto grandioso é o das duas grandes barragens nas corredeiras de Santo Antônio e do Jirau, no Rio Madeira (6 mil megawatts), dentro do estado de Rondônia, Amazônia, que vai alagar 271 quilômetros e que está sob o controle da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, entre outras. Isso sem contar as outras barragens médias e pequenas (gerando de 3 mil a 200 megawatts cada uma), também planejadas para a região. São tantas que até um olhar ingênuo, de alguém não especialista em energia, pode suspeitar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;O argumento usado por aqueles que defendem as barragens é que esses megawatts todos são necessários para que não aconteça outro apagão como os dos anos de 2001 e 2002. Por isso acusam os que são contra de estarem impedindo o desenvolvimento do país. Mas, como precaução e caldo de galinha não prejudicam ninguém, é bom ficar de olho nesses argumentos e exigir a verdade. Quanto dessa energia será realmente usado no Brasil? Quanto será exportado? Quem é que verdadeiramente suga a energia? Essa pergunta precisa de uma resposta urgente e correta, pois é mais do que certo de que não é o consumo doméstico. Não seriam as grandes indústrias, que inclusive tem seus preços subsidiados? É o que diz o Movimento dos Atingidos pelas Barragens, tendo já provado isso nos estudos que realizou o ano passado para levar em frente uma campanha pela redução do custo da energia. Quanto maior o empreendimento, menor é o custo da energia. Os pobres são os que pagam mais. E quanto mais empobrecida a região, também mais cara a energia. Agora imaginem o que pode acontecer com todo o sistema privatizado? O certo é que lutar por justiça na distribuição e uso da energia não é ser contra o desenvolvimento, e sim contra o roubo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse todo o prejuízo que essas obras causarão ao meio ambiente, as comunidades indígenas estão sendo obrigadas a aceitar dinheiro como compensação pela perda dos territórios, mesmo dizendo não aos projetos. Isso vai contra a própria Constituição do país que determina a consulta aos povos sobre qualquer intervenção nas suas terras. Mas, nada detém os tratores nem os governantes. Ao que parece, nem o governo nem as empreiteiras estão preocupadas com as gentes ou os impactos ambientais até porque consultores pagos pelo Banco Mundial divulgam “estudos” alegando que não haverá qualquer problema. Ou seja, conluio total.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado estudos feitos fora do âmbito oficial são pródigos em identificar problemas com relação ao processo migratório dos animais, extinção de peixes, impactos nas comunidades indígenas, escassez alimentaria, desestruturação comunitária, perda de identidade dos povos, perda da biodiversidade. Isso sem contar o desarranjo climático que todas essas intervenções poderão promover e que já se fazem sentir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;Boa parte dos especialistas em energia no Brasil insiste na defesa das obras, e considera ingênuas as propostas que já existem, de modernização do sistema existente, de ajuste nas perdas de transmissão ou da construção de alternativas ambiental e humanamente equilibradas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;Na verdade, corroboram a sangria de bilhões de dólares que serão entregues aos conglomerados da indústria da construção e o endividamento acelerado do país em nome de um “desenvolvimento” altamente duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;O fato é que as obras estão em andamento, a Amazônia está sendo recortada, devastada, inundada artificialmente e tudo isso para gerar riqueza bem longe daqui. O grito de luta que se ouve contra Belo Monte deve ecoar também nas demais localidades onde estão sendo construídas ou planejadas novas usinas e barragens. São muitas e fazem parte de um plano só. É hora de as gentes lutadoras, dos sindicatos, dos movimentos sociais, acordarem. Um pouco mais e será tarde. Essa não é uma luta só dos que serão atingidos territorialmente. Como o que acontece na Amazônia se reflete no resto do planeta, essa é uma luta de todos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;Veja nesse mapa interativo onde estão as obras de barragens, quem são as empresas que cuidam da destruição e os impactos humanos e ambientais que elas causarão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dams-info.org/" style="font-family: verdana; line-height: 115%; "&gt;www.dams-info.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O site foi desenvolvido pela Fundação Proteger, da Argentina e pela International Rivers, dos Estados Unidos, contando com o apoio financeiro da ECOA, Brasil.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 12pt; line-height: 115%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1196351377780066172?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1196351377780066172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1196351377780066172' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1196351377780066172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1196351377780066172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/belo-monte-nao-e-unica.html' title='Belo Monte não é a única'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-DAcVBH5KgUY/TvrwZaBntGI/AAAAAAAAAxk/7q_-iinPezA/s72-c/belomonte.indios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1645896428528263896</id><published>2011-12-25T15:06:00.001-08:00</published><updated>2011-12-25T15:18:02.477-08:00</updated><title type='text'>Diana e seus pincéis</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E3Qw54HBn30/Tvetxuocb6I/AAAAAAAAAxM/_qKCNvIIbLc/s1600/P1200444.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690207724048773026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-E3Qw54HBn30/Tvetxuocb6I/AAAAAAAAAxM/_qKCNvIIbLc/s400/P1200444.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ue5zdCAgsa8/TvetYznUhLI/AAAAAAAAAxA/KknyuzSAaAs/s1600/P1200386.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690207295889507506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ue5zdCAgsa8/TvetYznUhLI/AAAAAAAAAxA/KknyuzSAaAs/s400/P1200386.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tVLmt32GDCU/TvetCnCfzLI/AAAAAAAAAw0/Zf0OFk52JFA/s1600/P1200429.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690206914556710066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-tVLmt32GDCU/TvetCnCfzLI/AAAAAAAAAw0/Zf0OFk52JFA/s400/P1200429.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lg6oe9GnYOQ/TvestwRq-6I/AAAAAAAAAwo/4tOqtxp-AdI/s1600/P1200439.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690206556259023778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-lg6oe9GnYOQ/TvestwRq-6I/AAAAAAAAAwo/4tOqtxp-AdI/s400/P1200439.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A artista plástica Diana Román Durante, nascida na Espanha, mas transformada em campechiana pela vivência orgânica nesse bairro do sul da ilha, veio ao Brasil para um simples semestre na faculdade de cinema. Mas, com o passar dos dias, foi se encantando pela vida local, pelas lutas das gentes e, quando viu, estava envolvida até a medula nas batalhas pelo ambiente, pela mobilidade e o plano diretor. Um pouco mais e outras partes da América Latina também foram lhe tomando a alma. Foi a Cuba e trouxe de lá as cores, a alegria e a belezas daquele povo. Tudo isso virou imagem nas telas. E os quadros viraram exposição. Já mostrou seu trabalho na galeria do Rita Maria e em alguns bares na Lagoa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;No mês de dezembro foi chamada para uma tarefa de solidariedade. Dar vida a uma parede no Centro de Formação Olga Benário, em Catanduvas, oeste do estado de Santa Catarina. E lá se foi ela com suas tintas e pincéis. Durante uma semana constituiu com os integrantes do assentamento 25 de julho uma obra coletiva. E a parede carcomida e pálida virou um lindo mural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das mãos de todo mundo brotaram os sonhos de vida boa, milhos, girassóis e a figura bonita de Olga, a mulher que veio de longe para amar e lutar com os trabalhadores. Coordenados por Diana, cada um imprimiu sua marca e se fez artista, dentro desse espírito que anima o MST. Coisa feitas em comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, o Centro de Formação ficou mais bonito, colorido, alegre, bem como Diana ficou ainda mais impregnada da vida das gentes. E é, assim, com pequenas pinceladas de solidariedade, que o mundo vai ficando melhor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1645896428528263896?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1645896428528263896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1645896428528263896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1645896428528263896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1645896428528263896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/diana-e-seus-pinceis.html' title='Diana e seus pincéis'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E3Qw54HBn30/Tvetxuocb6I/AAAAAAAAAxM/_qKCNvIIbLc/s72-c/P1200444.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-6523823705652678736</id><published>2011-12-22T02:24:00.001-08:00</published><updated>2011-12-22T02:24:47.122-08:00</updated><title type='text'>Muppets comunistas...</title><content type='html'>&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/SArL6pFSmuw" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-6523823705652678736?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/6523823705652678736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=6523823705652678736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6523823705652678736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6523823705652678736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/muppets-comunistas.html' title='Muppets comunistas...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/SArL6pFSmuw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8778803918982348219</id><published>2011-12-21T14:29:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T14:30:38.144-08:00</updated><title type='text'>Lá se foi o seu Chico</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hOYRjAaKm3o/TvJd8wzx_BI/AAAAAAAAAwc/VpT4V01ryPA/s1600/seu%2Bchico.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; DISPLAY: block; HEIGHT: 123px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688712577797979154" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-hOYRjAaKm3o/TvJd8wzx_BI/AAAAAAAAAwc/VpT4V01ryPA/s400/seu%2Bchico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A tarde era de sol e abafada. Um dia triste. Encantava aquele que acordou o Campeche nos anos 80, para a alegria, para a política, para vida. Seu Chico. A praia era raiz, tinha pouco rauli e o que era um rancho de pesca virou um bar. Lugar de acolhimento, de sombra, de água fresca e de histórias. Quando ninguém na cidade abrigava o povo da esquerda era ali que se faziam reuniões e festas. Ali se conspirava e sonhava. A figura simples e direta do Seu Chico atuava como um regaço, onde as gentes que faziam a luta podiam descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico era homem do mar, lançava o barco, puxava a rede, trazia o peixe. Foi assim que, junto com Eva, criou 16 filhos. E os criou gente de bem, de responsabilidade, de valentia. Um bom exemplo é o Lázaro, que até vereador foi, e como incomodou os poderosos. Deles vieram netos, bisnetos e tataranetos. Chico amava o mar do Campeche, as dunas, a restinga. Era deles seu primeiro sorriso, a cada manhã, quando vinha tomar o banho gelado que lhe dava vigor e saúde. Chico era doce como mel e seu sorriso derretia qualquer coração. Não tinham maiores ambições que a de criar os filhos, encaminhá-los e ficar ali, na beira do mar, vendo a vida passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi sem razão que o pequeno cemitério do Campeche ficou repleto para a despedida. Chico encantou na tarde do dia 20 de dezembro depois de alguns dias lutando no hospital. O velho pescador tinha um câncer, mas, com certeza, a tristeza de ver o seu bar derrubado pelas máquinas da prefeitura lhe entristeceu demais os últimos dias. O bar era o seu mirante para o mar, lugar que não mais dominava no remo e na rede. O bar era seu refúgio. Não era dinheiro o que buscava ali. Tanto que a construção era simples, de madeira velha, bem raiz, como cabia ao Campeche. Não era um projeto capitalista. Era um espaço de aconchego e partilha. Ali se festejavam os carnavais, o natal, o ano-novo, os aniversários, qualquer coisa que alguém quisesse. Ainda assim as máquinas vieram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As máquinas que nunca derrubaram a casa do Guga, nas dunas, nem o Costão do Santinho, onde veraneiam os ricos, ou os hotéis de luxo nas restingas. Não, apenas o bar do Chico era “ilegal”. Espaço histórico da comunidade: ilegal. Veio abaixo. Por birra, por vingança. No seu lugar tentaram erguer o deck de um condomínio. O povo revoltou: botou abaixo. Ainda assim, o bar do Chico não voltou e ele ficou mais triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o dia abafado deu lugar à brisa suave, que começou a soprar na hora em que o frágil corpo do Chico descansava na beira do mar. Havia um cheiro de maresia, grito de pássaros e aquela aragem boa. A natureza oferecia o que de melhor tem para receber o amigo de tantos anos. O padre Vilson fez a missa, amarrou as palavras. A família se despediu, sem desespero, porque aquela era uma vida que tinha se cumprido em plenitude. Chico fez sua história, virou história. Morto que não morre, figura imortal. Como bem lembrou o Ataíde, surfista das antigas, em cada entardecer ainda se ouvirão as palavras do velho pescador a dizer: “ rapaze, rapaze, sai da água”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o encantamento do seu Chico, o Campeche também encerra um ciclo. Hoje, o lugar bucólico onde ele fincou o seu bar já está invadido por condomínios, asfalto, grandes empreendimentos. Há luta, mas as máquinas parecem mais fortes. Resta aos novos moradores - nativos ou não – decidirem o que querem para suas vidas. Um lugar sem alma, sem identidade, poluído e intransitável ou um bairro jardim, de casas baixas, com cachorros, gatos e passarinhos, onde as pessoas se conhecem e se amparam? Muito já foi destruído, mas ainda há tempo de parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio da noite que se aproximava, parada na beira do mar, eu pedi ao meu deusinho que recebesse o seu Chico nos braços e que olhasse por nós aqui embaixo, no meio de tantos vilões, pelos quais, como ensinava Cruz e Souza, temos de ter ódio, ódio são, ódio que move. Na imensidão do céu do Campeche se foi o seu Chico, remando a canoa invisível. Vai em paz. companheiro, que aqui a gente continua. Tu cumpriste teu destino e o fizestes bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8778803918982348219?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8778803918982348219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8778803918982348219' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8778803918982348219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8778803918982348219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/la-se-foi-o-seu-chico.html' title='Lá se foi o seu Chico'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hOYRjAaKm3o/TvJd8wzx_BI/AAAAAAAAAwc/VpT4V01ryPA/s72-c/seu%2Bchico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8514286266855552017</id><published>2011-12-21T04:24:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T04:34:25.408-08:00</updated><title type='text'>Bolívia vence o Mac Donalds</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Veja por que a rede de restaurantes Mac Donalds faliu na Bolívia. É diferença de um povo que reverencia a Pachamama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/9IqTdTHbo1A" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8514286266855552017?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8514286266855552017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8514286266855552017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8514286266855552017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8514286266855552017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/bolivia-vence-o-mac-donalds.html' title='Bolívia vence o Mac Donalds'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/9IqTdTHbo1A/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-7263672892049256439</id><published>2011-12-21T01:28:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T01:52:59.350-08:00</updated><title type='text'>Governo catarinense fecha escolas em Florianópolis</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5tjSE-y65DI/TvGrVUQebPI/AAAAAAAAAwQ/3dEWcsDkN9c/s1600/macico_23mar02.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688516187049061618" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-5tjSE-y65DI/TvGrVUQebPI/AAAAAAAAAwQ/3dEWcsDkN9c/s400/macico_23mar02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Menino no Mont Serrat - foto de cizaniafilmes.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uda Gonzaga tem 73 anos e sempre foi educadora. Formou-se no ano de 1963 e logo iniciou o trabalho de ensinar a criançada na sua comunidade, o Mont Serrat, no maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis. As poucas famílias que então lá viviam construíram, elas mesmas, duas pequenas salas, onde a gurizada aprendia as primeiras letras. O tempo passou, a comunidade cresceu e o governo acabou construindo mais duas salas na área da caixa d´água. Mais famílias chegaram e foi preciso alugar três casas para transformá-las em escola, até que as aulas passaram a ser dentro da Copa Lord, a escola de samba da comunidade. De novo as famílias se mobilizaram e o governo alugou outras casas, maiores, para abrigar os alunos. “Tudo sempre foi na luta, tudo sempre teve de ser arrancado”, diz Uda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais tarde, a escola foi para a creche, que era um espaço maior, e logo em seguida para o terreno em frente à igreja. Havia aulas da primeira a quarta série e eram mais de 500 alunos, tudo registrado nos livros da escola. Foi só em 1978 que se construiu o prédio da que hoje é a Escola Lúcia do Livramento Mayvorne e ali as demais crianças do morro aprenderam a ler e escrever, sempre perto de casa e com o acompanhamento das famílias. São 49 anos de história e de muita batalha para que esse direito pudesse ser vivido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois neste dia 20 de dezembro, alguns dias antes do Natal, o governo do Estado, comandado por Raimundo Colombo (PSD, ex-DEM), desativa a escola (com mais de 200 alunos) e repassa o prédio para uma congregação religiosa, a dos Maristas. A comunidade do Mont Serrat está chocada. Ninguém jamais poderia esperar algo assim. “A notícia chegou no dia 24 de novembro. O diretor estava na escola e recebeu um telefonema dizendo assim: já tens lugar para ficar? E ele ficou sem saber o que dizer. Não sabia de nada. Ninguém sequer avisou, ninguém veio falar com os professores, com os alunos, com a comunidade. Foi um choque”, conta dona Uda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Tiraram o nosso chão” diz a mais conhecida professora da comunidade. Ela já perdeu a conta de quantas vezes desceu o morro atrás das autoridades para que o Mont Serrat pudesse educar seus filhos. E toda a gente sabe que essa não é uma comunidade qualquer. É a mais tradicional de toda a ilha, berço do samba, espaço de incontáveis lutas. “Não é justo o governo fazer isso com a educação, leiloar, fazer um quem dá mais. Nós seguramos essa escola essas décadas todas, sem ajuda, sem apoio. E agora, eles entregam para a iniciativa privada. Quem não gostaria de ganhar um prédio daqueles? Estamos muito tristes. No próximo ano a escola completaria 50 anos. Não há palavras para descrever a dor”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Mas não foi só no morro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A dor da dona Uda não é solitária na cidade. Desde o ano de 2007, o governo estadual fechou mais quatro escolas. A primeira foi a Antonieta de Barros, no centro da cidade, que tinha problemas estruturais, não foi consertada e jamais se devolveu à cidade, virou um almoxarifado da secretaria de educação. Abrigava mais de 252 alunos, a maioria oriunda dos morros da capital. Depois foi a Silveira de Souza, fundada em 1913, a segunda escola pública do estado de Santa Catarina, que funcionava num prédio belíssimo no centro. Ela foi municipalizada em 2009 sob a alegação de que tinha poucos alunos (224) e entregue à prefeitura que fez parceria com a iniciativa privada e transformou o lugar em espaço cultural. Em seguida fechou a Celso Ramos, no pé do Morro do Mocotó, outra comunidade tradicional da ilha. O prédio seria doado para a Assembleia Legislativa e só acabou se transformando em creche porque a comunidade empreendeu uma luta gigantesca para isso. E depois atacou a não menos tradicional comunidade da Coloninha, na área continental, fechando a história escola Otília Cruz, com o projeto de construir ali uma cadeia. E agora, isso, mais uma cartada, entregando a escola do Mont Serrat para os padres maristas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Todos esses fatos não aconteceram sem luta. Entre os professores que levaram uma greve histórica esse ano, essa era uma denúncia recorrente, e a reabertura das escolas pauta de reivindicação. Mesmo assim, o governo permaneceu surdo. Os argumentos usados pelo governador são os mais absurdos possíveis. Segundo ele, as escolas foram fechadas porque havia muita evasão. Ora, mas por que acontece a evasão nas escolas das periferias? Qual estudo foi empreendido pelo estado para saber por que os jovens empobrecidos deixam a escola? Por que a secretaria de educação não realizou uma campanha de matrículas? Por que não foi conversar com os pais, com a comunidade? Não. Em vez de se preocupar em trazer de volta para a escola os jovens que evadem prefere fechá-las. Ou ainda melhor, entrega-las para as mãos privadas, repassando assim, sem maiores custos um patrimônio histórico, muitas vezes construído com as mãos, o sangue e o suor da comunidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O mais incrível nessa história de terror da educação catarinense é que o mesmo governo aprovou na Assembleia Legislativa uma verba de 360 milhões de reais para uso em propaganda em 2012. Isso significa o gasto de um milhão por dia para falar das belezas do governo, enquanto para a educação não há recursos. Também se sabe que dos 7% do PIB que deveriam ser investidos na educação, apenas 2,9% recebem esse destino, conforme lembra a dirigente do Sindicato dos Professores – regional de Florianópolis - Rosane de Souza. Segundo ela, o governo provocou a precarização das escolas e agora entrega aos privados, sem se importar com a juventude que fica ao deus dará. Ela acredita que a proposta de municipalização das escolas básicas deve piorar ainda mais a situação nas comunidades empobrecidas. “Se hoje apenas 18% das crianças da educação infantil são atendidas pelo município, e isso é um dado nacional, do IBGE, como vamos acreditar que o município vai dar conta da escola básica? Sabe-se que nas comunidades de baixa renda esse número cai ainda mais, fica em 11%. Então, qual será o futuro da educação”? Alguém tem alguma dúvida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Segundo Rosane o fechamento da escola do Mont Serrat é mais um golpe na população catarinense. E mais ainda, um tremendo golpe nos professores. Imaginem um professor que atua há 20 anos numa escola, como é o caso de alguns na do Mont Serrat, ser, de repente enviado para outra escola, sem qualquer conversa, sem diálogo, sem preparação? “Todos os efetivos serão distribuídos pela rede e os contratados em caráter temporário, demitidos. E assim vai agindo o governo. Primeiro ele abandona as escolas, depois deixa às baratas e por fim, entrega para a inciativa privada”. Nessa lógica, que se danem os professores e que se danem as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, o Sinte, sindicato dos professores, promete que essa não é uma guerra perdida. A luta vai continuar. Nesse final de ano a categoria ainda segue lambendo as feridas de uma longa greve travada para que o governador cumprisse a lei e pagasse o piso nacional. O movimento durou dois meses, foi desgastante e terminou sem maiores vitórias. Mas, com a retomada do ano letivo as privatizações de escolas estarão na pauta de luta. “Não estamos vencidos. Se o governo tem dinheiro para aplicar em propaganda e para financiar escolas privadas, haverá de ter dinheiro para recuperar as escolas e voltar a atender as comunidades que agora estão arrasadas com os fechamentos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse também é o sentimento das famílias do Mont Serrat, a quem está tocando agora esse momento de estupor. “Estamos no chão”, repete dona Uda. Mas, talvez, seja hora de levantar e lutar. A história da escola Lúcia do Livramento Mayvorne, que completaria 50 anos em 2012, não é coisa para ser derrubada assim, numa canetada. Ela é fruto da caminhada de toda uma comunidade e precisa ser respeitada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também é hora de a sociedade catarinense saber o que se passa, já que esses fechamentos saem na imprensa como drops informativos, sem contexto, sem histórias, sem humanidade. E assumir essa luta junto com as comunidades. Juventude precisa de educação, e educação de qualidade. Deixá-los fugir da escola, sem saber o que se passa, sem compreender esse movimento de evasão, fechando as escolas, é quase criminoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-7263672892049256439?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/7263672892049256439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=7263672892049256439' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7263672892049256439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7263672892049256439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/governo-catarinense-fecha-escolas-em.html' title='Governo catarinense fecha escolas em Florianópolis'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5tjSE-y65DI/TvGrVUQebPI/AAAAAAAAAwQ/3dEWcsDkN9c/s72-c/macico_23mar02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-4249561639465006234</id><published>2011-12-20T04:23:00.001-08:00</published><updated>2011-12-20T04:33:06.060-08:00</updated><title type='text'>Resistindo à mais-valia ideológica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diz o teórico venezuelano Ludovico Silva que a televisão é o lugar onde as pessoas entregam a sua mais valia-ideológica. Sentadas diante da tela, as pessoas, acreditando estar descansando ou fruindo, na verdade, seguem trabalhando para o capital, que os obriga a consumir e consumir. Como bem mostra essa propaganda do Itaú. Uma maravilha que usa a imagem de um rapper crítico (?) emociona e toca o coração da juventudo. Ao final, tudo o que ela quer é que a pessoa seja cliente de um banco, empresas que mais lucram no mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/bwJeIRwh_ss" frameborder="0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O legal é que jovens há que entendem o papel da televisão, que percebem a manipulação, a violência da propaganda que se apropria do que há de mais belo em nós para nos fazer "sonhar", desde que o nosso sonho engorde suas contas bancárias. E jovens há que, em vez de pensar sobre os sonhos possíveis, começam a andar e abrir caminhos para que o sonho de emancipação e vida livre possa realmente ser real, sem Itaú e sem exploração. Foi o que fizeram os jvones do Levante Popular. Veja o vídeo resposta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/SkDo4Epx9AE" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-4249561639465006234?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/4249561639465006234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=4249561639465006234' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4249561639465006234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4249561639465006234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/resistindo-mais-valia-ideologica.html' title='Resistindo à mais-valia ideológica'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/bwJeIRwh_ss/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3349343236871097191</id><published>2011-12-19T08:35:00.001-08:00</published><updated>2011-12-19T08:35:56.442-08:00</updated><title type='text'>Reafirmando a luta</title><content type='html'>&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/msEXRFiTfX8" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3349343236871097191?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3349343236871097191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3349343236871097191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3349343236871097191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3349343236871097191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/reafirmando-luta.html' title='Reafirmando a luta'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/msEXRFiTfX8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-2059127803901367792</id><published>2011-12-19T04:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T04:03:55.087-08:00</updated><title type='text'>Desejos de bom natal!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;E então é natal. Aniversário do meu deusinho. Digo deusinho porque não lhe arrogo poderes sobrenaturais. O vejo assim, homem, cheio de dúvidas sobre seu destino, a clamar pelo pai na cruz. O vejo menino, a questionar as leis juntos aos velhos encarquilhados em certezas ultrapassadas e aprisionantes. O vejo jovem, a arrancar os outros de seu conforto, propondo a ilegalidade e a rebeldia. Gosto demais desse Jesus arrogante, a expulsar vendilhões do templo, denunciando-os e apontando-lhes o dedo. Encanto-me com o Jesus que se coloca diante do poder e, arriscando morrer, levanta a cara e diz: “assim o dissestes”. E se entrega ao juízo do povo, mesmo sabendo que esse mesmo povo que ele tanto amou, o vai abandonar, preferindo Barrabás. É esse guri que eu espero nas noites de natal. Aguardo, cheia de esperança, que ele renasça nos jovens que vejo andar por aí a fazer a luta, a questionar as leis, a apontar os vendilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o natal é esse tempo ancestral, celebrado desde os tempos imemoriais por todas as culturas. O solstício de verão, o começo de nova estação. Sei que era nesse dezembro que as gentes de outros tempos dançavam sob o fogo, cantavam e esperavam que a vida revivesse e a roda do mundo seguisse seu curso no rumo do bem-virá. Gosto de me perder nessa esperança do povo andino, o Qhapac Rayme, e oferecer alimento a mãe-terra, Pachamama, confiando em suas bênçãos e na vida que brota. É alimento, e faz com que eu veja que as coisas sempre nascem, do nada, da dor, da desesperança, da desilusão. Há sempre um reviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando chega esses dias de natal, gosto de celebrar. Um pouco como as culturas antigas, um pouco como as da minha gente ancestral, mas, nascida e criada na herança cristã, também me apetece compartilhar com meu deusinho o dia do seu nascimento. Porque Jesus, como tantas outras divindades de tantas outras religiões, nasce no dezembro, perto do solstício, essa noite curta que promete vida, e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, este ano, no natal, vou adentrar a noite, farejando a vida. Que ela venha, pelas mãos dos velhos amigos, e na caminhada dos novos, que chegam agora e já se comprometem com tanta força. Espero-te meu deusinho, assim como espero todas as divinas criaturas capazes de brotar fogueiras em mim e em todos os que amo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-2059127803901367792?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/2059127803901367792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=2059127803901367792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2059127803901367792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2059127803901367792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/desejos-de-bom-natal.html' title='Desejos de bom natal!'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-4980583705486882854</id><published>2011-12-17T13:46:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T14:29:50.921-08:00</updated><title type='text'>Em Florianópolis, aumenta o foco do Mosquito</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-F2608QnKuz0/Tu0P8OoLwWI/AAAAAAAAAwE/RpJWS3PaFJ4/s1600/P1200640.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687219431832011106" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-F2608QnKuz0/Tu0P8OoLwWI/AAAAAAAAAwE/RpJWS3PaFJ4/s400/P1200640.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FyZw8B0Wix0/Tu0PmpCT73I/AAAAAAAAAv4/qmGZ5NMPTqU/s1600/P1200647.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687219060963798898" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-FyZw8B0Wix0/Tu0PmpCT73I/AAAAAAAAAv4/qmGZ5NMPTqU/s400/P1200647.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-X97iVAUNnZo/Tu0PR6CtpVI/AAAAAAAAAvs/Qp1loC8VwMU/s1600/P1200588.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687218704751633746" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-X97iVAUNnZo/Tu0PR6CtpVI/AAAAAAAAAvs/Qp1loC8VwMU/s400/P1200588.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-I_OKcYizRzk/Tu0O4EIlrUI/AAAAAAAAAvg/-DS_0H9FScY/s1600/P1200531.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687218260784033090" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-I_OKcYizRzk/Tu0O4EIlrUI/AAAAAAAAAvg/-DS_0H9FScY/s400/P1200531.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5lLWw6xswus/Tu0OL8rQ25I/AAAAAAAAAvU/hojhx9NZsQU/s1600/P1200628.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687217502867741586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-5lLWw6xswus/Tu0OL8rQ25I/AAAAAAAAAvU/hojhx9NZsQU/s400/P1200628.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Fotos: Rubens Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São estranhas essas mortes que geram vida. Assim é com a do Mosquito. Quando vivo, sua forma de ser, polêmica, forte, desbocada, agressiva, chegou a afastar muita gente. Mas, agora, que ele encantou, surpreendentemente juntou criaturas de todos os matizes para reafirmar um compromisso de luta, que foi a sua essência. Isso foi o que se viu na sexta-feira, dia 16, bem em frente à Catedral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de reunir os lutadores sociais para reiterar as denúncias feitas pelo Mosquito nasceu dentro do cemitério, enquanto o companheiro seguia para a última morada. Loureci Ribeiro, um histórico militante da reforma urbana nessa cidade, foi quem apontou esse caminho. Entendia que todo o trabalho pelo qual Mosquito deu a vida não poderia ficar no esquecimento. Então surgiu o mote do: “Prendam-me. Eu reafirmo as denúncias do Mosquito. O Dário é corrupto. O Marcondes é corrupto”. E tantos outros nominados pelo blogueiro. E as gentes foram para a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A catedral foi escolhida porque bem ali se fortaleceu a militância do Mosquito, um dos integrantes da “Novembrada”, momento de rebeldia que ocorreu em Florianópolis contra o presidente João Figueiredo e que significou o início da derrocada do regime militar. A partir dali, Mosquito nunca mais parou de gritar. Era justo então que fosse o lugar da reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quentura da tarde dezembrina foram chegando os militantes. Gente das antigas, que andava sumida. Gente das lutas atuais, do Plano Diretos, das comunidades de ocupação, sindicalistas, estudantes, donas de casa, professores, gente de partido político, jornalistas, gente sem movimento, mas que conhecia e admirava a coragem do blogueiro, povo que vive na marginalidade do sistema, anônimos que encontravam no Mosquito o espaço para dizer sua voz. Gente como Nelson de Souza, um flanelinha da Beira Mar, que ali permaneceu durante todo o ato, emocionado. “Ele falava de gente como nós, que trabalha, que é digna, mas que a polícia vive oprimindo, como se a gente fosse bandido. A gente não é bandido, nem drogado. A gente é trabalhador. Isso é o que a gente pode fazer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto os amigos e companheiros de luta iam se revezando ao microfone, dirigindo-se ao prefeito, em cujo prédio – bem em frente – poderia estar a ouvir, policias se postavam ostensivamente, junto aos manifestantes, intimidando. E não eram soldados comuns. Era o próprio comandante da PM de Florianópolis. O que fazia ali, durante aquele réquiem? Foi a advogada Rosângela de Souza quem respondeu, indignada. “Já não basta tudo o que foi feito? Ainda vêm aqui espionar? E ainda me chamaram de mal-educada. Eu já estou cansada de ser humilhada por essa polícia que prefere estar aqui, a vigiar gente de bem, em vez de prender os bandidos que o Mosquito denunciou”. Rosângela também foi presa durante a novembrada, se mantém amiga de Mosquito desde aqueles dias e é uma referência na luta social desta cidade. Mulher guerreira, defensora das gentes, muitas vezes é tratada como “louca” por não fazer o jogo dos poderosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a presença da polícia não intimidou ninguém. Um a um os amigos e companheiros foram usando o microfone, dando nome e sobrenome daqueles que ajudar a matar o Mosquito, tais como Dário Berguer, Marcondes de Matos, Ideli Salvati, Márcio de Souza e tantos outros que entraram na justiça contra ele. “Toda essa gente é responsável, porque ajudou a inviabilizar a vida”. Também foram lembrados outros companheiros que enfrentam agressões e ameaças por estarem na luta pela cidade. Gente como o Azevedo Modesto e a Angela Liute, ambos da Ufeco, e o seu Nivaldo, da Vila do Arvoredo. “Temos de ficar juntos e proteger essas pessoas, porque eles estão brigando pela vida de todos nessa cidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florianópolis é um lugar que foi apropriado por uma quadrilha que compra licenças ambientais, que burla as leis, que destrói a natureza, que mistura o público com o privado, que privilegia amigos, que não encontra punição. E contra isso os movimentos sociais se insurgem, assumindo cada uma das denúncias alardeadas pelo Mosquito. Essa é meta agora, acompanhar e ir até o fim na apuração de cada uma delas. É um compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no meio da tristeza que foi perder um companheiro, também nasce a esperança. Principalmente por se perceber a presença de um número bem grande de jovens, dispostos a entrar de cabeça nessa luta por uma cidade boa e bonita para todos, e não só para alguns. Um exemplo disso são as Brigadas Populares, organização nova, movida por uma juventude rebelde, saída das fileiras da luta estudantil que, agora, fora da universidade, se volta para a cidade, se mistura às lutas do Plano Diretor, se compromete com as comunidades de ocupação e se enfileira com os velhos militantes de décadas. Um vento fresco, uma esperança, como que brotando dessa semente que se plantou no chão no triste 14 de dezembro. Olhando aquela gurizada, de olhos arregalados e coração aberto, a gente se sente mais segura para seguir em frente. Porque se um morre, brotam 10 no seu lugar. Como diz o velho poema: podem matar uma flor, mas não conseguirão deter a primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vilões do amor andam felizes. Estão dormindo bem, pensam que se livraram do impertinente pernilongo. Bobinhos. Pelas veredas desta cidade bonita, avançam os lutadores, que cada dia são mais e mais. Aumenta o foco do mosquito. Hora dessas, a gente vence!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-4980583705486882854?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/4980583705486882854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=4980583705486882854' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4980583705486882854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4980583705486882854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/em-florianopolis-aumenta-o-foco-do.html' title='Em Florianópolis, aumenta o foco do Mosquito'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-F2608QnKuz0/Tu0P8OoLwWI/AAAAAAAAAwE/RpJWS3PaFJ4/s72-c/P1200640.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-7770010789585420211</id><published>2011-12-16T03:32:00.001-08:00</published><updated>2011-12-16T03:48:53.517-08:00</updated><title type='text'>As radicalidades de Nuestra América</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oNCptm6hDJc/TusvbGAS_OI/AAAAAAAAAvI/5vg-SoPXWko/s1600/M1160031.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686691097000213730" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-oNCptm6hDJc/TusvbGAS_OI/AAAAAAAAAvI/5vg-SoPXWko/s400/M1160031.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O eurocentrismo é mesmo uma coisa difícil de ser superada num país como o nosso, em que as mentes parecem estar, na sua maioria, repetidamente cativas do velho mundo colonial. Uma palavra de um pensador europeu vale mais do que toda a prática de um povo, por exemplo. Observei isso hoje ao abrir as redes sociais e ver, reproduzido à exaustão, um texto do Boaventura Souza Santos sobre a necessidade de a esquerda refletir sobre os acontecimentos recentes como o dos indignados na Espanha e o dos estadunidenses na Wall Street. No texto, o sociólogo português elabora uma boa análise sobre a incapacidade da esquerda de fazer uma ofensiva sobre o sistema, atuando sempre na reação, e também sobre a eterna divisão da qual é acometida sempre que assume o poder. A dança das cadeiras por cargos, a busca da perpetuação nos postos de mando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boaventura traz um pouco da história das velhas bandeiras da esquerda e mostra o quanto as esquerdas que atuam nos novos movimentos na Europa e na zona do império (EUA) estão sendo incapazes de dialogar com os não-militantes, no sentido de permitir que eles se apropriem desse debate histórico e dessas bandeiras. Souza Santos consegue perceber bem os desafios da esquerda européia, que parece um tanto perdida no turbilhão de “democracia” que se apresenta de forma radical nas assembléias dos “indignados”. E ele está certo. Tanto na Grécia quanto na Espanha, onde estive acompanhando esses movimentos, era possível perceber que o que aparece como um monólito nas imagens de TV (o povo em luta) apresenta muitas fragilidades, justamente por conta da incapacidade das esquerdas em fazer a unidade na luta. Na Grécia, sindicatos e partidos – os que atuam dentro de um objetivo calculado - fazem manifestações em separado, peleiam por detalhes e muitas vezes deixam as gentes em desamparo, porque muitos não conseguem entender o teor das divisões. Na Espanha observei o mesmo fenômeno. Determinadas organizações preparam marchas em separado e igualmente se afastam das maiorias, que muitas vezes estão nas ruas por pura indignação mesmo, carentes de uma explicação do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que me chamou a atenção no texto do Boaventura e o que me parece foi o estopim para tantas pessoas o terem replicado, foi o fato de ele apresentar como novidade os processos de democracia – que ele chama de alta-intensidade – que se observam no interior dos movimentos. E aí sim fico pensando na incapacidade de nossos intelectuais de pensarem o mundo como totalidade. Porque, afinal, a vida não tem sua fonte original nas terras européias, ela também se expressa em outros espaços geográficos, às vezes com muito mais originalidade. Então proponho algumas indagações aos companheiros que pensam a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria de alta-intensidade a democracia que sobrevive em Cuba, por exemplo - apesar do criminoso bloqueio comercial - com um processo de ampla participação popular que começa na rua de casa? E que depois se espraia nas assembléias por bairros e por municípios? Coisa que já dura aí mais de 50 anos! Não seria também de alta-intensidade a democracia que vive nas comunidades zapatistas, no meio da selva chiapaneca, onde as comunidades discutem à exaustão os temas que envolvem a reprodução de suas vidas e só tomam uma decisão quando todos concordam? E o que dizer da democracia participativa inaugurada pelo povo venezuelano a partir de 1998, com a formação de missões, conselhos e uma rica vida política de intervenção direta? Não seria de alta-intensidade a organização comunal dos ayllus, na Bolívia, em que as questões são decididas em conselhos abertos da comunidade? Ou as rodas comunitárias dos indígenas do Equador, do Chile, da Argentina, do Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são apenas alguns exemplos sobre como nessa nossa parte de chão também vicejam experiências inovadoras e originais, de democracia direta e participativa, talvez até em maior grau do que as que se observam nos movimentos rebeldes europeus? E não seria bom que nós, que vivemos de pensar o mundo, nos debruçássemos sobre essas vivências, para melhor compreender as possibilidades que elas oferecem? Nada contra as reflexões de Boaventura, ele tem mais que pensar e refletir o seu universo, e o faz muito bem. Ele inclusive aponta um elemento que pode ser revestido de caráter universal, que é o da necessidade de as esquerdas estudarem mais a realidade, a sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tento fazer, desde aqui deste meu pequeno pedaço de Abya Yala, é propor a descolonização do pensamento. Que possamos, até convidados por Boaventura, perceber as originalidades que vicejam aqui mesmo, ao nosso redor, nessa terra cheia de possibilidades. O capitalismo faz água, está em processo de queda e como já anuncia outro teórico – do mundo árabe – Samir Amin, nos processos de queda de impérios e de mudança de temperatura do mundo é sempre a periferia do sistema aquela que tem as melhores chances de arrancar para algo radicalmente novo. Eu percebo que o novo sempre esteve aqui. Falta ser visto, observado com mais cuidado e incorporado às nossas análises da realidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-7770010789585420211?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/7770010789585420211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=7770010789585420211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7770010789585420211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7770010789585420211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/as-radicalidades-de-nuestra-america.html' title='As radicalidades de Nuestra América'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oNCptm6hDJc/TusvbGAS_OI/AAAAAAAAAvI/5vg-SoPXWko/s72-c/M1160031.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3973667887843004600</id><published>2011-12-15T04:37:00.001-08:00</published><updated>2011-12-15T04:39:31.366-08:00</updated><title type='text'>A luta segue: pela abertura dos arquivos da ditadura!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entrevista com a guerreira catarinense na luta pelos Direitos Humanos, Derlei de Luca, durante o ato em Florianópolis, neste dia 14 de dezembro, pelo abertura dos arquivos e pela verdade sobre o regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/u0rNXGhvHrM" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3973667887843004600?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3973667887843004600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3973667887843004600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3973667887843004600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3973667887843004600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/luta-segue-pela-abertura-dos-arquivos.html' title='A luta segue: pela abertura dos arquivos da ditadura!'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/u0rNXGhvHrM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5390888426964355290</id><published>2011-12-14T08:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T08:25:24.414-08:00</updated><title type='text'>Sem adeus, Mosquito... Tu vives...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-m_L8S4rWjOk/TujNM6XcWmI/AAAAAAAAAuw/GrgRgd3znNE/s1600/Mosquito-amilton-alexandre%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 378px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686020151264959074" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-m_L8S4rWjOk/TujNM6XcWmI/AAAAAAAAAuw/GrgRgd3znNE/s400/Mosquito-amilton-alexandre%255B2%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ali estávamos os dois, frente a frente. Eu, arrasada. Ele, abatido, no caixão. Lembrei-me de uma de nossas últimas conversas quando ele dizia, naquele jeito atabalhoado e gritão: “a solidão é foda, Elaine Tavares”. E ele falava da solidão que a pessoa fica quando se decide a andar na contramão. Quando tudo aponta para que a criatura aceite as coisas, não esbraveje, não enxergue, não reivindique, não se indigne – e ela insiste em não fazer parte do cordão dos escravos de Jó. Aí ela fica sozinha. A pessoa assume o status de “leproso social”. Era como ele se sentia. “Abandonam a gente”. Alguma coisa assim como a imagem dada por um poeta, do qual não lembro o nome: numa terra de fugitivos, quem fica é que parece estar fugindo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Amilton Alexandre, o Mosquito era assim. Ele podia ter fugido para o mundo farto dos que se rendem ao sistema. Mas não, ele preferiu ficar do lado das gentes, do lado da cidade, das maiorias. Pagou alto preço por isso. E era uma dessas pessoas que não passam incólumes. Espalhafatoso, agitado, resmungão, inconveniente, excessivo. Tudo isso, é certo! Mas também era meigo, generoso, brincalhão, quase um menino, como lembrou hoje a Raquel Wandelli. Nietszche o descreve. “O super-homem é criança”. Assim, o Mosquito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira vez que o vi, não gostei dele. Era carnaval e ele comandava a folia no seu mítico bar, o Havana, reduto da cultura e da política no Desterro. Falava aos berros, xingava, esculhambava todo mundo. Eu, outra insuportável, torci o nariz. Mas, minha amiga Rose Laurindo, que é a generosidade em pessoa me dizia: “Ele é gente boa”. Fui acreditando. O tempo passou e comecei a gostar daquele homem amalucado que sonhava com uma cidade cheia de cultura, de coisas boas, de gente de bem. Com o fim do bar, o Mosquito sumiu. Mas, vez ou outra, quando acontecia alguma coisa muito escabrosa na cidade ele ligava, ou gritava da janela de um ônibus: “Elaine Tavares, tem que falar sobre isso, sobre aquilo”. Muitas das minhas pautas nasceram daquele olhar insistente que ele lançava sobre a vida da cidade. Era um repórter, dos bons.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E essa era outra de suas broncas. Ele se acreditava jornalista e queria o registro. Tivemos algumas conversas sobre isso, já que eu defendia o diploma. Tentava mostrar para ele que a questão do fim da exigência do diploma era coisa dos patrões, para explorar mais e melhor os trabalhadores, mas ele não se conformava. E mandava todos os sindicalistas “tomar no c” ... A gente ria. E eu o confirmava, dizendo que ele era mais jornalista do que uma multidão de formados. Ele ficava feliz. Gostava de ser elogiado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, com o advento da tecnologia, a internet, o blog, ele pode dar vazão àquilo tudo que só esbravejava pelas ruas, nos bares, no mercado. E o seu blog “Tijoladas do Mosquito” passou a pautar a vida e a política da cidade e do estado. Mosquito matava a cobra e mostrava o pau. Dizia as denúncias com todas as letras. “Ele era muito excessivo”, dizem alguns. Excessivo? Excessivos são os filhos de uma aberração que destroem a cidade, o estado, a natureza, as gentes. Excessivos são os empresários corruptos, os devastadores de praias, os que usam da justiça para proteger os ricos, os políticos ladrões. Esses são os “excessivos”, e Mosquito os nomeava, com nome, sobrenome e CPF, acompanhado de um monte de outros adjetivos de baixo calão. Tão baixo quanto os crimes que as figuras cometem. Ainda que freqüentem os salões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mosquito amava a cidade. Cuidava dela como uma mãe extremada vigia seus filhotes. Era comum encontrá-lo pelo terminal urbano, tarde da noite, com seu computador levantado, mostrando alguma barbaridade. Ou então pelas ruas da cidade, registrando as falcatruas e os abusos. Ele era o vigia da beleza, do bem viver. Queria que a cidade fosse para todos e não só para alguns e não poupava os vilões e os vendilhões. Por isso, acumulou processos. Dizia o que nenhum jornalista diplomado jamais disse. Mostrava os documentos, provava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas últimas semanas estava arrasado. Sem trabalho, sem dinheiro, sem o respeito dos seus colegas, ele se debatia em meio a uma série de ameaças de morte e de prisão. Não aceitava ser condenado numa ação do Marcondes de Mattos, por exemplo, que destruiu o Santinho para colocar lá um hotel cinco estrelas para usufruto só dos ricos. Na sua ingênua bondade, ele acreditava que a justiça não iria lhe dar esse golpe. Mas ela deu. Porque a justiça está quase sempre com os poderosos. Queria um emprego, o Mosquito. Mas não encontrava quem desse. Ele era um incômodo. Da sua boca poderia sair a vociferação contra qualquer um, desde que esse um fizesse alguma merda contra a cidade, contra as gentes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ali, na pequena capela, os amigos foram chegando. E das suas bocas saíram as palavras mais belas. “Guerreiro, lutador, generoso, criança, defensor da cidade, apaixonado por Florianópolis, carinhoso, amigo, implacável contra a injustiça”. Cada uma delas foi tecendo a fala do Padre Vilson, que montou um mosaico dessa criatura cheia de contradições, mas igualmente repleta de maravilhas. Um ser humano, de sombra e luz! E, inacreditavelmente, Mosquito permanecia quieto. Fiquei a imaginar se numa outra dimensão ele não estaria aos gritos, vociferando. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mosquito foi embora numa tarde temporal. A velha Desterro se derretia em água e relâmpagos. Foi a “hora noa” (hora da agonia) do guerreiro jornalista. Não sabemos ainda se alguém o matou. Pode ser que ele tenha se desencantado tanto com as ações, as ameaças de morte, de prisão, o fim do blog, a falta de perspectiva de futuro e tenha decidido partir. Se foi assim, certamente seu gesto foi a definitiva banana para os seus inimigos. Ninguém iria se deliciar sobre seu despojo. O grande urso, o menino indignado, o valente boca-suja deixa a vida. Mas a vida não o deixará. Amilton Alexandre, o Mosquito, é história! Não só por ter vivido a novembrada, pelo Havana Bar, pelos seus gritos de aviso, mas pelo seu amor incondicional pela cidade, pela cultura, pela justiça. E, enquanto o corpo que o abrigava baixa ao chão eu já o imagino, vivo, articulando junto a São Pedro, alguma confusão no céu... Quem sabe um bar?... Ou um cinema? Talvez um carnaval...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5390888426964355290?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5390888426964355290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5390888426964355290' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5390888426964355290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5390888426964355290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/sem-adeus-mosquito-tu-vives.html' title='Sem adeus, Mosquito... Tu vives...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-m_L8S4rWjOk/TujNM6XcWmI/AAAAAAAAAuw/GrgRgd3znNE/s72-c/Mosquito-amilton-alexandre%255B2%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5771152076200156821</id><published>2011-12-14T03:57:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T04:02:53.539-08:00</updated><title type='text'>Mataram o Mosquito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Faço minhas essas palavras do Loureci Ribeiro que seguem abaixo. Independentemente do que for apurado, e vamos acompanhar, mataram o Mosquito.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esta mensagem não trata-se de uma homenagem ao Hamilton Alexandre, popular blogueiro do Tijoladas do Mosquito, integrante da Novembrada de 1979, um legítimo companheiro dos contras. Todos sabemos que Mosquito não queria homenagens, mas sim manifestações contra, por isso suas tijoladas eram contra: Contra à Corrupção; Contra a Privatização e Destruição do Patrimônio Público; Contra a Destruição da Natureza; Contra a Falta de Ética na Política; Contra o Pensamento Único! Por isso esta mensagem é uma simples...Tijolada, Manifesto e Denúncia Públicadas perseguições e da morte anunciada pela própria vitima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o que Hamilton Alexandre/Mosquito escreveu a menos de duas semanas atrás:“O blog Tijoladas acabou para eu continuar vivo. Não é uma capitulação. Não mudei meu modo de pensar. Não mudei minhas convicções.” Informação postada no seu Blog, no dia 30 de novembro de 2011; “Estou com medo da justiça de Santa Catarina.” e “Promotor pede minha prisão em flagrante em audiência na 3ª vara criminal da Capital e juiza decreta a mesma.” Postadas no dia 28 de novembro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos na região sabíamos das denuncias envolvendo LHS, Marcondes de Matos, a família Sirotski, Berger e Pavan, os recentes escândalos da ALESC, da AFLOV, os episódios da Hantei/Ponta do Coral, das Eleições da UFSC... Todos sabíamos das perseguições e da morte acima anunciada: sabiam os pauteiros dos jornalecos e jornalões; sabiam os blogueiros, ancoras e os bocas-pagas de plantão; sabiam os empreiteiros, vereadores, prefeitos, governador e deputados da região; sabia o padre, o pastor, o pai de santo, o delegado, o promotor e seu patrão; sabiam também as prostitutas e seus clientes de contramão; sabia até a justiça que cega nossa razão; mas antes sabiam e assim queriam muitas “vitimas de suas tijoladas sem compaixão”, pois este mosquito abnegado ainda picaria mais de um milhão, por isso era sabido que os coveiros lhe espreitavam nos fóruns, nas galerias e multidão, mas covardemente montaram e criaram as condições para a cena sórdida da solidão, sem testemunho aos seus últimos suspiros de resistência e indignação, para assim confundir a opinião do povo e esconder o verdadeiro motivo da linchação pública que vinha sofrendo, onde este homicídio monstruoso suicídio-enganação, é parte ativa da covardia de quem criminaliza e rotula de radical o desejo pleno de querer ser cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estes fatos, agora sobre estas cabeças recaem nosso desejo de justiça na apuração exemplar deste caso concreto, neste cenário de terror psico-social e ódio que estão submetidos os movimentos sociais e apoiadores na região. Nem uma família poderá dormir sossegada sem que se exponham todas as versões e fatos desta morte anunciada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mataram o Mosquito, mas saibam que seu legado segue vivo nos demais militantes sociais, homens e mulheres livres, jovens e idosos esperançosos de justiça, fraternidade e união dos excluídos. EM DEFESA DA VIDA DIGNA E DA CIDANANIA PLENA!! NÃO À IDEOLOGIA DO TERROR E AO TERROR COMO IDEOLOGIA!!-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem interessa a criminalização dos movimentos e de lideranças populares e sindicais?- A quem interessa o monopólio da mídia e da crítica jornalistica?- A quem interessa os profetas do pensamento único, redatores, colunistas e jornalistas maniqueístas que propagandeiam e rotulam que tudo que não é do desejo de seu patrão e anunciante, é contra aos interesses públicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde essa prática ante democrática destes senhores não criaram e contribuíram para o cenário desta violência e morte do Hamilton Alexandre/Mosquito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATÉ QUANDO VAMOS ESPERAR QUE AS COISAS MUDEM? Basta, queremos justiça! Apuração profunda e cautelosa, por isso se exige que nada poderá ser precipitado neste processo de investigação, das causas e circunstancias políticas e sociais, que culminaram com a morte de Hamilton Alexandre, destemido militante social e homem público, personagem da política regional e promotor de sérias denuncias de corrupção ativa e passivas de agentes públicos e privados!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de Criminalização dos Movimentos!Florianópolis,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 de Dezembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações democráticas aos homens e mulheres livres e defensores do direito à vida plena para todos e todas!arquiteto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ci Ribeiro – militante da reforma urbanamembro da Camara Setorial de Meio Ambiente e Saneamento do FORUM DA CIDADE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5771152076200156821?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5771152076200156821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5771152076200156821' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5771152076200156821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5771152076200156821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/mataram-o-mosquito.html' title='Mataram o Mosquito'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5744594457601836639</id><published>2011-12-12T03:11:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T03:17:37.374-08:00</updated><title type='text'>Grave denúncia do Mosal - Contaminação na Lagoa do Peri</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Por: Mosal - Movimento Saneamento Alternativo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Oito tonéis de 200 litros, embalagens de ácido acrílico glacial, produzidos na China, comprados de um "reciclador" em Palhoça pelo concessionário dos pedalinhos da Lagoa do Peri, entraram no Parque Municipal, com a finalidade de servir de estrutura para um pier flutuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meio dia deste domingo, o empreendedor do pedalinho começou uma "lavagem" de um dos tonéis na torneira externa do vestiário localizado a 50m da margem da lagoa ao lado de uma das inúmeras churrasqueiras ali instaladas.Já na abertura do tonel um forte cheiro de produto químico foi sentido por parte dos frequentadores ao lado do vestiário e quando em contato com a água, o cheiro se espalhou rapidamente por uma enorme área contígua. Parte da água contaminada foi jogada dentro do tanque, cujo destino é uma fossa séptica nas proximidades, e a outra parte foi jogada na areia ao lado do tanque cobrindo uma área de aproximadamente 10 metros quadrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alarmados pelo forte cheiro, alguns frequentadores mais antenados dirigiram-se ao rapaz inquirindo-o sobre o que se tratava e receberam a resposta de que "estava lavando os tonéis para usá-los como bóias na lagoa". Este, por sua vez, já começou a se sentir mal com o forte cheiro intoxicante dos gases gerados pela lavagem. Imediatamente alguns frequentadores foram em busca do fiscal da FLORAM, que encontrava-se distante do local, ocupado em barrar a entrada de bolas de crianças no parque. Percebendo a enrascada em que se metera, o empreendedor do pedalinho tentou fugir do local, mas foi detido pelos frequentadores que também chamaram a polícia, a Defesa Civil e os Bombeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para surpresa dos denunciantes houve relutância das autoridades em admitir a gravidade da situação, fato que gerou revolta por parte dos mesmos e, somente então, a polícia foi acionada e chegou ao local preocupada com o tumulto, e não com a contaminação gerada. Somente a área à volta do tanque de lavagem foi isolada pela polícia e 4 carrinhos de areia foram espalhados para minimizar o efeito dos gases, que, 5 horas após o evento, ainda empesteavam o ar do parque. O empreendedor foi autuado mas, pasmem, o parque NÃO FOI INTERDITADO, mesmo diante da exposição aos gases e do inevitável risco de intoxicação. Assim, desde o ocorrido até o fechamento do parque no domingo, crianças brincavam ao lado da área isolada por uma fita de plástico, expostas ao forte cheiro químico, sem que vingásse o bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA RESPONSABILIDADE DA FLORAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Como é que foi permitida, ou "passou desapercebida", a entrada de OITO TONÉIS de 200 litros cada, de embalagem altamente tóxica, conforme indicam os dizeres gravados nos mesmos, em um parque municipal, sede de fiscalização da FLORAM ???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Como é possível se permitir a construção de um trapiche flutuante para servir de plataforma de embarque e desembarque dos pedalinhos, quando é proibida qualquer tipo de estrutura semelhante para barcos a vela e similares em toda a orla da lagoa ???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA RESPONSABILIDADE DA CASAN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Sendo a Lagoa do Peri um manancial do qual se retira água potável para abastecer 150.000 pessoas de todo sul da ilha até a Barra da Lagoa - o Sistema Costa Leste, como admitir que a CASAN esteja ausente do controle sobre os materiais que adentram ao parque, seja para uso dos frequentadores, seja para construção de estruturas ???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA RESPONSABILIDADE DA DEFESA CIVIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Como admitir o NÃO FECHAMENTO DO PARQUE depois do ocorrido, permitindo a presença de frequentadores nas proximidades do local, dentre os quais um sem número de crianças, muito mais suscetíveis à intoxicação por inalação de gases tóxicos ???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA RESPONSABILIDADE DA EMPRESA QUE COMERCIALIZOU OS TONÉIS EM PALHOÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Como é possível que uma empresa comercialize tonéis que continham produtos altamente tóxicos, ao invés de os mesmos serem encaminhados de volta ao fabricante chinês, conforme atesta sua origem ??? A legislação pertinente ao destino das embalagens de produtos tóxicos (agrotóxicos e demais componentes utilizados na indústria química) obriga o usuário a encaminhar de volta ao fabricante, que, por sua vez, tem a obrigação de recebê-las e lhes dar o destino correto. A pergunta que surge, por óbvia e lógica, é como uma empresa comercializa (esta situada em Palhoça) embalagens de produtos tóxicos cuja procedência é ilegal e sequer deveria acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridade dos órgãos ambientais e de fiscalização tem que responder por tudo isso !!! Não será o guarda do parque, por pressuposto.Só falta alguém dizer que estamos sendo "alarmistas" ou "ecochatos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha de Informações de Segurança do Produto Químico - Dow Brasil Sudeste Industrial Ltda.&lt;br /&gt;Cor: incolor &lt;br /&gt;Estado físico: líquido&lt;br /&gt;Odor: Ácidos&lt;br /&gt;Perigos do produto:PERIGO! Líquido e vapor combustíveis. Causa queimaduras graves nos olhos. Causa queimaduras graves na pele. Causa irritação nos olhos. Nocivo se absorvidopela pele. Nocivo se inalado, pode causar lesões aos pulmões Causa irritação nasvias respiratórias superiores. Nocivo se ingerido. A aspiração deste produto é perigosa. O produto pode penetrar nos pulmões e causar danos. Perigo de explosãodo vapor. Os vapores podem viajar uma longa distância; pode ocorrer ignição e/ou ignição de volta. Evacue a área. Posicionar-se tendo o vento pelas costas quando houver vazamento. Mantenha distância de áreas baixas. Temperaturas elevadaspodem causar polimerização perigosa. Elimine as fontes de ignição. Evitetemperaturas acima de 25°C (77°F) Evite temperaturas abaixo 15°C (59°F)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5744594457601836639?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5744594457601836639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5744594457601836639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5744594457601836639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5744594457601836639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/grave-denuncia-do-mosal-contaminacao-na.html' title='Grave denúncia do Mosal - Contaminação na Lagoa do Peri'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-7814416523740335257</id><published>2011-12-11T16:23:00.000-08:00</published><updated>2011-12-11T16:27:47.785-08:00</updated><title type='text'>Um mundo ecologicamente orientado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jMI3piFszb0/TuVJ3wzORMI/AAAAAAAAAuk/DvPFH9IrXR8/s1600/M1240009.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685031326966498498" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-jMI3piFszb0/TuVJ3wzORMI/AAAAAAAAAuk/DvPFH9IrXR8/s400/M1240009.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gert Shinke é um homem que incomoda e desaloja certezas. Ele mexe com os paradigmas, aponta o dedo e exige mudanças. Ecologista, eco-bom, eco-protetor. Não quer nem ouvir falar de “desenvolvimento sustentável”, pois sabe muito bem que isso é maquiagem do capitalismo, que busca se enfeitar para enganar os trouxas. Não há sustentabilidade num processo de especulação, busca do lucro, exploração. Então ele apresenta novos conceitos, provoca viragens. “A única saída é um desenvolvimento ecologicamente orientado. Um modo de vida que não leve o mundo à destruição, que retome o equilíbrio com a natureza”, diz. E insiste que isso é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um bocado de gente que não gosta do Gert. Alguns “acusam” ele de querer ser vereador. Daí andar por aí com sua indefectível camisa amarela vociferando contra os vilões que depredam a natureza. Eu gosto dele, e gosto que ele queira ser vereador. Porque é bom que a gente tenha gente assim, honesta, verdadeira, que diz o que quer ser e o que quer fazer, às claras, sem véus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, ouvindo-o falar sobre esse modelo de desenvolvimento ecologicamente sustentável, lembrei uma cena da minha infância que há muito me havia fugido das retinas. Eu morava em São Borja, na beira do rio Uruguai e era comum, quando chovia muito, a gente sair de casa, indo para o Paso – bairro que ficava na beira do rio – para ver a enchente. E o incrível era que a enchente não era coisa ruim. Ela era hora de benção. As casas se erguiam na margem do rio em palafitas e raramente eram atingidas. O povo conhecia o rio, sabia dos seus maneios, como uma mulher que sabe do corpo de seu amado. Os balseiros iniciavam o transporte da madeira, aproveitando a correnteza, os guriatãs saltavam na água desde as casas e os homens jogavam a rede para pegar os dourados. Era um frenesi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os que morávamos longe do rio, sempre fazíamos essa visita. Como se fosse um ritual. E meus olhos de criança se embriagavam do movimento das gentes, das balsas, do contrabando. Acho que foi aí que comecei a gostar de contar histórias. Aquela gente vivia em harmonia com o rio. Cada passo das suas vidas era ecologicamente orientado. Não havia surpresas nem desastres. E quando o rio baixava ainda fertilizava a terra para o plantio da mandioca.&lt;br /&gt;Então eu penso, se houve um tempo em que a gente escutava a natureza, isso significa que podemos retomar. Há esperanças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no Rio Grande há uma música, inesquecível, a qual conta esse momento único da vida dos que nasceram na barranca do Uruguai. Divido com vocês o grande Noel Guarany... Balseiros do Rio Uruguai...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/6W1ZWVNcpDs" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-7814416523740335257?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/7814416523740335257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=7814416523740335257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7814416523740335257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7814416523740335257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/um-mundo-ecologicamente-orientado.html' title='Um mundo ecologicamente orientado'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jMI3piFszb0/TuVJ3wzORMI/AAAAAAAAAuk/DvPFH9IrXR8/s72-c/M1240009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3002872872412493444</id><published>2011-12-11T15:11:00.000-08:00</published><updated>2011-12-11T15:15:18.389-08:00</updated><title type='text'>A luta pela moradia em Florianópolis</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OmTG6FmgWto/TuU5BlLWAKI/AAAAAAAAAuY/EhqxZfKTq9I/s1600/favela-do-siri1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685012803947462818" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-OmTG6FmgWto/TuU5BlLWAKI/AAAAAAAAAuY/EhqxZfKTq9I/s400/favela-do-siri1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vila do Arvoredo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;É dia de domingo na ilha de Santa Catarina. O sol está a pino e as praias estão cheias. Pela orla do mar circula uma gente bronzeada que chega de carro, joga frescobol e toma água de coco. Os hoteleiros celebram o início da temporada que promete trazer um milhão de pessoas para Florianópolis. Tudo está bem! De fato, essa é uma realidade que se aplica a alguns, mas gente há que, mesmo morando no “paraíso”, não consegue desfrutar da cidade. São as centenas de famílias que vivem hoje nas 64 comunidades de periferia do município. Nelas, 41% carecem de água, 80% não têm esgoto, 21% não têm luz, 5% sequer possuem banheiro dentro de casa e 21% não recebem coleta de lixo. Em pelo menos três delas, quase 300 famílias vivem a ameaça de remoção imediata (Vila do Arvoredo, Morro do Mosquito e Ponta do Leal) e em cada uma há gente que precisa sair, seja por estar em encosta de morro ou próxima a zona de alagamento. Esse é um tema que ninguém vê no jornal da noite da TV ou nos diários monopolizados pela RBS, porque essa gente que vive o drama do despejo e da moradia precária parece ser invisível ao poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados da própria prefeitura a cidade tem um déficit habitacional de dez mil unidades. Um número pequeno, fácil de ser equacionado, se houvesse decisão política. Mas, no geral, as soluções dadas aos pobres sempre é de afastamento do centro urbano. Ficar na periferia sem “incomodar” a beleza do núcleo central é até possível, mas querer viver em lugares como na Praia dos Ingleses (como é o caso da Vila do Arvoredo) aí já é demais né? Ou então ficar na Beira Mar como os moradores da Vila Santa Rosa. Como é que a especulação imobiliária vai viver? O certo é que na cidade de Florianópolis, onde os setores de serviços e do funcionalismo público são as estrelas, é o setor imobiliário que comanda o trem do “desenvolvimento”. Não é sem razão que nos últimos anos abundam os condomínios na beira das praias, destruindo dunas, vegetação e fauna. Um caso bem recente é o do Campeche, onde o rebaixamento do lençol freático por parte de uma empreiteira levou a comunidade a uma série de protestos. As construções arrasam tudo por onde passam, oferecendo uma natureza que deixa de existir depois de terminada a obra. São os paradoxos. Mas, os endinheirados que compram o sonho do apartamento em frente ao mar não se importam muito com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um passado de luta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A cidade de Florianópolis era um espaço pequeno e provinciano com uma sociedade bem demarcada. Os mais ricos viviam na área central, os pescadores ocupavam as praias e os empobrecidos se penduravam nas encostas que compõe o maciço do Morro da Cruz. Isso foi assim até o final dos anos 70 quando começou uma grande onda de migração. Era tanta gente que chegava que foi criado um Centro de Apoio e Promoção do Migrante, dirigido pelo padre Vilson Groh, visando dar suporte às famílias que faziam a seu êxodo do campo para o sonho de uma vida melhor na cidade. Mas, viver no litoral não era coisa fácil. A terra sempre foi uma espécie de luxo, possível só para alguns, e essa gente que chegava aos milhares não tinha alternativa a não ser ocupar os espaços ociosos e vazios. No início dos anos 80 o processo acelerou e foi com ocupações que nasceram as comunidades Chico Mendes, Vila Aparecida, Novo Horizonte, Monte Cristo e tantas outras que foram se erguendo pela força do braço das gentes, a despeito do horror dos empresários e das elites locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se lembra das dezenas de casebres que se erguiam a cada dia ao longo das margens da Via Expressa? Pois todos eles foram derrubados no governo de Espiridião Amin/Bulcão Viana (1989 a 1993). Não sai das retinas a expressão da dor daqueles que perdiam tudo o que tinham, e que era tão pouco. A proposta de Amin tinha sido de removê-los para Palhoça, mas aquela era uma gente que vivia do trabalho que fazia na zona central: catadores, faxineiras, jardineiros. Assim, não aceitaram e foram esmagados. Naqueles dias, essa luta travada pelo direito de morar fez nascer um número muito expressivo de lideranças populares que deram outra cara a vida política da cidade. Não foram poucas as marchas, as ocupações da Prefeitura, da Câmara de Vereadores. Foi quando nasceu o Centro de Educação e Evangelização Popular (Cedep), também dirigido pelo Padre Vilson, com o propósito de auxiliar na organização da luta popular. E, assim, na batalha direta, as famílias foram garantindo o direito de permanecer nos terrenos, de receber água e luz. Mas não foi coisa fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo da Frente Popular, comandado por Sérgio Grando e Afrânio Bopré (1993 a 1997), que sucedeu a Espiridião Amin, foi muito importante no processo de regularização das comunidades bem como na organização popular. Implantando o orçamento participativo na cidade, o governo da Frente Popular mergulhou nos bairros, na periferia, nas comunidades de ocupação e potencializou a ação das lideranças que se formavam durante o processo. Esse foi um período muito rico de organização e luta popular em Florianópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se nos primeiros anos da década de 90 a cidade se organizou na periferia, a migração começou a diminuir. O governo que sucedeu a Frente Popular, com Angela Amin, (1997 a 2004), encontrou outra forma bem peculiar de estancar a vinda de famílias de outras regiões do estado. Fiscais barravam os migrantes diretamente na rodoviária, impedindo que chegassem à ilha e devolvendo para o local de origem. Esse mesmo governo também começou um processo de “limpeza” da cidade, que dava seus primeiros passos para o modelo de cidade-empresa. Houve um ataque sistemático aos moradores de rua, que começou com o fechamento de um albergue que funcionava bem no centro, na Rua dos Ilhéus. Sem aquele ponto de apoio os moradores de rua foram “convidados” a sair da cidade. Alguns deles apareceram mortos e os crimes nunca foram esclarecidos. Outros sumiram misteriosamente e nunca mais foram vistos. Os artesão e hippies que tradicionalmente ocuparam a Praça XV foram expulsos numa violenta ação policial. Acabava a era dos pobres ocupando a cidade. A partir de então, teria início outra proposta de governabilidade: a gestão, bem ao gosto da inciativa privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mobilidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Foi também durante o governo de Angela Amin que teve início o processo de transporte integrado que hoje inferniza a vida daqueles que usam o transporte coletivo. A ideia de constituir um sistema de integração do transporte nasceu no governo da Frente Popular, liderado por Sérgio Grando, mas a implantação foi no mandato de Angela. A criação de uma série de terminais, supostamente de integração, aumentou o tempo das pessoas dentro dos ônibus, fazendo com que o deslocamento de um bairro até o centro passasse a ser uma odisseia. O que deveria ser para melhorar a mobilidade só piorou e provocou a segregação. A coisa chegou a tal ponto que, no final do mandato, a prefeita teve de enfrentar a primeira Revolta da Catraca, quando anunciou um aumento nas tarifas de um transporte que era muito ruim. A população, enfurecida, parou os terminais num movimento espontâneo que, mais tarde, liderado pelos estudantes secundaristas, chegou a levar mais de 15 mil pessoas para as ruas, garantindo o rebaixamento do preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi justamente ancorado num discurso contra o sistema integrado e prometendo mudanças radicais que um candidato completamente fora do circuito de poder das tradicionais famílias políticas de Florianópolis, Dario Berguer, conseguiu vencer as eleições em 2004. Mas, ao contrário do que prometera, seguiu aprofundando a segregação das gentes no acesso a cidade. O transporte coletivo serve apenas para levar os trabalhadores ao local de trabalho, tornando inviável a mobilidade em outros momentos da vida. Para se ter uma ideia, tomar um ônibus num dia de domingo é tarefa para um santo. Uma pessoa pode levar um dia inteiro para se deslocar do norte da ilha até o sul. Além do mais, o preço da tarifa acaba segregando ainda mais. Uma família de quatro pessoas precisaria disponibilizar pelos menos 16 reais para uma ida à praia, por exemplo, e considerando que levasse sua comida e bebida de casa. Assim, o transporte segue sendo só um recurso para chegar ao trabalho. Sem condições de mobilidade a pessoa fica prisioneira do seu bairro o que acaba sendo bom para os negócios, assim, os pobres não “enfeiam” as praias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A cidade real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mas, apesar todos os esforços para segregar os pobres nas margens da cidade, nas periferias, nos cantões, as gentes insistem em fazer parte do grande banquete social. E não se deixam acossar sem luta. Um exemplo disso foi a grande batalha travada pelas famílias da Ponta do Leal, uma comunidade fincada na beira do mar do Estreito, sobre palafitas, num dos espaços mais cobiçados da capital. Com o pretexto da construção de uma nova Beira-mar a prefeitura iniciou um processo de despejo das famílias que vivem ali há mais de 40 anos, com o mesmo velho discursos de jogar todo mundo para bem longe do centro da cidade. Mas eles lutaram e conseguiram o direito de permanecer na mesma região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado (dia 10), durante um encontro que discutiu a situação da moradia em Florianópolis, vários líderes comunitários como Angela Liute, da UFECO, Vanusa Araujo Silva e Nivaldo Silva, da vila do Arvoredo, Gão, da Ponta do Leal, os professores Lino Perez e Werner Kraus, o ambientalista Gert Shinke, Joviano Mayer, das Brigadas Populares de Belo Horizonte, além de integrantes das Brigadas Populares de Florianópolis, ficou bastante claro que o acesso à terra ainda é uma questão bastante explosiva na ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há cinco anos que as comunidades vêm discutindo o novo Plano Diretor Participativo que, em tese, desenharia a cidade para os próximos anos a partir de uma ótica comunitária e popular. Mas, ao final, todo o processo foi desmontado pelo prefeito Dario Berguer, que preferiu chamar uma empresa de fora para desenhar o projeto, colocando por terra a organização de anos. No plano construído pelas comunidades há a preocupação com a demarcação clara das Zonas Especiais de Interesse Social, que são esses espaços originariamente de ocupação ou degradados, assim como uma proposta real de mobilidade humana, como bem conceitua o ambientalista Gert Shinke. Segundo ele, é muito importante que essas comunidades que hoje vivem os processos de desalojo se integrem na luta pelo Plano Diretor, para que suas demandas sejam incorporadas e atendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a cidade administrada por Dario Berguer não é a mesma que as comunidades querem. No mundo do poder, Florianópolis deve ser um lugar de grandes condomínios, de marinas, de prédios de alto luxo, hotéis de cinco estrelas, gente criada a Toddy. A terra, nesse universo, não pode ser usada para abrigar gente pobre. Ela é mercadoria de alto padrão e precisa ser usada apenas por quem pode pagar. Não é sem razão que as praias do sul, antes espaços bucólicos, estejam sendo transformadas em canteiros de obras, com prédios brotando nas dunas, nas restingas e nos mangues. E, para variar, burlando todas as leis ambientais sem que a municipalidade interfira. Também não é nova a luta que a sociedade trava para impedir que a Ponta do Coral, uma belíssima ponta de terra na Beira-Mar norte se transforme num espaço privado de turistas e gente endinheirada. Toda a cidade está transformada em uma vistosa mercadoria, exposta até mesmo nas novelas da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, essa cidade paralela, ou a cidade real que muitos tentam jogar para baixo do tapete, existe e insiste em fazer parte da vida cotidiana. Essa cidade quer ser, como lembra Joviano Mayer, das Brigadas Populares de BH, o espaço da festa, da obra humana coletiva, na qual a casa é a continuidade da rua, e não isso que aí está hoje: uma cidade de exceção, uma cidade-empresa, na qual a casa é o refúgio da violência que está lá fora. Joviano insiste que essa cidade como empresa é também a morte da política, porque tudo passa a ser decidido nos gabinetes. A luta popular tem, portanto, que virar esse jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nivaldo Araujo da Silva, da Vila do Arvoredo, entende que é chegada a hora de o movimento social recuperar sua força na luta pela moradia. “Não dá para aceitar o fato de que 15% das casas que estão nas praias estejam fechadas o ano todo enquanto o déficit de moradia é de sete ou dez mil unidades. Vejam que daria para pôr todo mundo dentro dessas casas e ainda sobraria casa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo deve tomar um impulso tão logo aconteça um seminário especial sobre a moradia, envolvendo as comunidades e as entidades que atuam nessa luta em Florianópolis. O Fórum da Cidade já está articulando o encontro. Enquanto isso, em vários pontos da cidade dezenas de famílias estão ameaçadas de ficar sem as suas casas. Uma realidade bem distante da alegria da beira da praia. O bom é que, enquanto alguns se deliciam sob o sol, há um exército de outros atuando no sentido de fazer avançar a garantia do direito a cidade. Porque essa gente que hoje vive sob a faca do despejo também tem direito a uma alegre tarde de sol, num desses domingos da ilha. “Nós temos de discutir política, capacitar o povo, avançar, tomar a cidade. Essa é a nossa missão”, diz Vanusa, a aguerrida presidente da Associação de Moradores da Vila do Arvoredo. “Temos de abrir mão do ego, juntar as forças, porque só assim a gente vence. Nós estamos aí, na luta e não vamos desistir”, diz Gão, da Ponta do Leal. Com eles, vão também as Brigadas Populares e tantos outros militantes, apontando na direção de um novo momento da luta pela moradia na cidade. Um movimento que reivindique não apenas casa, mas também o direito de viver e circular por todos os espaços. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3002872872412493444?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3002872872412493444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3002872872412493444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3002872872412493444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3002872872412493444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/luta-pela-moradia-em-florianopolis.html' title='A luta pela moradia em Florianópolis'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OmTG6FmgWto/TuU5BlLWAKI/AAAAAAAAAuY/EhqxZfKTq9I/s72-c/favela-do-siri1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8952139125676486715</id><published>2011-12-09T13:41:00.000-08:00</published><updated>2011-12-09T13:44:22.024-08:00</updated><title type='text'>Energia: privatizar não é solução</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;09.12.2011 - Mais de mil pessoas lotaram o auditório do Centro Sul para discutir a questão da energia no Estado de Santa Catarina e no Brasil. Também, por iniciativa do Sinergia, Sindicato dos Eletricitário de Florianópolis e da Federação Nacional dos Urbanitários, foi lançada a campanha em defesa da renovação das concessões das empresas do setor elétrico para a Região Sul do Brasil. Conforme conta Mario Jorge Maia, coordenador geral do Sinergia, as concessões da Celesc e Eletrosul vencerão em 2015, daí a necessidade de as gentes catarinenses se informarem sobre o assunto para poder tomar partido na discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha lançada ontem é um primeiro passo para socializar essa informação. O assunto das concessões já vem sendo discutido no Senado, mas o governo ainda não chegou a uma resposta definitiva. O que começa a pipocar é a proposta de privatização das concessionárias, com o falso discurso de que, privatizando, a energia fica mais barata. A mesma velha tática de enfraquecer o serviço público para entregar, de mão beijada, as empresas ao capital privado. Isso já aconteceu no caso da Vale do Rio Doce e outras tantas empresas privatizadas, que, tão logo passaram às mãos dos empresários transformaram-se em empresas altamente lucrativas (lucros privados), e encareceram os seus produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, no ano de 2015 vencem as concessões de 80% das linhas de transmissão (incluídas as da Eletrosul) e a de 49 empresas distribuidoras de energia, entre elas a Celesc. Isso representa 35% da energia comercializada no país. A presidente Dilma vem sofrendo pressões políticas para firmar um posicionamento sobre a matéria, e notícias indicam que a resposta à questão deve aparecer nos próximos dois ou três meses. O lobby dos privatistas – inclusive empresas estrangeiras - é grande e só a mobilização popular pode virar esse jogo, daí a necessidade de se colocar para toda a gente o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito usinas térmicas e também 67 usinas hidrelétricas terão suas concessões expiradas, o que representa 18,2 mil megawatts de energia. Outras 47 hidrelétricas vencem entre 2016 e 2035, com mais 12,5 mil megawatts. A questão que está posta para o governo é: ou faz novos leilões ou prorroga os contratos atuais. A luta é para que sejam prorrogados e mantidos em mãos públicas, pois é fato que em mãos privadas fatalmente a energia encarece assim como tampouco chega aos confins do país. O Tribunal de Contas da União (TCU) já deu um prazo para o governo que é de 60 dias. Até lá, há que haver uma decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha lançada ontem, com a participação do Movimento dos Atingidos por Barragem, Movimento Sem-Terra, Sindicatos e outras entidades ligadas ao setor elétrico e petroleiro tem como pontos fundamentais a luta pela renovação das concessões do setor elétrico, a diminuição imediata das tarifas de energia que são as mais altas do mundo, apesar de a geração ser barata, e que se implemente uma política de valorização do setor energético nacional e dos atingidos pelas obras. Atualmente a energia utilizada no Brasil, mais de 80%, é hídrica, e tem um custo de produção muito baixo. Por outro lado, a tarifa acumulou um aumento de 350% nos últimos 15 anos, coisa absolutamente incompatível com o custo de produção. Daí a certeza de que é possível praticar uma tarifa mais barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda de braço é, sem sombra de dúvida, com o setor privado. O crescimento da economia e a proliferação das parcerias público/privadas aguçam a cobiça daqueles que sempre estivem sugando as riquezas do país. Os movimentos que lutam pela continuidade da geração e distribuição da energia nas mãos públicas, acreditam que fazer novas licitações e novos leilões só provocará o desmonte do setor, prejudicando ainda mais a população que passará a refém da iniciativa privada. “A energia é um bem público não pode servir a interesses mercantis”, afirmam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito importante esclarecer a população de que o consumo de energia que realmente provoca problemas e até apagões não é o da luz ligada numa unidade familiar, ou mesmo um banho mais demorado. São os grandes consumidores industriais, chamados de eletro-intensivo, que consomem uma quantidade extremada de energia. Esses setores são os que deveriam pesquisar novas formas de geração de energia para seu uso privado, e não buscar, sob o argumento falacioso de “baratear a conta da luz”, se apoderar do patrimônio público, além da energia mesma. O discurso dos grandes empresários, incluindo aí os representantes da poderosa FIESP, de que o sistema público é deficitário e precisa de mais investimentos, sendo que só a iniciativa privada poderá fazê-lo, é mentiroso. Há problemas no sistema público, mas a saída não é entregar usinas e empresas de distribuição aos empresários, e sim criar um programa sério de distribuição de energia, além de buscar uma alternativa a matriz energética baseada no petróleo e na hidrelétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As entidades que se movimentam pela prorrogação das concessões querem ainda que o governo se comprometa em estabelecer uma política de valorização dos trabalhadores do setor elétrico que também vêm sofrendo com o processo de privatização que já está em curso. Muitas distribuidoras contratam trabalhadores sem qualificação para o trabalho e o resultado são os contínuos acidentes e até a morte. “A cada 40 dias morre um eletricitário e a cada 20 dias morre um petroleiro e a precariedade avança. De cada cinco eletricitários que morrem, quatro são terceirizados. De cada 10 petroleiros que morrem, nove são terceirizados. É isso que faz a privatização”, diz Marinho Maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é com o povo. Ou se mobiliza ou em breve a energia também vira um artigo de luxo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ZjVbPKdBJ1c" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8952139125676486715?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8952139125676486715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8952139125676486715' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8952139125676486715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8952139125676486715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/energia-privatizar-nao-e-solucao.html' title='Energia: privatizar não é solução'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ZjVbPKdBJ1c/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-7571415571930838003</id><published>2011-12-08T03:32:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T03:34:31.027-08:00</updated><title type='text'>Fundação da Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Iniciativa inédita no Brasil será comemorada com um Café Anticolonial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;O portal Desacato irá transmitir ao vivo, nesta sexta-feira (9), a fundação da primeira Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura do Brasil, que será realizada em Florianópolis (SC), a partir das 19h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo central do grupo não é novo: reunir pessoas de diversas gerações, com a intenção de abrir consciências, apresentar diferentes visões dos fatos e outra forma de cultura. “O inédito fica restrito à ferramenta, que precisa ser construída por todos os cooperados e pelo público, que pode e deve partilhar essa experiência ativamente”, afirma um dos membros da cooperativa, Raúl Fitipaldi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cooperativa pretende ser uma opção diante dos monopólios da comunicação, que vá além dos projetos individuais, característicos da internet. “Vivemos muitas vezes sob uma perspectiva pós-moderna de negação do coletivo e repetidora do modelo vigente, ainda que o discurso seja de oposição ao sistema”, explica Fitipaldi. Na cooperativa, o instrumento, seja ele internet, jornal impresso, livro ou peça de arte, é produto, direto ou indireto, de uma construção coletiva, aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira forma que a população tem de contar com a cooperativa é se apropriando dos seus conteúdos, sugerindo outros, narrando através de sua cultura, mobilizações e reivindicações. “Nossos serviços seguirão os seguintes princípios: informar, educar, formar e mobilizar, com o objetivo de uma sociedade justa, democrática e universal”, destaca o cooperante. Os serviços oferecidos se adaptarão à demanda, ou seja, pode-se comunicar uma notícia, artigo, audiovisual, livro, cobertura de eventos, apresentação de arte, entre outros.&lt;br /&gt;Celebração e integração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o objetivo de comemorar a recente fundação da cooperativa e também aproximar o grupo da comunidade, a cooperativa promoverá, no sábado (10), o Café Anticolonial. O evento, que também será veiculado ao vivo no portal Desacato, tem início às 14h, no auditório e hall do Centro de Artes (Ceart) da Udesc, em Florianópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cardápio conta com pratos e bebidas diversos e a programação será bastante variada. A banda Pirofônicos embalará os visitantes com clássicos do rock nacional dos anos 80 e uma pitada de internacional. Haverá também as batidas do rapper Maycon, líder comunitário do Monte Cristo, em Florianópolis. Também haverá contação de histórias, sebo, brechó, mesa de trocas e venda de camisetas. O grupo ainda irá distribuir 50 mudas, sortear camisetas e uma gravura do artista Luciano Martins e exibir curtas: A casa, A ilha (The Island), Imagine uma menina com cabelos de Brasil... e Passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos são bem-vindos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingressos já estão à venda por R$ 15 e R$ 10 para estudantes.&lt;br /&gt;_______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato: Raúl Fitipaldi (48) 96229128&lt;br /&gt;Vanessa Bortucan (48) 9629-1525&lt;br /&gt;Larissa Cabral (48) 9953-5339&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-7571415571930838003?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/7571415571930838003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=7571415571930838003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7571415571930838003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7571415571930838003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/fundacao-da-cooperativa-de-producao-em.html' title='Fundação da Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-431799437671544724</id><published>2011-12-07T09:32:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T09:39:18.389-08:00</updated><title type='text'>Fela - rei</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Estupendo músico nigeriano que lutou contra toda a opressão em seu país. Valente, nunca se rendeu...  Cantava na periferia, era o "rei" da Nigéria. Chamava os presidentes de ladrões e não calava a boca para ninguém. Irreverente, apaixonado, ácido, único. Vale a pena ouvir e conhecer sua trajetória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/iEdJwXIXcHU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/BPIZBcb6hQI" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-431799437671544724?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/431799437671544724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=431799437671544724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/431799437671544724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/431799437671544724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/fela-rei.html' title='Fela - rei'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/iEdJwXIXcHU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-6505376148868931351</id><published>2011-12-02T10:47:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T11:04:05.524-08:00</updated><title type='text'>O correio e a privatização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O correio sempre foi uma instituição crível. As pessoas confiavam que, mandando uma carta, ela chegaria, com certeza. Mas, agora, com todo esse processo de privatização, mandar uma carta talvez não seja mais possível. Tudo é feito para que o "cliente" use o serviço de sedex, que é caríssimo. A ver. Uma carta simples, para Brasília, custa 1,50. Se for registrada, pode chegar a cinco reais, mas vai demorar para chegar. O sedex custa 33 reais e chega no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outro dia mandei uma correspondência para Joinville, cidade vizinha de Florianópolis. Pois a carta saiu da ilha no dia 07 de novembro e até hoje não chegou. Fui reclamar no correio e me disserem que: É, pode acontecer. Mas com o sedex não.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aí então entendi a jogada. Todo o processo de demora das correspondência e até a não entrega faz parte do mesmo velho modelo de desmonte das empresas públicas. Primeiro se desacredita, depois se vende para que o dono privado possa encher as burras. Isso foi bem visível durante a greve dos trabalhadores. Parou tudo, menos o sedex. E por quê? Porque já é um serviço privatizado dentro dos correios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um dos atendentes chegou a me dizer que, agora, as pessoas têm acesso a computador. Não mandam mais cartas. Mas isso não é verdade. Basta ver o programa do Gugu nas tardes de domingo. Existem pessoas nesse Brasil de deus que não têm sequer um real para comer e precisam do "milagre" do apresentador sortear sua carta (logo, mandam carta) para que voltem para sua terra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O fato é que as pessoas mandam cartas sim, e muito. Principalmente as pessoas empobrecidas que não têm como gastar com "lanrause" ou com telefone. Mas, com esses, quem se importa? Quem está preocupado se suas cartas cheguam ou não? Ao que parece, cada vez mais, só os endinheirados terão acesso à comunicação nesse país.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Às vezes bate um desânimo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-6505376148868931351?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/6505376148868931351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=6505376148868931351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6505376148868931351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6505376148868931351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/o-correio-e-privatizacao.html' title='O correio e a privatização'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-309533630397300968</id><published>2011-12-02T08:11:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T08:12:38.095-08:00</updated><title type='text'>Um pouco de Córdoba</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Védeo mostra a cidade de Córdoba/Espanha, sua história e as lutas do povo espanhol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/phbmIfjApAs" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-309533630397300968?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/309533630397300968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=309533630397300968' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/309533630397300968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/309533630397300968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/12/um-pouco-de-cordoba.html' title='Um pouco de Córdoba'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/phbmIfjApAs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-4077564381397520049</id><published>2011-11-29T02:23:00.000-08:00</published><updated>2011-11-29T02:24:28.008-08:00</updated><title type='text'>Morre Egídio Brunetto, valente lutador...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É com um sentimento profundo de tristeza e de grande dor, que informamos a perda do companheiro Egídio Brunetto, dirigente do MST que atuava no Mato Grosso do Sul, em um acidente de carro no interior do estado, ocorrido na tarde desta segunda-feira (28/11), quando ele se dirigia ao assentamento Itamaraty.Egídio foi um ser humano muito especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de camponeses sem terra, trabalhou desde a infância na roça e, sempre muito esperto e indignado, envolveu-se com a pastoral da terra na região de Xanxerê, em Santa Catarina, e se transformou em militante do MST desde a década de 80.Desde então, contribuiu com a organização do Movimento em todo o país e com as lutas dos trabalhadores rurais pela terra, pela Reforma Agrária e por transformações sociais. Militante exemplar, preocupava-se sempre com os cuidados de cada militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma pessoa generosa e solidária com todos. Egídio empunhou a bandeira do internacionalismo e da solidariedade às luta dos povos e da classe trabalhadora, responsável pela relação do Movimento com organizações camponesas na América Latina e no mundo, sendo fundador da Via Campesina Internacional.O MST e o povo brasileiro perdem um grande companheiro e um ser humano exemplar, um guerreiro Sem Terra que andou pelo mundo, construindo alianças com a classe trabalhadora.O grande companheiro Egídio nos deixa muitos e belos exemplos de vida, que nos motivarão a seguir o seu legado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita dor,&lt;br /&gt;Direção Nacional do MST&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-4077564381397520049?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/4077564381397520049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=4077564381397520049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4077564381397520049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4077564381397520049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/morre-egidio-brunetto-valente-lutador.html' title='Morre Egídio Brunetto, valente lutador...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-146160564141230818</id><published>2011-11-27T08:53:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T13:17:14.293-08:00</updated><title type='text'>A beleza não é só para os ricos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-X56UrZx5LZg/TtJrQUqwYQI/AAAAAAAAAuM/CwLBxoDYmaI/s1600/pontadocoral.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679720008237736194" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-X56UrZx5LZg/TtJrQUqwYQI/AAAAAAAAAuM/CwLBxoDYmaI/s400/pontadocoral.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Florianópolis é uma cidade que vive da beleza. Esse é o principal “produto” que seus governantes põem à venda para atrair milhares de turistas em todas as temporadas de verão. Não é sem razão que ano após ano as gentes veem subir dezenas de prédios e hotéis, destinados a abrigar aqueles que vêm para a ilha em busca da beleza. E assim, tal qual Hípias na Grécia antiga, os agentes de turismo vendem a beleza de Florianópolis como coisa. “A praia bela, a areia bela, a paisagem bela, a comida bela”. Mas, quem nasceu aqui ou os que aprenderam a amar a cidade como um espaço onde se vive a vida cotidiana, a beleza tem outro sentido. Não é coisa, é ser. Assim, para esses, o que é belo não é a praia, a areia, a paisagem ou a comida, mas sim a ideia que comunica o caráter das coisas. E se beleza é ideia, não pode ser objetivada, nem vendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o que acontece é que os que amam a cidade precisam conviver/com e batalhar contra com os vendilhões capitalistas, os que apenas enxergam a coisa a ser vendida, sem se preocupar com aqueles que vivem e sofrem a cidade no dia-a-dia. Vai daí que aparecem os conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles acontece bem agora, nesses dias de quase verão. De novo, os vendilhões decidiram atacar mais um espaço de beleza da cidade, transformá-lo em coisa e vendê-lo aos que também só conseguem conceber a beleza como um objeto. A ponta do Coral. Esse lugar é uma pequena ponta de terra que avança sobre a Baia da Beira Mar, isolada da cidade pela via-expressa e os arranha-céus. Ali, desde os anos 80, os movimentos sociais, estudantes e militantes de toda a ordem vêm lutando para que seja construído um parque e um espaço de atividades culturais. Ou seja, é a proposta da beleza democratizada, entregue a toda cidade. Uma coisa muito justa uma vez que o aterro da Baia é hoje o espaço de moradia da classe alta, que acabou privatizando a vista, a terra e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não satisfeitas com isso, agora as forças do capital querem se apropriar da Ponta do Coral, lugar que historicamente pertenceu aos pescadores, às gentes simples da cidade. O projeto das empreiteiras – tendo a frente a empresa Hantei, é fazer um aterro, descaracterizando completamente o lugar, e construir ali uma marina para que os iates e barcos de turismo possam atracar. Também propõem, no lugar do centro cultural público – como é desejo dos movimentos – construir um hotel de luxo. Será o Parque Marina Hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a Ponta do Coral é espaço conflagrado, uma vez que a cidade luta há décadas para que aqueles 14 mil metros quadrados, onde vive uma fauna exuberante (garça-branca, biguá, baiacu, garça-azul, socó-dorminhoco, bem-te-vi, quero-quero) possa ser utilizado pela comunidade, de forma livre e democrática. Ninguém aceita a conversa de que aquela é uma área privada e que, portanto, o dono pode fazer o que quiser. Não é assim. A propriedade também deve cumprir uma função pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ponta do Coral, por ser um terreno à beira-mar, deveria ser terreno de marinha, embora conste em documentos que o dono é Realdo Guglielme, empresário de Criciúma. No passado esse terreno pertenceu a Standart Oil Company que ali tinha um depósito, o qual as entidades queriam ver tombado para a concretização da proposta de um casarão cultural. Com a construção do aterro da Beira Mar (nos anos 80), o Estado acabou comprando o lugar e, depois, com a via expressa concluída, a ponta ficou afastada do resto da cidade e foi vendida outra vez. Mas, a população queria preservar o lugar como área verde e fez um grande movimento. Tudo isso foi em vão. A Ponta do Coral seguiu em mãos privadas e logo já apareceu o projeto da construção de um hotel. Houve manifestações, protestos, luta, mas, como quem manda na cidade é o dinheiro, em 1998 Guglielme conseguiu derrubar o prédio da Standart Oil e frustrar uma luta de anos. Ainda assim, os movimentos sociais seguiram lutando e inviabilizando a construção do hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a queda de braço é com a construtora Hantei, contratada para levar adiante a proposta do hotel e da marina. A Ponta do Coral, velho espaço de pescadores e área de lazer do povo da Agronômica é coisa vendável, é paisagem/objeto, é privilégio para poucos. Na cidade, os movimentos que se levantam contra o empreendimento são tratados como os “inimigos do progresso” ou os “do contra”, como é comum aos capachos do poder tentar ridicularizar e diminuir aqueles que pensam no bem público. O fato é que o “progresso” que a marina e o hotel se propõem a trazer não será para todos. Apenas os donos do empreendimento se encherão de dinheiro com a proposta. O que as empresas envolvidas no processo dizem é que o povo de Florianópolis vai ganhar porque haverá muitos empregos. Outra bobagem. Os empregos que um empreendimento como esse geram podem ser gerados em outros lugares e o serão, uma vez que a vocação da ilha é o turismo. Assim, a vida de nenhuma pessoa será inviabilizada se o projeto não vingar. Pelo contrário. Com um parque cultural, toda a gente da cidade poderá se favorecer e desfrutar de qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A compra das consciências e as ilegalidades&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como sempre acontece em situações como essas, a empresa construtora iniciou um trabalho de compra de consciências. Contando (ou comprando?) com o apoio de grandes empresas de comunicação a empresa fez um agressivo trabalho de relações públicas, afirmando que a Ponta do Coral não será um espaço privado. Será construído o hotel de luxo e a marina, mas o povo poderá disfrutar de uma série de equipamentos públicos como pracinha para crianças, anfiteatro e praça. O que a empresa não diz é que esse espaço público ficará de cara para a rua, ou seja, completamente desprovido da beleza do lugar. As pessoas terão um lugar, mas ele será de segunda categoria. A beleza da ponta ficará de uso exclusivo dos turistas, hóspedes e navegadores. Para os empresários da construção “a plebe” deve ficar satisfeita com esse acordo e pegar o que pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse esse engodo de “espaço público”, a empresa ainda anda pela comunidade espalhando a promessa de emprego, o que não deixa de ser algo tremendamente cruel, uma vez que é óbvio que não haverá empregos para todos, e os oferecidos não passarão dos cargos de arrumadeira, garçom ou, quem sabe, de atracadores de barco. E, as gentes, premidas pelas necessidades da vida, acabam embarcando nessa conversa furada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ficou patente na última audiência pública que aconteceu no dia 22 de novembro, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A Hantei, buscando criar falsa uma empatia junto aos deputados convocou moradores da Agronômica, empregados da construtora e até das imobiliárias para se manifestarem favoravelmente ao projeto. E o povo lotou a sala. Mas, para surpresa de todos, três horas depois do início da audiência foi descoberta a razão de tanta gente. A maioria havia recebido dinheiro para comparecer. As mulheres levaram 15 reais e os homens 20. Boa parte das pessoas não sabia absolutamente nada do que estava acontecendo ali, apenas seguiam as instruções para bater palma ou se manifestar quando alguém mandasse. Tiveram até direito a um lanche. O blogueiro Mosquito conseguiu a gravação da fala de um grupo de mulheres e denunciou a trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A audiência acabou sendo uma rica experiência de desvendamento de máscaras, como bem lembra Loureci Ribeiro, um dos estudantes que participou dos primeiros atos em defesa da Ponta do Coral e que, hoje, como arquiteto, segue defendendo a proposta comunitária. Poucos políticos da cidade compareceram (nenhum vereador), mostrando o quão pouco se importam com os assuntos da comunidade. E o que se viu foi o claro conluio que existe entre os grandes empreendimentos, a mídia, a administração municipal e os órgãos ambientais para o loteamento geral da cidade e da beleza. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além dos movimentos sociais que historicamente tem lutado contra o projeto de privatização da beleza da Ponta do Coral, apenas a voz solitária da representante do Ministério do Planejamento, Isolde Espíndola, se fez ouvir, dizendo que a lei 180/2005 – que doa 12 mil metros de terra para a Hantei e permite o aterro de mais 30 mil – é ilegal e precisa ser anulada. “A área onde será feita o aterro é federal. A câmara de vereadores não tem ingerência. Essa é uma lei ilegal”. Mas, ainda assim, foi ignorada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enfim, a audiência cumpriu seu papel, expôs as feridas, as ilegalidades, as irresponsabilidades e os desejos obscuros das empreiteiras e dos maus políticos. Agora, é hora de a cidade se posicionar. Mas, essa posição precisa ser precedida do conhecimento. Ninguém pode acusar os movimentos sociais de ser “do contra”, sem saber antes contra o quê eles estão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesse caso, os militantes sociais estão contra a apropriação indevida da beleza da Ponta do Coral por um pequeno grupo de empresários. O que os movimentos sociais querem é que aquele seja um lugar de todos, com todo o seu esplendor de flora e fauna, e não apenas uma praça perdida no meio do asfalto. A Ponta do Coral é um pequeno trecho de terra que avança na baia e que condensa uma vida rica e farta. É um lugar de beleza, de simplicidade, de ternura. É um vestígio isolado da velha cidade que foi cedendo passo aos arranha-céus, ao asfalto, aos espaços privados e elitizados. E por isso mesmo deve ser preservada como um patrimônio das gentes, de todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, a luta segue, e precisa se encarnar na vida de todas as pessoas que amam de verdade essa cidade “perdida no mar”. Todo o esforço deve ser empreendido para a anulação da lei que entrega a ponta para a Hantei. E lá, naquele ínfimo espaço de pura beleza deve nascer o Parque há tanto tempo sonhado. Porque é direito do povo desfrutar da beleza que essa ilha tem. E que venham muito mais daqueles que são contra o progresso dos bandidos/grileiros do mar e da beleza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-146160564141230818?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/146160564141230818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=146160564141230818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/146160564141230818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/146160564141230818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/beleza-nao-e-so-para-os-ricos.html' title='A beleza não é só para os ricos'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-X56UrZx5LZg/TtJrQUqwYQI/AAAAAAAAAuM/CwLBxoDYmaI/s72-c/pontadocoral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1671320902426591152</id><published>2011-11-22T05:12:00.000-08:00</published><updated>2011-11-22T05:13:47.142-08:00</updated><title type='text'>Levanta povo indígena! Levanta povo de luta!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A investida contra as comunidades indígenas está recomeçando com bastante violência no Brasil. Recentes acontecimentos como a completa indiferença do governo diante da luta das comunidades atingidas por Belo Monte ou a destruição do Santuário dos Pajés na região de Brasília mostram que a fúria dos grandes empreendimentos pretende passar o rodo sobre qualquer obstáculo que se interponha entre seu desejo de lucro. Essa não é uma atitude nova, mas, agora, parece que está tomando maior furor, como o que se registrou em Mato Grosso, com o assassinato e o sequestro do corpo do cacique Nísio Gomes, da comunidade Guarani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a invasão de Pindorama que os indígenas vêm sendo dizimados. Como os que habitavam essas terras não estavam organizados em cidades ou civilizações, como foi o caso dos Maias, Astecas e Incas, ficou bem mais fácil atuar na lógica do genocídio. Toda e qualquer comunidade que estivesse no caminho dos “colonizadores”, era imediatamente passada pelo fogo dos arcabuzes, uma vez que não se rendiam à escravidão. Isso foi sistemático até o início do século XX. Os primeiros assassinos de índios foram os bandeirantes, que eram as tropas mercenárias da ocupação, depois, com a chegada dos imigrantes, eles mesmos foram autorizados a darem cabo nos “selvagens” que atrapalhavam a instalação das cidades e do progresso. Foi só no século XX que o Brasil iniciou uma nova política indigenista, comandada pelo Marechal Rondon, que tinha como diretriz, dominar sem matar. A proposta das incursões comandadas por Rondon era a de estabelecer a paz, integrar o índio à sociedade brasileira e abrir ainda mais as fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inegavelmente a obra de Rondon foi um avanço diante do extermínio sistemático, mas ainda assim, a lógica de confinamento em reservas ou a absorção dos indivíduos numa sociedade racista e excludente não se constituiu a melhor solução. Até porque, todo o debate sobre onde deveriam ficar os indígenas não respeitou a ocupação original e muitos foram desterrados de seus lugares de origem, ocasionando a perda de parte de sua cultura e identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os indígenas brasileiros seguem lutando pelo direito básico a terra. Grande parte das comunidades não tem seus territórios demarcados e as pessoas vivem praticamente como prisioneiras em campos de concentração, tuteladas pelo governo que pouco lhes dá. Tudo isso tem levado os povos indígenas a longas batalhas para recuperar seu território, sua cultura e sua forma de organizar a vida. No geral, a luta não consegue ultrapassar a busca do prosaico direito de comer, tamanha é a indigência das políticas governamentais diante do tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse todo esse processo de tutelagem/abandono que, na prática, acaba segregando, as comunidades ainda cometem o terrível “crime” de viverem sobre terras muito ricas, o que os torna presas sistemáticas dos grandes projetos nacionais públicos ou privados de “desenvolvimento”. Hoje, no Brasil, são 546 áreas indígenas que congregam mais de 330 mil almas, num total de 170 línguas. A maioria vive enredada em conflitos causados por especuladores, pistoleiros, jagunços. A tenebrosa batalha pela demarcação da Raposa Terra do Sol é um exemplo concreto de como a nação vê a demanda indígena pela terra. Com declarações estúpidas como: “para quê índio precisa de tanta terra?”, os empresários e fazendeiros de rapina vêm lutando para barrar essa vitória. E assim, sucessivamente acontece em todos os espaços onde vivem os indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Mato Grosso do Sul não é diferente. Lá vivem atualmente mais de 28 mil índios de 38 etnias, com indícios de mais nove povos ainda não contatados. Segundo Flávio Machado, coordenador regional do Cimi, ali se concentra a segunda maior população indígena do país e a que vive em pior situação, uma vez que 98% dela está confinada em pequenas reservas que representam apenas 0,2 do território estadual. Toda essa gente vive acossada pela especulação imobiliária, pelos fazendeiros, pelos grandes empreendimentos. A morte do cacique Nísio era mais uma dessas mortes anunciadas que acontecem todos os dias no âmbito da luta pela terra. Porque ele era um lutador, assim como toda sua gente. O Mato Grosso do Sul é um estado que está na linha do desejo do agronegócio e tem as terras mais produtivas do país. Para aquele estado estão planejadas 30 novas usinas de açúcar e álcool, daí a cobiça dos fazendeiros que querem apostar na monocultura sem risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conflitos de terra na região remontam ao ano de 1983, quando foi morto o cacique Marçal de Souza, no processo de retorno para as terras originais que havia sido iniciado pelos indígenas. Desde aí, o estado do Mato Grosso do Sul passou a ser uma zona de massacre sistemático. Há dois anos foram assassinados dois professores que viviam em área indígena, assim como há dois meses outra morte foi registrada na mesma área, isso sem contar as ameaças de todos os dias. Tudo isso é feito por um grupo paramilitar que, segundo o Cimi, já foi reconhecido até pelo Ministério Público, uma vez que os ataques são bastante semelhantes, assim como as balas encontradas na região do crime. Para se ter uma ideia do processo de violência no Mato Grosso do Sul, em oito anos foram assassinados 452 índios no Brasil inteiro, sendo que 250 foram no MS. Agora, numa demonstração de completo cinismo, os ruralistas da região exigem reunião com o Ministro da Justiça, porque não estão gostando de estarem sendo considerados suspeitos. Dizem querer justiça, o que no caso deles significa a desocupação das terras pelos indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul, assim como das demais regiões do Brasil, vive escondida sob o tapete da indiferença e da impunidade. Os meios de comunicação só falam de índio no dia 19 de abril ou quando ocorre uma desgraça. Ainda assim, as reportagens totalmente descontextualizadas não ajudam a que a gente possa fazer uma reflexão crítica sobre a situação real das comunidades. No geral permanece o preconceito criado pelos brancos de que os indígenas são preguiçosos e atrapalham o progresso da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte do cacique Nísio Gomes não é uma tragédia pessoal. Ela representa uma tragédia coletiva vivida sistematicamente pelos povos originários dessas terras desde a invasão em 1500. Compreender isso e atuar em consequência é tarefa urgente dos sindicalistas e militantes sociais de todas as áreas. Já basta de impunidade e de tutela. É hora de as nações indígenas terem seus direitos garantidos e desde aí, avançar para a soberania. Nossa tarefa é juntar forças e caminhar junto com o povo indígena nessa grande batalha que haverá de ter um fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1671320902426591152?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1671320902426591152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1671320902426591152' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1671320902426591152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1671320902426591152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/levanta-povo-indigena-levanta-povo-de.html' title='Levanta povo indígena! Levanta povo de luta!'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5268225566956173888</id><published>2011-11-20T14:00:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T14:01:21.232-08:00</updated><title type='text'>Virada à direita: os desafios da Espanha em crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A cidade de Madrid é um espaço urbano com todas as mazelas da grande metrópole. Apesar da relativa segurança que permite o povo de andar pelas ruas mesmo pela madrugada, é fácil perceber a concretude da crise que se abate por quase todos os países da Europa. Entre os jovens há um tremendo pessimismo a ponto de muitos deles estarem vivenciando sua diáspora, abandonando o país em busca de melhores espaços para ganhar a vida. “Não temos casa, nem emprego, nem futuro. Por isso nos resta apenas duas opções, ou sair ou lutar. Alguns já se foram e a gente está aqui, resistindo, buscando mudar as coisas”, afirmava um dos indignados, na passeata de domingo, 13 de novembro. Essa angustia de um futuro não sabido também aparece no número elevado de moradores de rua, coisa que até bem pouco tempo era uma exceção. Agora, por todas as ruas, ali estão os desalojados, dormindo sobre folhas de papelão, e em cada bar do centro da cidade peregrinam os pedintes em busca de moedas e pão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A crise que consome o povo espanhol não é nova, mas só começou a aparecer a partir da luta dos despejados do setor imobiliário. De repente, por conta do não pagamento das hipotecas as famílias foram obrigadas a abandonar as casas e os apartamentos financiados junto aos bancos. O trabalho escasseou, a economia desacelerou e o dinheiro sumiu. Sem casa e ainda com uma dívida enorme para pagar, as pessoas decidiram lutar e foi aí que começaram as marchas e os protestos dos desalojados. Esse movimento colocou à nu uma situação que se escondia sob a velha cantilena da mídia que anunciava serem esses manifestantes apenas caloteiros de plantão. Quando o banco começou a bater na porta, as pessoas foram se dando conta de que isso poderia passar com qualquer um e que a falta de pagamento não era por safadeza ou preguiça, mas porque o emprego havia sumido. Hoje, na Espanha, a cifra de desempregados passa dos cinco milhões, o que representa 20% da população ativa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A vertiginosa escalada da luta dos desalojados encontrou guarida no movimento “juventude sem futuro” que já se articulava em várias universidades do país. Saídos da faculdade os jovens viam suas possibilidades de emprego se desmanchar no ar e o Estado, antes benfeitor, já não lhes garantia qualidade de vida. Era preciso fazer alguma coisa. Enquanto isso, no mundo árabe, iniciavam as revoltas por democracia, tais como em Túnis e no Egito. As praças se enchiam, as gentes se levantavam em rebelião. Foi o estopim para que as gentes espanholas espremidas pelo sistema capitalista em crise decidissem fazer sua própria luta. Assim, os desalojados, os jovens sem futuro, os militantes sociais de outros movimentos que desde há muito vinham organizados foram para a praça. Só que aí já não estavam mais sós. Juntaram-se a eles multidões de indignados. Pessoas que tinham um grito guardado na garganta e que viam que era hora de soltar. “Foi uma coisa muito incrível porque a gente, que estava sempre nas lutas, quando ia para uma marcha já sabia quem ia encontrar. E de repente, a gente não conhecia ninguém. Era uma maravilha”, conta Érika Gonzáles, da organização Paz con Dignidad.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma dessas manifestações acabou sendo violentamente reprimida pela polícia, o que levou ao fortalecimento do movimento. O povo decidiu resistir e acampar na Praça do Sol. Nascia assim, para o mundo, a batalha dos indignados e para os espanhóis, o movimento 15-M, uma alusão à data do embate com a polícia, 15 de maio. O acampamento seguia a lógica já vitoriosa em outros países, com assembleias gerais decidindo tudo na democracia direta. Foi um processo de profundo aprendizado, tanto para os que já andavam na luta em outros movimentos como para os que nunca haviam participado de qualquer ação política. “O acampamento acabou porque era muito difícil tocar a vida, o trabalho e tudo mais. Além disso, era igualmente muito dificultoso intermediar a luta política que ali se fazia com a presença de pessoas drogadas ou em sofrimento mental que acabam se acercando do acampamento. Precisávamos de gente capacidade para lidar com isso e não tínhamos. Mas foi uma experiência muito rica, até por isso. Tínhamos de nos enfrentar com todos os medos e preconceitos”, conta um dos manifestantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De qualquer forma, mesmo sem o acampamento, o 15-M decidiu manter assembleias nos bairros e elas acontecem todas as semanas tentando organizar as pessoas e apontar propostas de luta. Da mesma forma, as marchas também não param e acontecem geralmente aos domingos. Já virou rotina organizar a vida para participar cotidianamente da “mani”, como chamam, carinhosamente as manifestações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ainda assim, com toda essa efervescência nas ruas, a vida política ainda não conseguiu organizar novas forças de transformação. No último domingo (20/11) aconteceram as eleições gerais e o que se vê é muito pessimismo entre o povo. Os dois candidatos que disputavam os primeiros lugares das pesquisas não merecem crédito dos manifestantes do 15-M. O PP, que representa a direita é rechaçado e o PSOE, da socialdemocracia é responsabilizado pelo que acontece hoje. O que se percebe é que os setores que já vinham organizados seguem no rumo dos partidos de esquerda, como a Esquerda Unida (levou apenas um milhão de votos). No geral são pessoas politizadas e que levam longa data em partidos, sindicatos ou movimentos organizados. Sabem muito bem o que querem. Mas são poucos. A maioria dos manifestantes, que gritam “não nos representam”, preferem desconsiderar o processo eleitoral. Acreditam que qualquer um que ganhe não garantirá a melhoria da vida. Preferem o voto nulo ou não votar. Uma pequena parcela aposta na construção de alguma coisa nova, que vingue em algo como o poder popular. “Esse tempo todo de democracia representativa já mostrou que os políticos não ouvem o povo. Temos de garantir que nossa voz seja ouvida e nossa vontade atendida. Isso só com outra política”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ocorre que esse caminho da construção do novo é lento e a conjuntura apresenta tendências perigosas. As pesquisas de intenção de voto davam vitória ao PP, partido de direita, cujo candidato não mostra qualquer medo em dizer na televisão que vai ter de revisar as aposentadorias, que o povo vai ter de dar sua cota de sacrifício para salvar o país, que serão necessários os ajustes na economia, cortes no orçamento. A mesma ladainha já bem conhecida dos latino-americanos que passaram por processos semelhantes de aprofundamento das medidas neoliberais. Nesse sentido, cresce também o medo de que a crise, o desemprego e a desesperança leve o país a uma guinada conservadora e até fascista. Isso se expressa na fala de outro candidato, de outro partido de direita, que declarou estarem nascendo muitos Mohamades na Espanha e que isso precisa parar. Uma clara alusão aos migrantes, que já se contam aos milhares no país. Ivan Forero, colombiano radicado na Espanha, membro do movimento “Justiça por Colômbia”, conta que a pressão contra os imigrantes, que já era grande, agora tende a se agravar. “Temos a informação de que na Mauritânia está sendo construída uma espécie de prisão para encerrar qualquer um que, desde a África, tente passar pelos caminhos que levam à Europa. É uma nova versão dos campos de concentração, buscando evitar a entrada, para barrar o problema antes que ele se expresse. E tudo isso está sendo feito com a ajuda do governo espanhol”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O resultado das urnas na eleição geral não foi diferente do que anunciavam as pesquisas. A Espanha votou pela direita e deu maioria ao PP (quase 10 milhões de votos, 4 milhões a mais que o PSOE), que é quem deve agora comandar os destinos da crise. O medo dos protestos, das greves, das manifestações fez a população acudir ao discurso mais conservador, de “manutenção da ordem”. Coisa que parece paradoxal uma vez que a proposta de Mariano Rajoy (candidato vencedor) é fazer mais ajustes, cortando 18 milhões de euros do orçamento, e iniciar uma reforma trabalhista que certamente aumentará o desemprego, aprofundando ainda mais a crise.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entre os que caminham nas marchas que enchem as ruas existe também um pouco de medo. Essa virada à direita leva ao autoritarismo, ao racismo, à discriminação. São esperados tempos muito duros. Mas, de qualquer forma, quem participa cotidianamente do 15-M acredita que o movimento massivo das ruas pode alterar a balança do poder. É por isso que lutam. O certo é que a Espanha inicia agora um novo ciclo e só tempo poderá dizer o que vai passar. Os indignados, os militantes sociais, os ativistas ecológicos, enfim, toda a gente organizada seguirá apostando na construção do novo. Que pode vir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5268225566956173888?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5268225566956173888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5268225566956173888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5268225566956173888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5268225566956173888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/virada-direita-os-desafios-da-espanha.html' title='Virada à direita: os desafios da Espanha em crise'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1604146443249557720</id><published>2011-11-15T14:46:00.001-08:00</published><updated>2011-11-15T14:46:59.598-08:00</updated><title type='text'>A marcha em Madri - Pela escola pública</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/rI9zzn593G4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1604146443249557720?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1604146443249557720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1604146443249557720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1604146443249557720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1604146443249557720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/marcha-em-madri-pela-escola-publica.html' title='A marcha em Madri - Pela escola pública'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/rI9zzn593G4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-2990823592613686038</id><published>2011-11-15T03:20:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T03:22:34.307-08:00</updated><title type='text'>De noite, no Lava Piés</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Madri, quatro milhões de habitantes, duas horas da manhã. A vida ainda está pulsando, as pessoas saem dos bares, andam pelas ruas, tranqüilas. Também eu sigo em direção a casa, em uma boa conversa com as companheiras espanholas. Estamos no Bairro Lava Piés, um dos espaços onde se concentram os latinos, africanos e migrantes de outras terras. No dizer de alguns locais “um lugar perigoso”. Mas, para quem conhece bem as coisas e sabe que a pobreza não é sinônimo de crime, não passa de ideologia. Por isso também se vê muitos espanhóis andando por ali e há bastante fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil perceber como o sistema concebe a presença dos imigrantes. Por toda a parte estão as viaturas policiais e, a cada tanto, seus ocupantes fazem a “redada” que é a vistoria por papéis. Como durante a noite os jovens saem a passear e a tomar uma bebida, os grupos de negros, latinos e marroquinos se convertem em boas presas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgraçadamente topamos com uma dessas. Um grupo de negros conversava em uma praça quando chegaram os policiais. São bastante intimidantes, pois chegam em bando. Vai daí que começou uma certa confusão pois um dos jovens ou não tinha os papéis ou não aceitou aquele tipo de intervenção. De longe, ouvíamos a voz que gritava, indignada. Era um negro grande, encorpado, e falava um português de Portugal, o que me levou a crer que vinha de algum país da África. A coisa se arrastou e depois de alguns minutos lá vieram os policiais na direção das viaturas, já com o homem algemado. Ele seguia argumentando, rebelde, questionando a ação policial. Os demais acompanhavam, também argumentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali ficamos as três, impotentes. “Isso acontece a toda hora. Quando tem mais gente, as pessoas se juntam e impedem as prisões. Mas tem momentos assim, que ficamos sem forças”. O grande número de migrantes tem se convertido em um “problema” para o governo e para alguns que argumentam que essa gente que vem de fora lhes rouba o pouco de trabalho que ainda tem. Mas, no geral, o que se vê é um sentimento de solidariedade. De qualquer forma, os bairros onde se concentram os migrantes são sempre os mais visados pela polícia e a qualquer momento as pessoas podem ser revistadas com a exigência de papéis. Caso não os tenha são presas e deportadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os espanhóis que lutam pelo direito dos migrantes de permanecer no país há os que o fazem por sentimento de humanidade, por solidariedade concreta. Mas também há os que têm muita clareza sobre o papel que Espanha teve na desgraça dos países de origem de toda essa gente. Um exemplo mais contemporâneo é o da gente do Marrocos e da região do Saharauí que esteve nas mãos dos governos espanhóis até bem pouco tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, ali, na madrugada fria de Madri, o que parece ficar claro a quem circula pelas ruas do bairro Lava Pies é que ali não existem “migrantes”. As conhecidas caras latinas, negras e árabes que tornam tudo tão familiar estão, de certa forma, em casa. Pois, afinal, esses povos estavam cuidando de suas vidas quando foram invadidos e dominados. Agora, querem direito de poder transitar pelos caminhos do vencedor que, à força, os fez partilhar de sua cultura e modo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a europa devesse estudar mais a sua própria história para saber que toda essa gente que hoje alguns chamam de “ilegais” nada mais são do que irmãos, filhos da mesma pátria e da mesma violência. Quando se acabou o tempo colonial pela força da luta das gentes, os países se independizaram, mas o estrago causado pelos países colonizadores foi grande demais. Agora, haveria de agüentar as consequências. O sistema capitalista inventado desde a Europa criou seus centros e periferias e hoje se autodenomina como um sistema-mundo. Pois bem, se é assim, se o sistema pode ser mundial e as mercadorias podem andar livremente entre as fronteiras nacionais, assim também as gentes. Dessa forma, não existem ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, claro, isso é sonho e a realidade concreta é que nas ruas de Espanha os imigrantes pobres seguem sendo acossados. Já os que chegam para jogar no Barcelona ou no Real Madri, ou ainda os que aportam em jatos ou navios de luxos, esses são bem vindos e nunca importunados. Afinal, o dinheiro sempre pode ser um bom documento em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-2990823592613686038?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/2990823592613686038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=2990823592613686038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2990823592613686038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2990823592613686038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/de-noite-no-lava-pies.html' title='De noite, no Lava Piés'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-2308966296171485211</id><published>2011-11-14T02:34:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T02:42:17.493-08:00</updated><title type='text'>Uma longa noite espanhola ou a primavera?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H3U8enCvMBE/TsDvtjpWJHI/AAAAAAAAAuA/t4otSJMnkZY/s1600/anonimus.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674799096428635250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-H3U8enCvMBE/TsDvtjpWJHI/AAAAAAAAAuA/t4otSJMnkZY/s400/anonimus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UKYLdc3heRA/TsDvoSbG1NI/AAAAAAAAAt0/dy2ikGyx900/s1600/juventude.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674799005906162898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-UKYLdc3heRA/TsDvoSbG1NI/AAAAAAAAAt0/dy2ikGyx900/s400/juventude.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YzuaaRiIhY0/TsDvgfyy2_I/AAAAAAAAAto/zETAgaj5Sdo/s1600/gente.espa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674798872056224754" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-YzuaaRiIhY0/TsDvgfyy2_I/AAAAAAAAAto/zETAgaj5Sdo/s400/gente.espa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A crise econômica e social está apenas começando&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O que a mídia brasileira chama de movimento de indignados, na Espanha significa outra coisa. É certo que há muita gente indignada e que aproveita as manifestações para dizer a sua palavra, mas o movimento em si surgiu de lutas muito concretas que existem na Espanha desde há muito tempo. Uma delas é a luta das famílias que compraram suas casas e que, com a crise financeira e monetária já não conseguem mais pagar suas dívidas com os bancos. Essa gente, além de perder as casas, ainda fica obrigada a terminar de pagar a hipoteca que contraiu. Por isso, bem antes do 15 de maio, quando a Praça do Sol virou um símbolo da luta popular, o qual acabou dando nome ao movimento que segue até hoje, essa gente já andava por aí reivindicando, fazendo marchas e realizando ocupações nos bancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse essa demanda muito concreta com relação às dívidas hipotecárias, havia também, já bastante organizado, o movimento “Juventude sem futuro”, que teve seu começo nas universidades. Os jovens, observando as mudanças que estavam ocorrendo no país, foram percebendo que ao contrário da geração passada, que viveu algum tipo de bem estar, não teriam a mesma sorte. Não havia moradia, nem saúde, nem educação, não havia futuro. A isso agregaram que se não havia futuro, tampouco haveria medo e desde aí saíram a lutar. Da mesma forma, estavam por aí organizados os anarquistas, comunistas, gente que trabalha com o movimento ecológico, com cooperativas de produção e consumo, enfim, uma série de movimentos sociais organizados que sempre estiveram reivindicando trasnformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as grandes movimentações populares que estavam alterando a vida no mundo árabe, muita gente que andava calada decidiu que poderia ser hora de expressar toda a sua indignação por coisas pontuais que vão desde temas históricos como a questão da república, até o movimento de pais pela guarda compartilhada. Ou ainda desde a liberação da maconha até a luta pelo fim do capitalismo. Então, de repente, pelas ruas estavam aqueles que nunca antes tinha tido coragem de se manifestar. “Nós que andamos nisso há anos ficávamos maravilhados quando saímos numa marcha e lá estava muita gente que não conhecíamos. Porque sempre éramos os mesmos. Depois do 15 de maio, juntaram-se milhares. Isso foi e continua sendo incrível”, diz Erika, do movimento ecológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 15M, como ficou conhecido o movimento, não tem donos. As ruas estão aí para serem ocupadas e as pessoas reivindicam o que querem. Claro que os movimentos que já vêm organizados de longa data, ou os partidos políticos e sindicatos fortes acabam de alguma forma assumindo um protagonismo, porque estão nisso há muito mais tempo. São afinal os que permanecem nas assembléias, os que propõem e elaboram documentos, os que organizam as assembléias nos bairros. Mas, ainda assim, existem muitas pessoas que não estavam ligadas a nenhum movimento e que agora estão envolvidas até a medula no 15M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande mobilização que só cresceu depois da repressão policial no 15 de maio, junto a Praça do Sol, acabou também criando um acampamento na praça, ao estilo do que já havia acontecido em Tunis e no Egito. Mas, por conta da tremenda logística que tinha de ser montada, a proposta do acampamento foi sendo revista. Hoje, pelo menos em Madrid, já não há mais acampamento, mas o movimento segue nas ruas, realizando marchas periódicas e principalmente nos bairros, onde também se organiza semanalmente com assembléias abertas e sistemáticas. Isso acaba sendo mais eficaz dado que as pessoas podem ter sua vida normal de trabalho e de vida, sem deixar de lado a organização. Julia tem 25 anos, uma filha pequena que exige cuidados, mas não deixa de estar nas manifestações, embora não esteja vinculada a nenhum movimento tradicional. “Estão acontecendo muitas demissões, o governo segue cortando verbas nas políticas sociais como, por exemplo, na de cuidados com as crianças, e a maioria acaba nem sabendo que isso acontece. Por isso viemos para as ruas. Para denunciar e barrar esses cortes de verba e de gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os que estão na luta organizada há mais tempo e têm propostas muito claras de transformação do sistema, esse ainda é um momento muito pouco claro, embora cheio de beleza e de esperança. É o que diz Luis Nieto, da organização Paz con Dignidad. “As coisas estão acontecendo de forma muito rápida. Não sabemos onde vai dar. Estamos caminhando e discutindo as coisas, mas não sabemos se isso desembocará numa mudança de sistema ou de modelo de desenvolvimento”. Segundo ele, a Espanha está agora pagando pelos acordos espúrios dos anos 70, na política de transição da ditadura à democracia, que acabou cooptando muita gente, levando o pessoal de esquerda a se retirar do cenário. Agora, o povo está de novo se levantando. Os mais velhos estão de volta na luta, há gente muito jovem querendo mudanças. “Um ano atrás não havia esse movimento, tínhamos muito pouca gente no processo de luta. Hoje temos tudo isso, essa organização, a juventude. Penso que se daqui a um ano ficarem 30% desse povo na luta, já será muito bom para começar um processo de transformação nesse país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Espanha está vivendo um clima pré-eleitoral, de eleições para presidência. Mas, nas ruas, o povo que anda a fazer a luta tem uma coisa bem clara: essa gente não os representa. O PP (Partido Popular) é a velha direita, o PSOE (Partido Socialista Obrero Español) há muito tempo que renegou o socialismo fazendo com que essa palavra perca todo o significado por aqui. E esses são os dois gigantes que estão dividindo as pesquisas, e que acabam sendo muito parecidos na sua forma de atuar. Há outros partidos menores, de esquerda e de direita, mas com muito pouca representatividade. Nas ruas, a voz corrente é a do voto nulo embora os militantes mais organizados, que atuam nos sindicatos ou movimentos sociais sejam mais inclinados ao voto na IU (Izquierda Unida uma coalizão de vários pequenos partidos de esquerda). “De qualquer forma sabemos que nessas eleições ainda não lograremos fazer frente ao sistema”, dizem. O mais provável é que ganhe o PP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim segue a gente de Espanha, cheia de esperança de que algo aconteça pela força da sua mobilização. Como dizem todos, é uma incógnita o que pode acontecer. O certo é que a crise por aqui tende a se aprofundar com cortes no serviço público, desemprego, corte nas políticas sociais, dívidas externas elevadas, enfim, uma realidade que para nós, latino-americanos é muito conhecida, mas que para os europeus mais jovens, que não viveram os duros anos do pós-guerra, se afigura como uma grande tragédia, porque é o fim do chamado estado de bem estar. Nos corredores do poder, novo países da periferia européia, como é o caso de Espanha e Portugal, devem ser a bola da vez, já que a Grécia e a Itália estão aparentemente dominados. Assim, por certo, muita luta ainda deve ser travada por aqui. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-2308966296171485211?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/2308966296171485211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=2308966296171485211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2308966296171485211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2308966296171485211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/uma-longa-noite-espanhola-ou-primavera.html' title='Uma longa noite espanhola ou a primavera?'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-H3U8enCvMBE/TsDvtjpWJHI/AAAAAAAAAuA/t4otSJMnkZY/s72-c/anonimus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-2970886235543276305</id><published>2011-11-10T03:44:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T03:55:03.460-08:00</updated><title type='text'>Vencendo as ciganas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NECAy-EZXCk/Tru59hq-WxI/AAAAAAAAAtc/RCQ_J2wwOHQ/s1600/M1130077.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673332622265047826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-NECAy-EZXCk/Tru59hq-WxI/AAAAAAAAAtc/RCQ_J2wwOHQ/s400/M1130077.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ali estava eu, extasiada diante da mesquita, em pleno centro de Córdoba. Foi quando chegaram as ciganas. Lindas como só elas sabem ser, com seus cabelos negros e dentes de ouro. Cercaram-me com a algaravia que lhes é peculiar. “A ver la suerte niña”. Disse que não, e que, ao contrário, eu lhes poderia ver a sorte. Sorriram, apontando para o bindi que tenho no meio da testa. Uma delas me entregou um galho de alguma planta dizendo que era para dar proteção. Aceitei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outra logo foi me pegando na mão e ainda que eu dissesse que não queria saber do futuro ela foi dizendo coisas acerca do que iria me acontecer. Já não adiantava mais. Eu estava pega na armadilha. Não haveria mais como escapar. Essa é a tática milenar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu conheci os ciganos quando criança, pois em minha cidade natal havia muitos. E ficavam sempre num terreno perto de casa. Era impossível ignorá-los. Para nós, que éramos crianças, parecia um mundo tão misterioso o daquela gente, vivendo nas tendas. As mulheres com seus vestidos coloridos, a música tocada com violinos e os bailes ao redor da fogueira. Coisa mágica. Os adultos diziam para termos cuidado que eles eram ladrões de crianças, mas era impossível não sucumbir diante daquele universo tão diferente do nosso. Ali ficávamos, extasiados. Aprendi com eles que é uma obrigação das mulheres andar a ver a sorte e então, desde aí, sempre paro e dou atenção. Respeito demais essa tradição e esse povo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, nessa fria manhã em Córdoba, a simpática cigana me enganou. Após ler a sorte pediu um trocado. Fui buscar uma moeda. Não aceitou dizendo que moedas traziam má sorte. Tinha que ser dinheiro de papel. “Só tenho 20 euros”, expliquei. Disse que trocaria. Aceitei. Então, quando lhe passei a nota dizendo que lhe daria de bom grado 5 euros, ela agradeceu e disse que era aquilo ali mesmo. Não haveria troco. Zanguei-me. “Tu estás me roubando”. Ela riu, “Seriam 40 euros, uma para cada mão”. E ficou ali um bate-boca que, sabia, não resolveria o problema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi então que decidi apelar para os meus poderes. Tirei os óculos escuros e pedi que me olhasse bem dentro dos olhos. Ela olhou, as demais companheiras acompanhando, sorridentes. Haviam pegado uma trouxa. E eu, tomando-lhe a mão disse, muito séria, os olhos grudados nela: “Eu te respeitei e tu me enganaste. Vou te jogar agora uma maldição. Em menos de dois dias uma tragédia muito grande vai se abater sobre ti e tua família. Ojo, nena, ojo”. Ela sustentou meu olhar e estremeceu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As demais deram um passo atrás. “Es bruja, es bruja”... murmurou, atarantada. E, olhando para as amigas disparou: “dame cambio, dame cambio”... Não tinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, ainda sob a força daquela maldição me disse, “venha, venha, vou trocar o dinheiro”. E se foi, como louca a pedir a um e outro comerciante que trocasse os 20 euros. Voltou e me passou os 15 euros. “Retira a maldição, retira a maldição”, pediu. Eu então disse a ela: “nunca mais engane alguém que está te respeitando como eu estava”. Ela assentiu e parecia que o que mais queria era se ver livre de mim. Peguei meu troco, retirei a maldição e sai. As ciganas ficaram a murmurar. Estavam realmente assustadas. Eu me fui pela rua, sorrindo. Foi uma coisa mágica. Em plena capital do antigo mundo árabe, eu vencia cinco ciganas nas artes do sortilégio e do engano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por primeira vez convenci-me de que de fato, sou bruxa. Naquela mesma hora, no meio da praça quase deserta, tocaram os sinos. Coloquei meus óculos escuros e segui, poderosa...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-2970886235543276305?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/2970886235543276305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=2970886235543276305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2970886235543276305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2970886235543276305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/vencendo-as-ciganas.html' title='Vencendo as ciganas'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NECAy-EZXCk/Tru59hq-WxI/AAAAAAAAAtc/RCQ_J2wwOHQ/s72-c/M1130077.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3660897978671312327</id><published>2011-11-08T06:51:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T07:03:16.432-08:00</updated><title type='text'>Eu voto no Irineu</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2w2UJVLKWAE/TrlDkiSjmpI/AAAAAAAAAtQ/dyyWOL51cWE/s1600/irineu.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672639500608838290" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-2w2UJVLKWAE/TrlDkiSjmpI/AAAAAAAAAtQ/dyyWOL51cWE/s400/irineu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sou uma dessas pessoas que tem o privilégio de amar o que faz. Coisa rara. E ao amar o trabalho que realizo, acabo também amando o lugar onde isso é possível: a universidade federal. Por isso, quando chega o tempo das eleições para reitor eu trato de me posicionar. Porque acredito que é assim que tem de ser. E, apesar de esse ano ser o ano mais estéril no que diz respeito à política universitária, eu não tive muitas dúvidas em definir o meu voto. É do Irineu. Resta agora dividir com vocês as explicações.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitas são as coisas que ouço pelo campus com relação aos candidatos. Principalmente sobre o Irineu. Uns dizem que ele é cria do rodolfismo, essa nefasta forma de fazer política, marca do Rodolfo Pinto da Luz, de fomentar a prática do favor. Pode ser que seja. Mas, mesmo aqueles que nascem nas piores famílias podem se transformar e caminhar para estradas mais interessantes. Lembro-me do meu querido amigo Assis, que fazia sua autocrítica: “eu já fui da direita, elaine. Não sou mais”. E era verdade. Foi um dos mais aguerridos lutadores dessa universidade. Inesquecível, com sua pasta marrom, a desenterrar números, dados e índices.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outros dizem que o Irineu tem um projeto pessoal de ser reitor. E eu rezo a deus que sim, que isso seja mesmo verdade. Porque é óbvio que é preciso ter um projeto pessoal para se colocar nessa difícil tarefa. Imagino também que os demais candidatos tenham o mesmo projeto. Porque seria diferente com o Irineu? Ele é um homem sério, dedicado que sempre teve um sonho: o de ser reitor do lugar que ele mais ama, que é a universidade. Acho isso uma qualidade rara e não um problema. Ele tem se preparado para isso toda sua vida. É bonito de ver. Não é qualquer um que assume isso, com verdade e firmeza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais alguns dizem que a candidatura do Irineu não nasceu da discussão coletiva. Aí está uma meia verdade. Nasceu sim, da discussão coletiva de um grupo que nunca deixou de pensar a universidade, escrevendo sobre seus problemas, propondo, elaborando. Não veio da massa, é fato. Mas qual das outras veio? E como poderia vir se as categorias de trabalhadores andam tão desmobilizadas, assim como os estudantes a pensar apenas sobre seus problemas mais imediatos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois o Irineu, para mim, reúne muitas virtudes. Foi um trabalhador técnico-administrativo exemplar, um chefe justo, um companheiro presente, e hoje é um professor dedicado. Na última campanha para reitoria, quando Nildo Ouriques era candidato, esteve na luta pela mudança, assumiu as propostas construídas coletivamente pelo grupo que, com Nildo, queria tornar real uma universidade nova, livre, participativa. Hoje, quando ele assume para si essa tarefa, e incorpora as propostas que há quatro anos nos seduziram, não há dúvidas sobre o que escolher.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu voto no Irineu, porque quero mudanças. Irineu é sério, é honesto, é competente. Ele sabe como fazer para mudar a UFSC. Não será perfeito, é claro, ninguém o é. E Nós estaremos aí, cobrando e exigindo o cumprimento das promessas. E será uma beleza ver um dos nossos na direção da UFSC, ah, isso será!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3660897978671312327?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3660897978671312327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3660897978671312327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3660897978671312327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3660897978671312327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/eu-voto-no-irineu.html' title='Eu voto no Irineu'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2w2UJVLKWAE/TrlDkiSjmpI/AAAAAAAAAtQ/dyyWOL51cWE/s72-c/irineu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-776188362717121935</id><published>2011-11-03T10:43:00.001-07:00</published><updated>2011-11-03T10:46:26.474-07:00</updated><title type='text'>A Globo se protege</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem certos assuntos que dão uma preguiça. Um deles, pelo menos para mim, é a rede Globo. Empresa nascida no período militar, abençoada pela Time Life, veio para criar a idéia de um “estado nacional”, sob o ponto de vista dos militares, é claro. Depois, ao longo da sua vida como empresa, sempre de braços dados com o poder. Não importa qual seja. E, nesses anos todos, o jornalismo que pratica é o que interessa aos donos do poder. Ou seja, no mais das vezes, nem jornalismo é. Propaganda, como bem diz Noam Chomsky. É certo que, vez ou outra, um determinado repórter escapa dessa lógica e consegue produzir jornalismo de qualidade, mas é raro. O que também às vezes ocorre é que, como ensinou Adelmo Genro, alguns fatos por si mesmo são tão eloqüentes que transcendem qualquer possibilidade de manipulação. Mas, o que é certo é que o jornalismo global é porta-voz do poder. Não se importa com a vida das gentes, essa gente real, que luta e protesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, não pode causar espanto que existam por aí afora pessoas que sintam vontade de repudiar com mais veemência essa prática nefasta de mau jornalismo. Há os que fazem análises ácidas, mas se comportam de forma respeitosa. Há os que escracham, os que xingam, os que são bem deselegantes. Mas há também os que chutam o balde mesmo. Talvez porque tenham aprendido que no Brasil tentar fazer as coisas “por dentro da ordem” não dá muito resultado. Por isso, por aí andam esses que fazem aparições nos momentos em que os repórteres globais estão ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia acabaram derrubando uma repórter e o caso virou notícia nacional através das redes sociais. Enfastiada, acabei lendo bastante coisa que saiu e não me surpreendeu que a maioria dos comentários fosse de repúdio aos manifestantes. Alguns chegaram a dizer que era um ataque ao jornalismo. Bueno, ainda com preguiça, resolvi entrar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de uma campanha salarial que fizemos em Santa Catarina na qual se desencadeou a “operação papagaio de pirata”. Nela, alguns colegas se postavam atrás dos repórteres da RBS que entrassem ao vivo, protestando, com cartazes, sobre os baixos salários no estado. Foi um momento histórico da luta dos jornalistas em Santa Catarina, até hoje lembrado com orgulho. Não era um ataque ao “jornalismo”, mas um ousado e criativo protesto contra a rede que mais explorava jornalistas naqueles dias. E não foram poucos os que condenaram a eficaz forma de luta dos jornalistas, alguns apelando para o que chamavam de “desrespeito aos colegas”. Ora, não era. Pelo contrário. Era amor pelos companheiros explorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vejo esses ataques que andam acontecendo junto aos repórteres da Globo como um saudável protesto contra os péssimo serviços da emissora. E, finalmente, um protesto que se pode ver, justamente pela radicalidade do grupo. Não os comparo com vândalos ou baderneiros. Devem ser criaturas que querem ser escutadas e encontraram nessa forma a mais eficaz. E vejo que tem dado certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso leve os big boss da Globo a pensar um pouco sobre o que andam fazendo. Que tipo de jornalismo é esse que, num país democrático, precisa de segurança para se fazer? Não seria isso um sintoma claro de que algo está podre no reino da platinada? Perguntas que qualquer profissional sério se faria. Mas, qual! A primeira resposta da Globo foi, pasmem, demitir os trabalhadores que faziam a segurança da equipe. E a segunda atitude foi anunciar que agora os repórteres que entrarem ao vivo serão cercados por um aparato de proteção contra vândalos. Interessante isso! Mais uma trincheira impedindo a verdade de entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, aqui da periferia da periferia, no sul do sul, não tenho dúvidas. Esse povo aí não está agredindo as pessoas, nem o jornalismo. Estão protestando contra a mentira, a manipulação e ao descaso com a vida real. E quer saber? Gosto disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-776188362717121935?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/776188362717121935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=776188362717121935' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/776188362717121935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/776188362717121935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/globo-se-protege.html' title='A Globo se protege'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-4287479113390826427</id><published>2011-11-03T03:29:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T03:30:54.427-07:00</updated><title type='text'>De PT, lutas e Lula...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sou filha das CEBS, não posso negar. Foi com os padres vermelhos que adentrei nesse mundo da luta popular. Através deles conheci o PT. Era repórter em Caxias do Sul em 1983 e já ajudava na campanha da então candidata pelo partido naquela cidade, a Geci Prates, uma mulher valente como poucas. Naqueles dias ela era do Sindicato dos Gráficos e enfrentava a conservadora cidade criando o PT e a CUT. Era uma guerreira. Eu trabalhava na RBS e não perdia oportunidade de dar espaço para a Geci. Lembro com carinho do seu riso e da sua fortaleza. Aprendi muito com ela. Desde então, sempre estive nas campanhas petistas e acreditei que era possível construir uma proposta de poder para o país. Desde aí, que em 1989 estive de cabeça na campanha de Lula para presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles dias eu já morava em Florianópolis e lembro que montávamos bazares na Esquina Democrática a vender botons e outros materiais de campanha. Era um frisson e éramos um grupo bonito de pessoas que sonhavam com um Brasil diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o tempo foi passando e as coisas mudando. Inclusive o PT. Quando Lula finalmente chegou à presidência em 2003 já não era mais com aquele projeto pensado nos anos 80. Ainda assim, votei nele, embora já estivesse madura o suficiente para saber que seu governo não passaria de algumas reformas. Mas, o que veio foi “mais pior”, como diria minha avó. Poucos meses depois de assumir o governo Lula impôs uma reforma da Previdência, uma reforma que tirava direitos. Foi um furdunço, porque a gente reagiu na hora. Não aceitaríamos. Naqueles dias eu estava na direção do Sindicato dos trabalhadores da UFSC. E iniciamos nossa luta contra a reforma do Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi coisa difícil de fazer porque todos os amigos ainda acreditavam que o governo iria fazer coisas boas. Nossos velhos companheiros nos viravam a cara, nos xingavam e acusavam de fazermos o “jogo da direita”. E a gente permaneceu firme na crítica. Recusávamos a ficar cegos diante das evidências. E a reforma da previdência passou, assim como a reforma sindical, as privatizações, os transgênicos, as políticas compensatórias, os fundos de pensão, a previdência privada e tantas outras coisas horrorosas, antes tão combatidas. O movimento sindical foi se domesticando, parte do movimento popular também. E parecia que já mais ninguém podia ver que o rei estava nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que nunca havia endeusado o Lula, tampouco sofri com a guinada que ele deu na direção da elite predadora deste país. “Nunca antes os bancos ganharam tanto como no meu governo”, ele disse, com orgulho. E é verdade. Apenas entendi que ali estava um político que, tendo todas as condições de avançar (com a aprovação popular que tinha) preferiu ajoelhar diante do capital. Isso tampouco é novidade. Raros são os que conseguem fugir da sedução da mosca azul.&lt;br /&gt;Assim, tenho toda a convicção que a história - o implacável tempo que passa – haverá de mostrar com mais claridão o que significou o governo Lula para o movimento social e sindical desse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lido coisas horríveis sobre a doença dele. Como ouvi da do Hugo Chávez, quando admitiu que tinha câncer. Tampouco me surpreende. Sobrevive, forte, uma direita insaciável, sempre arreganhando os dentes, querendo mais do que já tem. E ninguém é poupado. Nada vou falar sobre isso, pois as dores humanas nos alcançam a todos. Lula agora vive as suas, como qualquer mortal. Aonde vai se tratar não é o ponto. Posso, e devo, falar do político Lula. E esse, na minha insignificante opinião, perdeu grande chance de mudar a história do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para mim no espelho e nunca me envergonho do passado, de filha das CEBs e da militante petista que fui. Aprendi muito na caminhada. E uma certeza me pulsa: quem mudou não fui eu! Caminhando sigo, à esquerda!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-4287479113390826427?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/4287479113390826427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=4287479113390826427' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4287479113390826427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4287479113390826427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/de-pt-lutas-e-lula.html' title='De PT, lutas e Lula...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-4241611027055132068</id><published>2011-11-02T13:27:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:29:13.292-07:00</updated><title type='text'>Minha alma caipira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desde pequena minha vida foi embalada pela viola caipira. Coisa inusitada, já que morava no interior do Rio Grande. É que o meu pai tinha um profundo amor por essa cultura do homem do interior, e tanto que criou um personagem na rádio Fronteira do Sul, onde trabalhava. Era o Nhô Zé, um caipira que reunia histórias e causos da vida do campo, mescla de gaudério e tropeiro. E foi com ele que aprendi a amar esse som que toca a alma da gente e nos remete ao interior de nós mesmos. A viola, a toada, o repente, a catira, o cateretê, ritmos que brotam do mais profundo sentimento das gentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um desses mestres da música caipira que eu aprendi a amar é Adauto Santos. Cantor, compositor, violonista e violeiro dos bons. Mesclava a MPB com a música caipira e era capaz de contar lindas histórias como a que narra na canção “Triste Berrante”, um hino dos boiadeiros. Um lamento contra o desenvolvimento sem coração!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/2iXETSTUefU" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-4241611027055132068?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/4241611027055132068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=4241611027055132068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4241611027055132068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4241611027055132068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/11/minha-alma-caipira.html' title='Minha alma caipira'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/2iXETSTUefU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-2326754512784739924</id><published>2011-10-28T12:34:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T12:46:02.979-07:00</updated><title type='text'>31 de outubro - Dia do Saci</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesses dias em que a mente colonizada celebra o Dia das Bruxas (que é uma bonita festa nos EUA), nós, recuperando nossos velhos mitos, celebramos o Dia do Saci. E para quem não conhece a história desse negrinho de uma perna só, que carrega o barrete vermelho da liberdade e fuma um petenguá, segue a belíssima produção de Rudá K. Adrade e Sylvio do Amaral Rocha: Somos todos Sacys.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vale a pena ver o filme inteiro... é bonito demais! Viva o saci!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="265" src="http://player.vimeo.com/video/11609651?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" frameborder="0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/11609651"&gt;Somos Todos Sacys&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/confraria"&gt;Confraria Produções&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-2326754512784739924?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/2326754512784739924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=2326754512784739924' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2326754512784739924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2326754512784739924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/31-de-outubro-dia-do-saci.html' title='31 de outubro - Dia do Saci'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1011298411343327809</id><published>2011-10-27T05:26:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T05:29:28.554-07:00</updated><title type='text'>O Abdon!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HFIMNVCjJOY/TqlOXKc3iPI/AAAAAAAAAsU/Z-W3cMt6png/s1600/DSC05304.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668147765871872242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-HFIMNVCjJOY/TqlOXKc3iPI/AAAAAAAAAsU/Z-W3cMt6png/s400/DSC05304.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No Centro Sócio-Econômico da UFSC, por onde circulam centenas de alunos dos cursos de Economia, Serviço Social, Administração, Contábeis e até do Direito, duvido que exista alguém mais bem informado do que Abdon. E ele nem aluno é. Atende na lanchonete &lt;em&gt;Assim Assado&lt;/em&gt;, que fica na entrada do Centro. Chega todos os dias às 10h e já tem o resumo completos dos fatos que estão na crista da onda mundial. Compreende a política venezuelana, sabe das crises da vida boliviana, conhece os ideais de Bolívar, acompanha todos os acontecimentos na África árabe, sabe das mazelas do continente negro, discute a política nacional, faz críticas à revista Veja (reduto da mentira) e aos meios televisivos. O Abdon sabe tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse tudo isso ele ainda é flamenguista. E discute tudo sobre o time, apaixonado e desprovido de qualquer razão, como bem cabe a um fanático torcedor. Com ele não tem tempo ruim. Está sempre alegre e disposto a um bom papo. Ente um salgado, um café, uma torta, ele aprende e ensina. É uma dessas pessoas capazes de tornar o mundo mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias eu compro meu pão com manteiga e tomo minhas lições diárias com Abdon. Com ele compartilho idéias e risos. Coisa cada dia mais rara de acontecer. Hoje de manhã eu cheguei e perguntei: - E aí Abdon, qual é boa? E ele, abrindo os braços, no seu jeito expansivo: A China vai salvar a Europa. Por essa nem Mao Tsé Tung esperava, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim é o Abdon, um jornal ambulante. Mas, alto lá. Não é qualquer jornal. É crítico e formador. Coisa rara também! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1011298411343327809?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1011298411343327809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1011298411343327809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1011298411343327809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1011298411343327809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/o-abdon.html' title='O Abdon!!!'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HFIMNVCjJOY/TqlOXKc3iPI/AAAAAAAAAsU/Z-W3cMt6png/s72-c/DSC05304.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-6586952714701452625</id><published>2011-10-27T04:51:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T04:54:49.004-07:00</updated><title type='text'>Caminhar é uma questão vital</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Rubens Lopes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caminhar é essencial para a vida. Digo não só no sentido físico, mas também caminhar por um objetivo, um ideal. Assim, para mim tem-se tornado o ato de escrever. Escrever é uma questão vital, como caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa manhã fui caminhar até a praia do Campeche, onde (passados quatro anos) pela primeira vez vi o mar, na companhia do querido Stive Biko, o cachorro da casa, que recebeu seu nome em homenagem ao grande lutador africano. Ali ele também desvirginou os olhos diante do mar, quase que com o mesmo espanto que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, na praia, vi uma bela imagem, que muito me impressionou, tanto pela luz da manhã como o que ela tinha a dizer. Era um pescador, que usando chapéu de palha, bermud e camiseta, descalço caminhava na praia. A luz do sol refletida pela água lhe deu uma silhueta definida de claro-escuro contra a luz. Fiquei admirado diante daquela imagem cheia de significados. A imagem do homem do mar diante daquela imensidão aparecia apenas como um punctum, toda a beleza da espuma das ondas que chegam até a praia, aquela luz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi isso que me levou a pensar sobre o ato de escrever e o que ele partilha com o caminhar. Ainda não caminhei nem um terço da vida e apenas começo a engatinhar na escrita. Assim, como na minha pequena caminhada, ao escrever às vezes titubeio, caio, me levanto, me machuco e levo comigo as cicatrizes para contar das dores que já vivi. Mas também levo muitas alegrias, memórias de lugares por onde caminhei, imagens, sons, pessoas, sorrisos e até lágrimas comungadas. Tudo isso me ajudou na caminhada e a ter as ideias que tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, continuo a caminhar e a escrever com um objetivo em mente: me tornar um jornalista. Mas, assim como o poeta, acredito que o sentido da caminhada não está nem no início nem no fim, e sim no meio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-6586952714701452625?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/6586952714701452625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=6586952714701452625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6586952714701452625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6586952714701452625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/caminhar-e-uma-questao-vital.html' title='Caminhar é uma questão vital'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8089271842671734044</id><published>2011-10-27T03:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T03:21:06.886-07:00</updated><title type='text'>A Noite Humana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Por Raul Fitipaldi. - &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Aos jovens&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em Desterro, 23 horas, as costas doendo, os olhos vermelhos de emoção e cansaço, o pensamento sobrevoa por cima da nossa América do Sul, linda, algo morna hoje, desde a latitude 27 até a Província de Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tati de Almeyda, mãe das Madres de Plaza de Mayo, proclamou: “Meu país não sabe de vingança, sabe de justiça”. E sabe de JUSTIÇA! Trás a constante luta do povo argentino e latino-americano, o resultado desejado começa a se desenvolver, a justiça histórica ocupa seu lugar e 12 repressores da ditadura argentina, que seqüestraram, violaram, torturaram e desapareceram estudantes, trabalhadores, homens e mulheres, obtiveram a sentença esperada: cadeia perpétua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime nunca, em nenhum caso deve ser esquecido. Jamais o covarde pode ficar ileso pela sua sanha, pela sua ilegalidade, pela sua imbecilidade de acreditar-se acima dos outros por ter a cumplicidade imunda da classe social e política à qual serve. Jamais deve o violador ser isentado, jamais o torturador deve ficar livre, jamais o vil açougueiro que moeu a carne inocente pode caminhar junto das pessoas comuns, dos cidadãos livres. Jamais o assassino de aluguel, a serviço dos impérios viciados em ódio, pode ocupar o espaço das gentes, nunca quem se serviu da brutalidade pode ter o prêmio da amnésia social. Nem o esquecimento nem o perdão lavarão a alma da democracia. Jamais o esquecimento e o perdão trarão paz, harmonia, lucidez e futuro. Jamais o medo tratará felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos jovens preciso dizer, que estas democracias nas quais foram nascendo, pobres, imperfeitas, precárias, mas, que hoje fazem da América Latina algo bem mais interessante que um Império decadente, que uma Europa doentia e invasora, servil, bajuladora dos Estados Unidos, foram possíveis pelo sangue valente, rico, pacífico, sonhador e humanista de milhares de estudantes, de trabalhadores, de mães, de poetas, artistas, intelectuais que o derramaram a serviço do futuro que se começa a perfilar, algo melhor tal vez, que os da minha geração poderíamos ter sonhado quando o coturno retorcia nossas cabeças contra o asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na memória dos nossos irmãos caídos, desparecidos, desses corpos jovens, bonitos, que foram destruídos de forma miserável, jogados desde aviões ao mar, enterrados em lixões, nos fundos de quartéis, em fazendas, calcinados, desaparecidos, que hoje levantamos nossa voz mostrando nossa felicidade, porque o julgamento acontecido umas horas atrás na Argentina, a aprovação pelo Senado brasileiro da Comissão da Verdade sobre as violações cometidas em nosso país desde 1946 a 1988 e a decisão no Uruguai da sua Câmara Alta de acabar com a Lei de Caducidade que impedia julgar aos assassinos da ditadura uruguaia (se aprovada na Câmara Baixa), só trarão paz, unidade e justiça aos nossos povos, e darão um duro golpe na impunidade da qual gozaram os setores dominantes das nossas sociedades, 500 anos exploradas, torturadas e desmembradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens, aos quais se negou a Verdade da História, precisam conhecer e compreender o que aconteceu nos seus países, e o caminho que traçaram os povos marchando incansavelmente durante mais de meio século, para que nunca mais, estes jovens, e os que virão, despareçam por defender seus legítimos direitos. Uma noite destas, na Argentina, no Brasil e no Uruguai abre as portas amorosas da Nova Era que desde o início deste século vive América Latina, com defeitos, muitos, demasiados talvez, mas, em democracia, que no rumo que assumimos, um dia será direta e para todos. Como dizem os ativistas hondurenhos: “a lei já é igual para todos, precisamos que a Justiça também seja”. Juntos, vamos construir os próximos passos. Esta Noite Humana foi um bom começo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8089271842671734044?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8089271842671734044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8089271842671734044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8089271842671734044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8089271842671734044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/noite-humana.html' title='A Noite Humana'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-4878859791999417458</id><published>2011-10-25T09:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T09:18:07.480-07:00</updated><title type='text'>"Já passamos da fase do descontentamento"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WxogPTCBlDk/TqbhHe9A6EI/AAAAAAAAAsI/3RcB22t880s/s1600/camila.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 189px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WxogPTCBlDk/TqbhHe9A6EI/AAAAAAAAAsI/3RcB22t880s/s400/camila.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667464699776657474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255); "  &gt;Em entrevista no jornal El Mostrador, do Chile, Camila Vallejo, presidente da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, mostra o quanto o movimento está forte e consciente do que representa para o país e para toda América Latina. Segundo ela, o que acontece hoje no Chile não é fruto de uma mobilização espontânea, mas sim resultado de um longo processo de luta contra a injustiça e na busca por uma alternativa para o país. “Entendo a luta dos indignados, mas no Chile nós já passamos da fase do descontentamento”, afirmou, ao ser indagada se o movimento estudantil estaria na mesma linha do movimento dos “indignados” europeus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;América Latina na frente!!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; color: black; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-4878859791999417458?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/4878859791999417458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=4878859791999417458' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4878859791999417458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4878859791999417458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/ja-passamos-da-fase-do-descontentamento.html' title='&quot;Já passamos da fase do descontentamento&quot;'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WxogPTCBlDk/TqbhHe9A6EI/AAAAAAAAAsI/3RcB22t880s/s72-c/camila.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3343539277224543974</id><published>2011-10-21T09:20:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T09:22:48.015-07:00</updated><title type='text'>O dia do Saci Pererê</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não há nada mais servil do que se deixar dominar culturalmente. Quando a força das armas vem, pode-se até entender. Mas quando o domínio se dá de forma sub-reptícia, via cultura, parece mais letal. O Brasil vive isso de forma visceral. A música estadunidense invade as rádios e a juventude canta sem entender a mensagem. No comércio abundam os nomes de lojas em inglês e até as marcas de roupa ou sapato são na língua anglo-saxônica, “porque vende mais” dizem as atendentes. Nas vitrines, cartazes de “sale”, ou “50% off” embandeiram a escravidão cultural. E tudo acontece automaticamente, como se fosse natural. Não é!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Outra prática que vem invadindo as escolas e até os jardins de infância é a comemoração do Halloween, o dia das bruxas dos estadunidenses. Lá, no país de Obama, esta data, o 31 de outubro, é um lindo dia de festividades com as crianças, no qual elas saem fazendo estripulias, exigindo guloseimas. Tudo muito legal dentro da cultura daquele povo, que incorporou esta milenar festa irlandesa lá pelo início do 1800. Nesta festa misturam-se velhas lendas de almas penadas, de gente que enganou o diabo e outras tantas comemorações pagãs. Além disso, hoje, ela nada mais é do que mais uma boa desculpa para frenéticas compras, bem ao estilo do capitalismo selvagem, predador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Aqui no Brasil esta festa não tem qualquer razão de ser, exceto por conta das mentes colonizadas, que também associam o Halloween ao consumo. Não temos raízes celtas, nem irlandesas ou inglesas. Nossas raízes são outras, Guarani, Caraíba, Tupinambá, Pataxó... Nossos mitos – e são tantos – guardam relação com a floresta, com a vida livre, com a beleza. O mais conhecido deles é ainda mais bonito, fala de alegria e liberdade. É o Saci Pererê. Uma figurinha buliçosa que tem sua origem nas lendas dos povos originários, como guardião das generosas florestas que garantiam a vida plena das gentes. Com a chegada dos povos das mais variadas regiões da África, o menino guardião foi agregando novos contornos. Ficou negro, perdeu uma perna e ganhou um barrete vermelho na cabeça, símbolo da liberdade. Leva na boca um cachimbo (o petyngua), muito usado pelos mais velhos nas comunidades indígenas. Sua missão no mundo é brincar, idéia muito próxima do mito fundador de quase todas as etnias de que o mundo é um grande jardim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Pois é para reviver a cada ano as lendas e mitos do povo brasileiro que vários movimentos culturais e sociais usam o 31 de outubro para comemorar o Dia do Saci. Com atividades nas ruas, as gentes discutem a necessidade da libertação - coisa própria do Saci - das práticas culturais colonizadas. Ao trazer para o conhecimento público figuras como o Saci, o Caipora, o Boitatá, o Curupira, a Mula Sem Cabeça, todos personagens do imaginário popular, busca-se, na brincadeira que é próprias destes personagens mitológicos, incutir um sentimento nacional, de brasilidade, de reverência pela cultura autóctone. Não como sectária diferença, mas como afirmação das nossas raízes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black; "&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Em Florianópolis, quem iniciou esta idéia foi o Sindicato dos Trabalhadores da UFSC, que decidiu instituir o 31 de outubro como o Dia do Saci e seus amigos. Assim, neste dia, durante vários anos, os mitos da nossa gente invadiam as ruas, não para pedir guloseimas, mas para celebrar a vida. Tendo como personagem principal o Saci, o sindicato discutia a necessidade de valorizarmos aquilo que é nosso, que tem raiz encravada nas origens do nosso povo. Mas, agora, sob outra direção, que não conspira com estas idéias de nacionalismo cultural, o Saci não vai sair com a pompa usual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mas, não tem problema, porque ainda assim, prenunciando seu dia, por toda a cidade, se ouvirão os loucos estalos nos pés de bambu. É porque dali saem, às carreiras, todos os Sacis que estavam dormindo, esperando a hora de brincar com as gentes. Redemoinhos, ventanias, correrias e muito riso. Isso é o Saci, moleque danado, guardião da floresta, protetor da natureza. Ele vem, com seus amigos, encantar o povo, fazer com que percebam que é preciso cuidar da nossa grande casa. Não virá pela mão do Sintufsc, mas pelo coração dos homens, mulheres e crianças que estão sempre em luta contra as maldades do mundo. O Saci é protetor da natureza e vai se unir a todos nós, os que batalham contra os vilões do amor. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Ah Saci, eu vou te esperar... Que venhas com o vento sul...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3343539277224543974?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3343539277224543974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3343539277224543974' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3343539277224543974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3343539277224543974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/o-dia-do-saci-perere.html' title='O dia do Saci Pererê'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-2007175523109964590</id><published>2011-10-19T06:00:00.001-07:00</published><updated>2011-10-19T06:01:26.945-07:00</updated><title type='text'>A luta indígena em Santa Catarina</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Um júri popular definiu, na última terça-feira (18/10), que oito pessoas da etnia Kaikang são as culpadas pela morte do fazendeiro Olices Stefani, ocorrida em fevereiro de 2004, na cidade de Abelardo Luz, durante um conflito envolvendo agricultores e indígenas. A decisão é estranha porque, segundo o CIMI, não foram apresentadas provas quanto a quem realmente foi o autor do disparo que acabou matando o fazendeiro na madrugada daquele carnaval. Mesmo assim, quatro deles foram condenados a seis anos de prisão pelo assassinato e outros quatro, condenados a nove anos, acusados também de cárcere privado. Segundo Jakson Santana, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), de Chapecó, a condenação não se sustenta e é muito mais uma condenação ao movimento dos indígenas pela demarcação de suas terras do que da morte em si. “Qualquer pessoa poderia ter matado o fazendeiro. Era madrugada, no meio do nada. Não há provas de que foram os índios.” &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A morte de um dos mais importantes fazendeiros da cidade de Abelardo Luz, que era também representante do Sindicato Rural, se deu num contexto de conflito, quando, em fevereiro de 2004 os Kaigang ocuparam uma fazenda na luta pela demarcação de suas terras ancestrais. Havia um processo correndo na Funai, mas tudo estava parado, como é comum quando se trata das terras indígenas. Desde 1998 esse grupo de Kaigang estava acampado em uma pequena extensão de três hectares, esperando que suas terras fossem definitivamente demarcadas para que pudessem viver em paz. Historicamente a etnia Kaigang ocupava um vasto território que vai desde a região do Rio Tietê, em São Paulo, até o Rio Grande do Sul. Com a expansão das fronteiras agrícolas, essa etnia foi sendo empurrada para outros espaços e muitos grupos foram completamente dizimados. A chegada dos colonos estrangeiros, que vinham para o Brasil acreditando nas belas propagandas que o governo fazia, de terra boa, fértil e vazia, acabaram sendo os principais algozes, pois, ao chegarem se deparavam com a fúria dos autóctones. E, visando garantir seus direitos – oferecidos pelo Estado – não se furtavam de matar e “limpar a área”. Não bastasse isso ainda havia os aventureiros, que adentravam o Brasil profundo grilando terra e arrasando a vida que por ali estivesse. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Na cidade de Abelardo Luz, oeste de Santa Catarina, os conflitos de terra são seculares. Mas, no que diz respeito aos Kaigang, foi na década de 50 que o próprio Serviço de Proteção ao Índio (SPI) deu a pá de cal na expulsão dos indígenas da área conhecida como Toldo do Imbu, hoje reivindicada pelos Kaigang. Segundo lembranças de um velho índio que era chefe do grupo na região, Otávio Belino, compiladas por Egon Heck, do Cimi: “naqueles dias eles chegaram, com jagunços armados, e foram colocando todas as nossas coisas num caminhão. Eles nos caçaram e tiraram todo mundo da terra, amarrado. Essa terra sempre foi nossa”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas, como conta Belino, os índios foram tirados à força, com o apoio dos grandes proprietários da região, que hoje assumem uma posição de vítimas. Foi por conta dessa história que, nos anos 90, os Kaigang recrudesceram a luta por aquilo que era deles por direito. A Funai abriu processo para regularizar a área, não sem antes haver toda uma articulação promovida pelos poderosos da região para impedir, até porque as terras roubadas dos índios hoje estão na mãos – em maior volume – dos grandes fazendeiros. É certo que existem pequenos produtores também vivendo na área, mas esses não são os maiores entraves à demarcação. Ressarcidos, eles poderão seguir com suas vidas de pequenos agricultores, já que não são exploradores capitalistas. O que pega mesmo é a pequena parcela de grandes proprietários que transformaram as terras indígenas em empresas rurais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O crime&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A situação que acabou na morte do fazendeiro Olices Stefani é cercada de fatos confusos. Os 250 Kaigangs que lutavam pela demarcação de suas terras decidiram ocupar uma fazenda à margem de uma estrada, visando pressionar a Funai, uma vez que o processo estava engavetado e eles estavam morrendo à míngua num espaço minúsculo, no qual não podiam sequer plantar. A ocupação já durava três dias e havia levantado polvorosa na cidade. Os fazendeiros, liderados pelo Sindicato Rural, pressionavam o governo para que os indígenas fossem retirados, afinal, uma ocupação sempre acaba rendendo debates e isso não seria bom para os que se diziam “donos” da terra que era, na verdade, dos índios. Quatro dias depois da ocupação, em pleno carnaval, por volta da uma hora da manhã, os fazendeiros entraram na fazenda ocupada. O que se seguiu só os que lá estavam podem contar. No meio da madrugada, assustados, os Kaigang imaginaram que seriam massacrados, afinal, a jagunçagem é bem conhecida por aqueles que lutam pelos seus direitos. O fato é que houve um disparo e o fazendeiro acabou morto. Mas, ninguém sabe quem disparou. Os indígenas negam que tivessem armas. O fazendeiro, segundo relatos do Cimi, tinha muitos desafetos na região. “Quem pode garantir que não tenha sido um crime a calhar. E além de tudo, botando a culpa nos índios. Tudo é muito obscuro. E o que esses fazendeiros foram fazer na ocupação, de madrugada, em pleno carnaval?” Essas perguntas ficam sem resposta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Um seminário promovido pelo Senado Federal, na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, poucos dias depois do conflito, dá conta de como o governo e os fazendeiros estavam lidando com a questão indígena no local. Diz o representante do secretário da Agricultura de SC,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="textoconteudogeral"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt; Ari Neoman: "Estamos no centro do problema, já que de um lado estão os agricultores, que produzem não apenas para comer, mas também para exportar, aumentando a balança comercial do país. E de outro os índios, que necessitam de suas terras para viver". Ou seja, quem teria mais poder aí? Os índios ou os que aumentam a balança comercial? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="textoconteudogeral"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Também participou da reunião o representante do prefeito de Seara, procurador Paulo Vantuin, que disse ser um absurdo a Funai querer aumentar as terras indígenas de 900 para 5 mil hectares, pois isso prejudicaria 1.300 pessoas que ocupam a região. E argumenta: “Entendemos também a situação dos índios, mas as famílias que estão na região há mais de cem anos não podem sair tão prejudicadas."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt; Ora, os indígenas, que vivem ali há centenas de anos, podem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="textoconteudogeral"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;O fazendeiro Ilson de Sousa foi mais longe e falou que há uma “indústria da criação de áreas indígenas no país”. Exigindo a prisão desses que, segundo ele, formam a tal indústria, ainda “acusou” os Kaignag de não trabalharem e também de possuírem carros, celulares e imóveis. "Se os índios têm tudo isso, para que querem mais terras?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt; Se isso fosse um argumento válido então caberia aqui também perguntar se ele mesmo, o fazendeiro, tem celular, carro e não trabalha (quem trabalha são os empregados), por que precisa também das terras? Isso mostra o tremendo desconhecimento da realidade cultural dos indígenas e mais, expressa o preconceito, o racismo e a intolerância. Nada mais natural num grande proprietário de terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O hoje&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="textoconteudogeral"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;O fato é que o resultado daquela madrugada obscura foi a morte de um fazendeiro e, agora, a condenação de oito Kaigang. Os indígenas seguem afirmando que não mataram o fazendeiro. Não há provas contundentes de que foram eles, mesmo assim estão condenados. A defesa diz que vai apelar, pois só o argumento de que não há como saber quem atirou, inviabiliza uma condenação. Mesmo assim, o caso haverá de arrastar-se. Os indígenas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Albari José Oliveira Santos, Valdecir Oliveira Santos, Mauri Santos Oliveira e Vanderlei dos Santos tiveram penas de nove anos, e Marciano Oliveira dos Santos, César Galvão, Vanderlei Felizardo e Claudir da Silva tiveram penas de seis anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A condenação tampouco “resolve” a questão dos conflitos de terra naquela região, porque esse não é um caso de polícia. A demarcação das terras Kaigang é direito de um povo que, como bem lembra o velho chefe Belino, foi retirado à força de seu lugar de vida, para que as terras pudessem ser vendidas pelo próprio estado. Hoje, as famílias de grandes e pequenos proprietários que reivindicam estar na terra há décadas, precisam compreender que ela lhes foi vendida de forma irregular e ilegalmente, à custa da violência e da morte. Já os que simplesmente grilaram a terra, esses não devem nem ser escutados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O triste episódio daquele fevereiro de 2004 pelo menos fez com que a questão dos Kaigang saísse da gaveta. O processo que estava parado seguiu seu rumo. Já foi feito o levantamento fundiário e começam a ser pagas as benfeitorias que foram feitas na área. A coisa ainda está emperrada porque os fazendeiros ainda tentaram, em 2007, pedir a nulidade da portaria que estabelece a demarcação. Não conseguiram. Segundo o Cimi de Chapecó, vivendo na área que será dos Kaigang existem em torno de 70 famílias, duas ou três com mais de 60% das terras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No grupo dos Kaigang vivem 250 almas, ainda acampadas numa estreita faixa de três hectares. Os acusados da morte do fazendeiro seguem em liberdade, uma vez que a condenação ainda não esgota o assunto. A luta dos povos indígenas pela recuperação de seus territórios e de viver a vida a seu modo ainda está bem longe de terminar. E, muito mais do que vencer nos tribunais, há que vencer o racismo, o preconceito e a completa ignorância que existe sobre o mundo dos reais donos dessa terra. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-2007175523109964590?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/2007175523109964590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=2007175523109964590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2007175523109964590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2007175523109964590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/luta-indigena-em-santa-catarina.html' title='A luta indígena em Santa Catarina'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5086986932845037336</id><published>2011-10-18T15:59:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T16:00:04.402-07:00</updated><title type='text'>O sertão...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Indo para onde a falsidade não vigora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/zlDM-IpgAK4" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5086986932845037336?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5086986932845037336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5086986932845037336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5086986932845037336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5086986932845037336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/o-sertao.html' title='O sertão...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/zlDM-IpgAK4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8426264583278557392</id><published>2011-10-15T16:14:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T16:19:04.945-07:00</updated><title type='text'>A doce canção das ruas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uPvK96YPdDo/TpoUvrN-w2I/AAAAAAAAAr8/vCjWFVliPME/s1600/wall.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-uPvK96YPdDo/TpoUvrN-w2I/AAAAAAAAAr8/vCjWFVliPME/s400/wall.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663862290659591010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; display: inline !important; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Era 1988. Na esquina do terminal urbano, que naqueles dias ainda era ali perto da Praça XV, eu e mais dois amigos, Julio e Catarina, distribuíamos o jornal Barricada, que trazia informações sobre a revolução sandinista na Nicarágua. Havíamos criado o Comitê de Solidariedade aos Povos do Terceiro Mundo e aquela era uma das tarefas mais importantes. Dizer da experiência sandinista, mostrar que era possível avançar na luta contra o capitalismo e que, na América Latina, Cuba já não era uma estrela solitária. Era um trabalho quase inútil. As pessoas passavam ligeiras, no corre-corre da vida. Nicarágua? Cuba? Socialismo? “Que gente louca”, resmungavam, entre dentes. E nós ali, sob o sol, com um enorme fardo de Barricada, tentando mostrar que havia outra forma de organizar a vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Hoje, passados 23 anos, aí está o planeta alçado em rebelião. Nesse dia 15 de novembro, por todo o mundo, milhões de pessoas saíram às ruas, protestando contra o sistema capitalista. O que era loucura nos anos 80, o que aparecia como utopia, coisa impossível, agora se materializa diante dos olhos. Naqueles dias, ali estávamos nas esquinas, feito arautos da desgraça, a dizer das mazelas do sistema, sem que ninguém quisesse ouvir. O capitalismo mata, exige a vida de um para que outro viva. Define um centro rico e uma periferia pobre, vampiriza a vida das gentes para que meia dúzia possa viver à larga. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Agora, vimos nos cartazes que a juventude estadunidense carrega, em plena Wall Street, “Somos os 99%”. Finalmente entenderam que no mundo inteiro apenas 1% vive bem, do sangue e do suor da maioria. E assim se sucede na Grécia saqueada e na Europa destroçada. O estado de Bem Estar Social que o pós-guerra engendrou há muito tempo já fazia água, mas vinha se mantendo quase que por força de um mito. A Europa saciada, bem resolvida. Mas, a imagem desse mundo perfeito era só um reflexo no espelho. O capitalismo é como a metáfora da “Bolha Assassina” (The Blob), o velho filme de Bóris Karlof. Vai crescendo e engolindo tudo a sua volta.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mesmo nos Estados Unidos, imagem do “mundo livre”, a bolha foi se imiscuindo. E agora os jovens querem outras respostas. Não querem mais servir de bucha de canhão das empresas que recrutam mercenários para fazer as guerras sujas do governo. Não querem mais morrer por nada. O povo que acreditou no milagre do capital agora vê seu mundo destruído. Não há casa, não há emprego, não há futuro. E é por isso que as gentes vão às ruas. Porque entenderam que o que os oprime está bem ali, à vista de todos, nas ruas chiques.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Enquanto as pessoas morrem como moscas pela fome e pela guerra, os governos só pensam em salvar os bancos, os agiotas oficiais, os que brincam de deuses com a vida das pessoas. Pois o povo não quer mais que se salvem bancos e empresas que exploram e oprimem. O povo quer que sejam salvas as suas próprias vidas. Na prática, entendendo a lógica do sistema. O capitalismo já não consegue mais manter sua aura de sedução porque a vida real está batendo na porta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Estes são anos bonitos, de convulsão por toda parte, primavera árabe, lutas na Grécia, na Palestina, na Bolívia, no Equador, no Chile, nos países da Europa, e no coração do monstro. Por toda parte assoma a crise e, com ela, a consciência de muitos. É uma hora histórica. Um momento de mudança de temperatura do mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas o filósofo Slavoj Zizec deu a dica: “Não nos apaixonemos por nós mesmos. É bom estar aqui, mas, lembrem-se, os carnavais são baratos”. Falando para a multidão acampada em Wall Street ele enfatizou que o problema principal a ser enfrentado não é a corrupção ou ganância dos banqueiros e governantes. O que tem de ser enfrentado e destruído é sistema mesmo, o capitalismo. “Há um longo caminho a trilhar”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esse é o ponto. As ruas estão fervilhando, gritando, marcando seu protesto. A esperança é de que não se esgote em si mesmo, que avance para mudanças radicais, como já fizeram as gentes do Equador quando em 2005 derrubaram Lucio Gutiérrez. “Não sabem o que querem”, diziam os analistas. Erraram. Elas sabiam. E tanto que continuaram lutando e derrubando o que não lhes servia. Seguem ainda. Foi assim na Bolívia em 2003 quando as gentes destruíram dezenas de prédios na guerra do gás em La Paz. “Uma massa informe”. Não era. Seguiram lutando, derrubaram Sanchez de Losada, buscaram alternativas.  As ruas são sábias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O certo é que dialeticamente, o sistema gera seu contrário. É o ovo da serpente. Fatalmente se acabará. Pode demorar mais ou menos. Mas acabará. E está mais próximo do que estava naqueles dias de 88, quando, solitários, distribuíamos o Barricada. O bom é saber que o que era a luta de uns poucos agora se agiganta, gritando por todo o planeta. Não mais como arautos da desgraça, mas como precursores de uma grande transformação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8426264583278557392?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8426264583278557392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8426264583278557392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8426264583278557392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8426264583278557392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/doce-cancao-das-ruas.html' title='A doce canção das ruas'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uPvK96YPdDo/TpoUvrN-w2I/AAAAAAAAAr8/vCjWFVliPME/s72-c/wall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3848076562970706933</id><published>2011-10-14T16:48:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T16:49:53.934-07:00</updated><title type='text'>Encontro dos Sem-Terrinha</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Das cabeças dessas figurinhas deve brotar um novo Brasil... "Bandeira vermelhinha.. educação no campo para todos os sem-terrinha"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/o2y8zvdOHLo" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3848076562970706933?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3848076562970706933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3848076562970706933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3848076562970706933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3848076562970706933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/encontro-dos-sem-terrinha.html' title='Encontro dos Sem-Terrinha'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/o2y8zvdOHLo/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1513615942012521722</id><published>2011-10-13T10:34:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T10:36:18.718-07:00</updated><title type='text'>Uma visão crítica da Universidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gr15k7nu6IQ/TpchiVNXM5I/AAAAAAAAArw/0LFXC51N1UE/s1600/convite_web_livrorampa.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-gr15k7nu6IQ/TpchiVNXM5I/AAAAAAAAArw/0LFXC51N1UE/s400/convite_web_livrorampa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663031930134147986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Lançamento do Livro acontece no dia 20 de outubro, às 19h, no Hall da Biblioteca Universitária. O trabalho foi organizado pelos professores Waldir Rampinelli e Nildo Ouriques.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1513615942012521722?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1513615942012521722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1513615942012521722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1513615942012521722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1513615942012521722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/uma-visao-critica-da-universidade.html' title='Uma visão crítica da Universidade'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gr15k7nu6IQ/TpchiVNXM5I/AAAAAAAAArw/0LFXC51N1UE/s72-c/convite_web_livrorampa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8970186911524623339</id><published>2011-10-13T07:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T07:51:57.455-07:00</updated><title type='text'>Um dia a mais com dez reais</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(69, 69, 69); background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Por Leonardo Tolomini Miranda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="font-size: 12px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O seu salmão é o meu feijão com arroz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O seu carro a sua beleza, a rua a minha amiga&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não há nada que você queira, eu quero tudo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tudo para mim, só para mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quero que meus olhos não vejam mais miséria&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Que não vejam mais fome e tragédias imbecis&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não quero mais nenhuma mãe ser ter com que alimentar seu filho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sou egoísta, quero isso para mim, para mais ninguém&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Meus olhos e ouvidos não aguentam mais, não é pinico&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Minha vida não é joguete se vou ser feliz ou miserável&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quero ter a felicidade, desconstruir a infelicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quero um mundo só para mim, sem você que me perturba&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Que dirige esse maldito carro importado, que está na política por dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Empresário que explora sua mão de obra faminta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sou egoísta, sou ruim, tenho pesadelos e entro no sonho daqueles malditos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Que assombram meus olhos, que me trancam em quatro paredes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não quero mais você miséria, muito menos você riqueza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Vocês duas são estúpidas e só andam de mãos dadas, uma dá a porrada&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A outra o falso sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Vocês são o caos, o fim do mundo, quero a igualdade só para mim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Para poder descansar um pouquinho à noite e achar que vale a pena viver&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Diante da estupidez da miséria passiva e da riqueza brilhante&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E um bom foda-se a indústria cultural do pão e circo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Novela e futebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E enquanto isso o mundo é assim mesmo, a droga está em qualquer esquina&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;É o meu mundo, porque o mundo é meu, antropocêntrico&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fode-se a cada dia, a cada instante que olho um miserável capitalista ignorante&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Que acha que o mundo é seu através das moedas, dos juros, dos bancos, das gerências&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O mundo não é deles, o mundo é meu e o meu mundo é igualitário&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Declaro guerra a esta gente podre de sentimentos, vazias de qualquer esperança&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Pois já possuem tudo, possuem o meu suor em seu copo de vinho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Minha saudade em sua cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Minha filha em sua esquina&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Meu filho de roupas rasgadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quero que eles se acabem instantaneamente, assim como o mundo irá se acabar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Se eles continuarem a ditarem as regras&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="yiv1767030076MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; display: block; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Que regras? Há regras? Nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8970186911524623339?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8970186911524623339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8970186911524623339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8970186911524623339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8970186911524623339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/um-dia-mais-com-dez-reais.html' title='Um dia a mais com dez reais'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-3245834538627027832</id><published>2011-10-13T07:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T07:46:20.432-07:00</updated><title type='text'>“Occupy Wall Street”: o movimento mais importante do mundo hoje</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;b&gt;Naomi Klein&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Foi uma honra, para mim, ter sido convidada a falar em Occupy Wall Street na 5ª-feira à noite. Dado que os amplificadores estão (infelizmente) proibidos, e o que eu disser terá de ser repetido por centenas de pessoas, para que outros possam ouvir (o chamado “microfone humano”), o que vou dizer na Liberty Plaza terá de ser bem curto. Sabendo disso, distribuo aqui a versão completa, mais longa, sem cortes, da minha fala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu amo vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E eu não digo isso só para que centenas de pessoas gritem de volta “eu também te amo”, apesar de que isso é, obviamente, um bônus do microfone humano. Diga aos outros o que você gostaria que eles dissessem a você, só que bem mais alto. &lt;/span&gt;Ontem, um dos oradores na manifestação dos trabalhadores disse: “Nós nos encontramos uns aos outros”. Esse sentimento captura a beleza do que está sendo criado aqui. Um espaço aberto (e uma ideia tão grande que não pode ser contida por espaço nenhum) para que todas as pessoas que querem um mundo melhor se encontrem umas às outras. Sentimos muita gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Se há uma coisa que sei, é que o 1% adora uma crise. Quando as pessoas estão desesperadas e em pânico, e ninguém parece saber o que fazer: eis aí o momento ideal para nos empurrar goela abaixo a lista de políticas pró-corporações: privatizar a educação e a seguridade social, cortar os serviços públicos, livrar-se dos últimos controles sobre o poder corporativo. Com a crise econômica, isso está acontecendo no mundo todo. &lt;/span&gt;Só existe uma coisa que pode bloquear essa tática e, felizmente, é algo bastante grande: os 99%. Esses 99% estão tomando as ruas, de Madison a Madri, para dizer: “Não. Nós não vamos pagar pela sua crise”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Esse slogan começou na Itália em 2008. Ricocheteou para Grécia, França, Irlanda e finalmente chegou a esta milha quadrada onde a crise começou. &lt;/span&gt;“Por que eles estão protestando?”, perguntam-se os confusos comentaristas da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: “por que vocês demoraram tanto? A gente estava querendo saber quando vocês iam aparecer.” E, acima de tudo, o mundo diz: “bem-vindos”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Muitos já estabeleceram paralelos entre o Ocupar Wall Street e os assim chamados protestos antiglobalização que conquistaram a atenção do mundo em Seattle, em 1999. Foi a última vez que um movimento descentralizado, global e juvenil fez mira direta no poder das corporações. Tenho orgulho de ter sido parte do que chamamos “o movimento dos movimentos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas também há diferenças importantes. Por exemplo, nós escolhemos as cúpulas como alvos: a Organização Mundial do Comércio, o Fundo Monetário Internacional, o G-8. As cúpulas são transitórias por natureza, só duram uma semana. Isso fazia com que nós fôssemos transitórios também. Aparecíamos, éramos manchete no mundo todo, depois desaparecíamos. E na histeria hiper-patriótica e nacionalista que se seguiu aos ataques de 11 de setembro, foi fácil nos varrer completamente, pelo menos na América do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O Ocupar Wall Street, por outro lado, escolheu um alvo fixo. E vocês não estabeleceram nenhuma data final para sua presença aqui. Isso é sábio. Só quando permanecemos podemos assentar raízes. Isso é fundamental. É um fato da era da informação que muitos movimentos surgem como lindas flores e morrem rapidamente. E isso ocorre porque eles não têm raízes. Não têm planos de longo prazo para se sustentar. Quando vem a tempestade, eles são alagados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ser horizontal e democrático é maravilhoso. Mas esses princípios são compatíveis com o trabalho duro de construir e instituições que sejam sólidas o suficiente para aguentar as tempestades que virão. Tenho muita fé que isso acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há outra coisa que este movimento está fazendo certo. Vocês se comprometeram com a não-violência. Vocês se recusaram a entregar à mídia as imagens de vitrines quebradas e brigas de rua que ela, mídia, tão desesperadamente deseja. E essa tremenda disciplina significou, uma e outra vez, que a história foi a brutalidade desgraçada e gratuita da polícia, da qual vimos mais exemplos na noite passada. Enquanto isso, o apoio a este movimento só cresce. Mais sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas a grande diferença que uma década faz é que, em 1999, encarávamos o capitalismo no cume de um boom econômico alucinado. O desemprego era baixo, as ações subiam. A mídia estava bêbada com o dinheiro fácil. Naquela época, tudo era empreendimento, não fechamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nós apontávamos que a desregulamentação por trás da loucura cobraria um preço. Que ela danificava os padrões laborais. Que ela danificava os padrões ambientais. Que as corporações eram mais fortes que os governos e que isso danificava nossas democracias. Mas, para ser honesta com vocês, enquanto os bons tempos estavam rolando, a luta contra um sistema econômico baseado na ganância era algo difícil de se vender, pelo menos nos países ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo. &lt;/span&gt;A questão é que hoje todos são capazes de ver que o sistema é profundamente injusto e está cada vez mais fora de controle. A cobiça sem limites detona a economia global. E está detonando o mundo natural também. Estamos sobrepescando nos nossos oceanos, poluindo nossas águas com fraturas hidráulicas e perfuração profunda, adotando as formas mais sujas de energia do planeta, como as areias betuminosas de Alberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A atmosfera não dá conta de absorver a quantidade de carbono que lançamos nela, o que cria um aquecimento perigoso. A nova normalidade são os desastres em série: econômicos e ecológicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Estes são os fatos da realidade. Eles são tão nítidos, tão óbvios, que é muito mais fácil conectar-se com o público agora do que era em 1999, e daí construir o movimento rapidamente. &lt;/span&gt;Sabemos, ou pelo menos pressentimos, que o mundo está de cabeça para baixo: nós nos comportamos como se o finito – os combustíveis fósseis e o espaço atmosférico que absorve suas emissões – não tivesse fim. E nos comportamos como se existissem limites inamovíveis e estritos para o que é, na realidade, abundante – os recursos financeiros para construir o tipo de sociedade de que precisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A tarefa de nosso tempo é dar a volta nesse parafuso: apresentar o desafio à falsa tese da escassez. Insistir que temos como construir uma sociedade decente, inclusiva – e ao mesmo tempo respeitar os limites do que a Terra consegue aguentar. &lt;/span&gt;A mudança climática significa que temos um prazo para fazer isso. Desta vez nosso movimento não pode se distrair, se dividir, se queimar ou ser levado pelos acontecimentos. Desta vez temos que dar certo. E não estou falando de regular os bancos e taxar os ricos, embora isso seja importante. Estou falando de mudar os valores que governam nossa sociedade. Essa mudança é difícil  de encaixar numa única reivindicação digerível para a mídia, e é difícil descobrir como realizá-la. Mas ela não é menos urgente por ser difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É isso o que vejo acontecendo nesta praça. Na forma em que vocês se alimentam uns aos outros, se aquecem uns aos outros, compartilham informação livremente e fornecem assistência médica, aulas de meditação e treinamento na militância. O meu cartaz favorito aqui é o que diz “eu me importo com você”. Numa cultura que treina as pessoas para que evitem o olhar das outras, para dizer “deixe que morram”, esse cartaz é uma afirmação profundamente radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Algumas ideias finais. Nesta grande luta, eis aqui algumas coisas que não importam:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;·        Nossas roupas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;·        Se apertamos as mãos ou fazemos sinais de paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;·        Se podemos encaixar nossos sonhos de um mundo melhor numa manchete da mídia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E eis aqui algumas coisas que, sim, importam:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;·        Nossa coragem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;·        Nossa bússola moral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;·        Como tratamos uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Estamos encarando uma luta contra as forças econômicas e políticas mais poderosas do planeta. Isso é assustador. E na medida em que este movimento crescer, de força em força, ficará mais assustador. Estejam sempre conscientes de que haverá a tentação de adotar alvos menores – como, digamos, a pessoa sentada ao seu lado nesta reunião. Afinal de contas, essa será uma batalha mais fácil de ser vencida. &lt;/span&gt;Não cedam a essa tentação. Não estou dizendo que vocês não devam apontar quando o outro fizer algo errado. Mas, desta vez, vamos nos tratar uns aos outros como pessoas que planejam trabalhar lado a lado durante muitos anos. Porque a tarefa que se apresenta para nós exige nada menos que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tratemos este momento lindo como a coisa mais importante do mundo. Porque ela é. De  verdade, ela é. Mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] Discurso originalmente publicado no The Nation. Tradução para o português do Brasil, de Idelber Alvelar, da Revista Fórum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-3245834538627027832?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/3245834538627027832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=3245834538627027832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3245834538627027832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/3245834538627027832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/occupy-wall-street-o-movimento-mais.html' title='“Occupy Wall Street”: o movimento mais importante do mundo hoje'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-7987958837750980786</id><published>2011-10-11T10:00:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T10:02:58.414-07:00</updated><title type='text'>12 de outubro – um dia para celebrar a luta dos povos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-W71Tx5TJhcA/TpR2WYBR_5I/AAAAAAAAArY/VtksvT4BGEM/s1600/arawaks.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 263px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-W71Tx5TJhcA/TpR2WYBR_5I/AAAAAAAAArY/VtksvT4BGEM/s400/arawaks.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662280758288580498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;Ali estavam os arawaks, com suas vidas abyayálicas, cuidando de recolher frutas ou pescar. Viviam tranqüilos nas ilhas hoje chamadas de Caribe. Naquele 12 de outubro de 1492 viram assomar no horizonte os navios, e esperaram na praia. Contam os próprios cronistas de Colombo que eram gente dócil e gentil. Receberam os estranhos com curiosidade, embora sem medo. Mas, o brilho do ouro em alguns adornos selou seu destino. Era o metal precioso que os viajantes vinham buscar. É o que comprova a carta enviada por Colombo ao rei de Espanha: "E eu estava atento, me esforçando para saber se havia ouro, e vi que alguns traziam um pedacinho pendurado num furo que têm no nariz e, por sinais, consegui entender que indo para o sul ou contornando a ilha naquela direção, encontraria um rei que tinha grandes peças disso e em vasta quantidade". Colombo acreditava ter chegado às Índias e as novas viagens foram de exploração do interior, sempre na caça do ouro. Desde aí, a história da chegada dos europeus ao nosso continente formam páginas e páginas de destruição, saque e morte. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Tanto na região do Caribe, que logo nos primeiros anos viu desaparecer grande parte dos povos originários, quanto no México, depois América Central e do Sul, a invasão só teve um propósito: a rapinagem das riquezas. Civilizações foram destruídas, culturas apagadas. A religião católica foi imposta, as pessoas eram consideradas criaturas sem alma e a escravidão passou a ser naturalizada. Se os “índios” não eram gente, logo, não havia problemas com fazê-los instrumento de trabalho. E assim foi. Deles assim relatou Colombo: “serão bons vassalos, já que os índios não são gente capaz de fazer alguma coisa, mesmo premeditada".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Colombo estava errado, houve reação, mas só quando era tarde demais. Os primeiros porque eram dóceis e hospitaleiros, outros porque esperavam deuses e outros porque pensavam ser possível a convivência pacífica com outros, diferentes. O resultado foi todo um modo de vida destruído, quando não povos inteiros eliminados da face da terra.   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Hoje, passados mais de 500 anos desse triste dia, os povos autóctones que sobreviveram ao massacre procuram lembrar a resistência que seus antepassados ofereceram, as lutas por libertação, a manutenção de suas crenças e modos de vida, ainda que solapados pelos invasores. Era coisa tão forte que ficou ali, latente, sempre assomando vez em quando. No início deste milênio, as lutas indígenas começaram a aparecer com muita força e unificadas. Foi-se formando um movimento de retomada das línguas, da religiosidade, da maneira de organizar a vida. Algumas comunidades lograram mudar até a Constituição de países sempre dominados pelo mundo branco. Foi o caso da Bolívia e do Equador. Apareceu o Estado Plurinacional, a revolução cidadã, a revolução cultural, reforçou-se a idéia do sumak kausay, o bem viver. Mesmo na região dos Estados Unidos, onde as comunidades autóctones sofreram os maiores baques nos séculos 18 e 19, o movimento indígena cresceu e fez-ouvir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por isso que agora no 12 de outubro, os povos fazem jornadas mundiais  de luta, até porque, grande parte desses movimentos que envolvem os indígenas está visceralmente ligada à idéia de harmonia com a natureza, de proteção do ambiente, em defesa da água e dos recursos naturais. Ou seja, as demandas indígenas podem ser também as demandas de toda a gente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Então, por todos os cantos da América Latina as pessoas saem às ruas para protestar. E não é um protesto ritual, folclórico. Mas uma ação massiva e determinada (ou premeditada, para desespero de Colombo) contra o sistema capitalista de produção,  que tem na sua natureza a marca da destruição e da opressão. O 12 de outubro é um momento político único em Abya Yala (as três Américas), de rebelião e de esperança. Cada país centraliza o movimento na sua pauta conjuntural, mas por todo o continente se espraiam as lutas, as marchas, os gritos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;No Brasil, as lutas relacionadas ao 12 de outubro acontecem no 7 de setembro (Grito dos Excluídos), já que esta é também uma data muito significativa para o país (a independência de Portugal). E, ao contrário dos demais países da América Latina que, nesse dia afirmam sua condição autóctone, soberana e original, o Brasil reverencia a padroeira Nossa Senhora Aparecida, sendo, inclusive, feriado nacional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;De qualquer forma, pelos caminhos da América (Abya Yala) andam as gentes a sussurrar segredos, histórias antigas de tempos remotos quando eram livres. E, como dizem os astecas, as palavras criam pernas e começam a andar. É por isso, talvez, que desde que esses movimentos começaram, lá na década de 90 do século passado, tantas conquistas vieram. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Nesse 12 de outubro convido a todos para essa reflexão. Que se rendam glórias à santa negra do Brasil, memória sincretizada da religiosidade do povo que veio escravo da África, que se brinque e pule feito criança, mas, que também se encontre um tempo para irmanar com a luta dos demais povos que lutam nesse espaço de terra que é de todos nós. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Viva o dia de luta dos povos de Abya Yala! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-7987958837750980786?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/7987958837750980786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=7987958837750980786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7987958837750980786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/7987958837750980786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/12-de-outubro-um-dia-para-celebrar-luta.html' title='12 de outubro – um dia para celebrar a luta dos povos'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-W71Tx5TJhcA/TpR2WYBR_5I/AAAAAAAAArY/VtksvT4BGEM/s72-c/arawaks.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5915958556763954046</id><published>2011-10-11T05:18:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T05:19:43.543-07:00</updated><title type='text'>Nascem as Brigadas Populares: um movimento nacional no rumo do socialismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yCtqeYO3Po8/TpQ0VGoNVTI/AAAAAAAAArM/2XGdZiUYAZM/s1600/brigadas.populares.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 89px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yCtqeYO3Po8/TpQ0VGoNVTI/AAAAAAAAArM/2XGdZiUYAZM/s400/brigadas.populares.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662208168672711986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Ela tinha menos de 20 anos quando saiu de Blumenau para fazer a faculdade na capital, assim como milhares de outros jovens saem do interior em busca de conhecimento e profissão. “Eu não cabia ali, mas não sabia por que”. Da vida conhecia pouco e das lutas das gentes menos ainda. Em Blumenau quase não se vê a pobreza, que fica escondida nos morros e na periferia. Mas, na faculdade, o véu foi se descortinando. Uma viagem para o Rio de Janeiro expôs as feridas abertas de uma nação capitalista dependente e a cabeça de Daniela Mayorca nunca mais seria a mesma. Dali para a luta estudantil foi um pulo. Uma nova viagem foi a pá de cal em qualquer possibilidade de ficar apática, ou restrita a pequenas batalhas. Argentina, Bolívia, Peru, Venezuela. O pé na vida real de um espaço esquecido. A caminhada com as gentes em luta, em processo de profunda transformação. Essa América baixa, profunda, cheia de feridas e repleta de possibilidades de revolução. “Descobri um mundo que tem cheiro, cor, lágrimas, esperança, luta. Foi um choque, mas um choque bom”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;De volta para a universidade Daniela mergulhou na organização estudantil, preferindo atuar no Coletivo 21 de junho, uma proposta diferente das velhas tendências sempre ligadas a partidos políticos, nascida na metade do ano de 2007, inspirada na luta dos estudantes que fizeram a histórica Reforma de Córdoba. O coletivo se organizava desde uma perspectiva teórica anti-colonialista, anti-eurocêntrica, baseada no pensamento próprio, latino-americano. Atuava e atua para além dos eventos e lutas internas, com a mirada sempre na transformação social. Nesse agrupamento foi possível fazer uma profunda reflexão da universidade, travar lutas singulares, garantir conquistas. Ali, Daniela pode compartilhar a batalha por uma universidade que fosse transformadora, mas também aprendeu que mudar só esse espaço não seria suficiente. “Sabíamos que era necessário um movimento de base, de massa”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Depois de três anos da direção do DCE, o Coletivo 21, que já abrigava dezenas de jovens como Daniela, decidiu que era hora de ampliar os caminhos da mudança. Sozinho, é difícil mudar um mundo. E a realidade mostrava que, pelas veredas profundas do Brasil, também outras pessoas se movimentavam numa outra proposta de organização da vida, com pressupostos muito parecidos, de caráter nacional, popular e socialista. No Rio de Janeiro vicejava o grupo Movimento Revolucionário Nacionalista (Morena), pensando o mundo desde Ruy Marini, Darcy Ribeiro, Brizola. Juntava gente que entendia ser necessário mudar a cara do Brasil. Em Minas Gerais, na capital (Brigadas Populares) e nas montanhas das cidades históricas (Coletivo Autocrítica, de São João del Rei) também pululavam ações urbanas que tinham como horizonte a mudança geral. Essas concepções práticas e teóricas foram se conhecendo, dialogando, encontrando afinidades. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Durante um ano inteiro esses grupos se namoraram, conversando, debatendo, sonhando juntos. Até que em setembro deste ano resolveram se encontrar num campo neutro: São Paulo. Para lá partiram os representantes dos coletivos buscando estabelecer uma proposta de projeto histórico e uma linha conjunta de luta organizada. Daniela Mayorca estava lá, representando o Coletivo 21, da UFSC. “Foi um encontro muito rico, cada um ensinou e aprendeu. Havia um clima de companheirismo e curiosidade. As divergências só chamavam mais discussão e não disputas. A proposta é garantir a unidade em questões maiores, de interesse nacional”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O encontro de setembro resultou numa unidade real. Os então coletivos se diluíram numa única organização, as Brigadas Populares, com um propósito ousado: construir uma pátria soberana e socialista. “Os fundamentos da nova organização são o socialismo, o nacionalismo revolucionário e a organização de uma nova maioria”. Conforme o manifesto lançado logo depois da fusão, o socialismo é a superação da irracionalidade capitalista que se apresenta como a aspiração mais elevada das gentes no seu processo de emancipação. O nacionalismo revolucionário busca a soberania e autodeterminação popular desde as raízes brasileiras, mas sem negar o internacionalismo. E a formação de uma nova maioria pressupõe como estratégia a revolução brasileira, constituindo um campo de forças sociais capaz de buscar a hegemonia em todas as dimensões da vida social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Os coletivos que se encontraram em São Paulo assumiram como prioridade superar essa divisão que caracteriza hoje o campo popular no Brasil, provocada pela crise teórica, política e organizativa das últimas décadas. Assim, a proposta é de construir uma unidade aberta, ou seja, mesmo na diferença acumular força coletiva rumo ao socialismo. O objetivo é caminhar para a construção de uma força política forte, de natureza antiimperialista e antimonopolista que defenda um programa de libertação. Assim, a primeira tarefa é recompor esse tecido roto dos setores revolucionários da esquerda e a segunda é articular uma Frente Política unificada num programa mínimo e de materialização imediata. “A gente sabe que essa unidade não significa que é tudo igual, todo mundo pensando a mesma coisa. Temos diferenças, mas temos também maturidade para saber que só articulados podemos caminhar para a libertação”, analisa Daniela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A nova organização nacional procura também dispor das diversas formas de atuação que cada um dos coletivos já desenvolvia. A ação junto aos estudantes, a luta nos movimentos urbanos, a discussão teórica, a ação político/popular. A idéia é formar uma militância revolucionária, capaz de compreender dialética e historicamente a realidade. Teoria e ação, tudo junto. Gente que possa ocupar os espaços da luta política real, nos movimentos sociais de toda ordem, mas sem a lógica do aparelhamento, tão nociva. Exemplos concretos dessa prática ousada e de massa que já estão em movimento é a luta pela manutenção das famílias na Ocupação Dandara, em Belo Horizonte, a batalha por mandatos revogáveis na UFSJ, em São João Del Rei, a organização dos sem teto e a casa Bolivariana, no Rio de Janeiro, e a ação entre os estudantes da UFSC, do Coletivo 21 de junho, em Santa Catarina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;As Brigadas Populares nascem assim, sem muito ruído, mas com um arcabouço teórico forte, com pilares seguros, com objetivos claros e factíveis. Seu manifesto de nascimento é intenso: “A revolução brasileira não é um dissídio coletivo entre trabalhadores e patrões. É a constituição de uma maioria política nas qual os trabalhadores se estabelecem como a força dirigente. A revolução não é um ato, um golpe, uma queda do governo, mas um conjunto de eventos históricos que reorganizam a sociedade em favor da classe trabalhadora, construindo uma nova visão de mundo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Essa proposta, constituída coletivamente pelos agrupamentos que se unificaram nas Brigadas Populares, é o que move hoje a vida de Daniela e tantos outros jovens nesse imenso Brasil. Divididos em Frentes (Popular, Juventude, Mulheres e Solidariedade Internacional) e Missões (Formação, Comunicação, Finanças, Tarefas), eles tem um longo caminho a cumprir para entranhar na cabeça e no coração de cada vivente deste país a proposta bonita do mundo socialista. Um mundo no qual os trabalhadores sejam protagonistas, onde as vozes populares sejam as que mandam. Um mundo de riquezas repartidas e de vida boa para todos. Um mundo onde se possa realmente bem-viver. Não é tarefa simples, a considerar a pedagogia da sedução capitalista levada a cabo pela escola, pelos meios de comunicação. Mas, ninguém das Brigadas Populares acredita que fazer revolução seja coisa fácil. O fato é que a idéia já está caminhando, invadindo as veredas do campo e da cidade. As pessoas estão trabalhando e a libertação está ali adiante. As Brigadas são uma lufada de vento fresco, vento forte, disposto a varrer o capitalismo. De Santa Catarina, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de vários espaços está brotando essa nova realidade. Bem vinda!...&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5915958556763954046?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5915958556763954046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5915958556763954046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5915958556763954046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5915958556763954046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/nascem-as-brigadas-populares-um.html' title='Nascem as Brigadas Populares: um movimento nacional no rumo do socialismo'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yCtqeYO3Po8/TpQ0VGoNVTI/AAAAAAAAArM/2XGdZiUYAZM/s72-c/brigadas.populares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-6468692770186715751</id><published>2011-10-10T04:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T04:58:07.715-07:00</updated><title type='text'>Por aí, esperando a faísca</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Aprendi com Walter Benjamin a andar pela minha cidade feito um viajante, com os olhos procurando ver o que sempre ali esteve, mas de um jeito diferente. Olhos de assombramento, de quem não naturaliza as coisas, de quem está frequentemente admirando o cotidiano, seja para celebrar ou denunciar. E assim andava pelo centro de Florianópolis, tonteando, com minha mochilinha verde – com o escudo do Figueirense - bem presa ao corpo, porque os furtos andam frequentes. Então, senti o ventinho. Passavam por mim, correndo, três pessoas. Estaquei. Porque era certo que algo passava. Eram três jovens equatorianos que vivem aqui há meses e ganham a vida vendendo lenços e carteiras na rua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Corriam porque assomava ali, à esquina, dois guardas municipais. E, em Florianópolis, o comércio ambulante é proibido. Mas, como em qualquer grande cidade, a proibição não quer dizer nada. As pessoas não têm emprego e precisam viver. Alguns preferem expropriar quem tem, outros vão dando seu jeito no mundo informal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A família de equatorianos é grande. Penso que são uns três ou quatro núcleos familiares distintos, mas certamente todos parentes ou amigos. Porque andam sempre juntos. As mulheres mais velhas vestem as roupas típicas, absolutamente lindas, com seus cabelos negríssimos, lisinhos, e colares típicos. As mais jovens usam jeans. Espalham-se pelas várias esquinas do centro com os produtos colocados sobre um grande pano, que pode ser enrolado rapidamente ao avistarem os fiscais. E assim eles passam o dia. Olhos saltitantes, sempre alertas, num interminável estado de tensão. Caso sejam pegos, perdem toda a mercadoria e aí, é um golpe duro demais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Naquela tarde, em um segundo eles sumiram da vista, como se fossem fumaça. Para de novo se materializarem em outra esquina, entre risos nervosos. Parceiros de infortúnios e fugas são também os jovens vendedores de CDs e DVDs, as mulheres que vendem meias e os que oferecem badulaques para cozinha. Essa é a realidade no centro de Florianópolis. Seres-vento, correndo de uma esquina a outra, tentando manter-se com a cabeça sobre a água da sobre-vivência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Por mim passam os dois guardas, dos quais fugiam os equatorianos. Andam devagar, quase solidários com aquela gente que corre espavorida. Eles se olham e sorriem. Sabem que poderiam correr e pegá-los, mas preferem passar o dia na insana lógica do gato e o rato. Não sei se sentem pena, se pensam ajudar, sei lá. O certo é que ainda que não corram e nem recolham a mercadoria, são sempre a faca sob a cabeça. Ameaça permanente. Dias há que não apertam o passo, dias há que recolhem tudo. É coisa de momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv351180271MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Já os trabalhadores, essas gentes fortes, resistem e insistem. Riem de si mesmos, carregam suas enormes malas e seguem correndo pra lá e pra cá. No final do dia eles voltam para casa carregando o leite e o pão. Amargam os ônibus lotados, suas casas de papelão e dormem como justos. Assim vão por anos, até que um dia, uma única faísca, vinda sabe-se deus de onde, acende o desejo de ser mais que aquele terror diário. E é aí que a coisa pega... para os que vivem do sangue da maioria. É só aí, que tudo muda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; "&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-6468692770186715751?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/6468692770186715751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=6468692770186715751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6468692770186715751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6468692770186715751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/por-ai-esperando-faisca.html' title='Por aí, esperando a faísca'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5520787817084126481</id><published>2011-10-07T07:32:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T07:37:57.551-07:00</updated><title type='text'>Todo dia é dia da criança</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WP23t_KDPXQ/To8OorKaJ6I/AAAAAAAAArE/2O8A_o7U8Ic/s1600/jesus.crian%25C3%25A7as.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 204px; height: 247px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WP23t_KDPXQ/To8OorKaJ6I/AAAAAAAAArE/2O8A_o7U8Ic/s400/jesus.crian%25C3%25A7as.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660759348571940770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;                                                      &lt;b style="font-family: verdana; line-height: 18px; "&gt;Para meu amigo Leo Nogueira (que é criança)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Dois homens, os quais amo muito, disseram coisas muito semelhantes sobre a criança. Um deles foi Jesus. Ao verem o mestre, numa de suas paradas, entre os caminhos poeirentos das estradas da Palestina, ser rodeado pelos pequenos barulhentos, os seus companheiros decidiram enxotá-los, acreditando que era isso que Jesus desejava. Mas o Rabi fez foi enxotar os apóstolos. “Deixai vir a mim as criancinhas, porque é delas o reino do meu pai”. Daquela cena fala Lucas, em seu evangelho: “O reino de Deus é dos que se parecem com as crianças. O que não receber o reino como uma criança, não entrará nele”, ( Lucas.18:15).   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Bem mais tarde, Nietzsche, na Alemanha, vai oferecer ao mundo sua visão de super-homem. Para ele, o super-homem é, justamente, a criança. No seu lindo livro “Assim falava Zaratustra”, Friedrich diz: “Dizei-me irmãos: que poderá a criança fazer de que o próprio leão tenha sido incapaz? Para que será preciso que o altivo leão tenha de se mudar ainda em criança?” A resposta é a chave para a idéia de super-homem. Diz Zaratustra que a criança é a inocência, o esquecimento, um novo começar, um brinquedo, uma roda que gira sobre si. “Para jogar o jogo dos criadores é preciso ser uma santa afirmação. O espírito quer agora a sua própria vontade, tendo perdido o mundo, conquista seu próprio mundo”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;A criança não sabe das maldades do mundo, não foi domesticada pela sociedade onde está inserida. Nela não há bem, nem mal, apenas o viver, a descoberta. A surpreendente descoberta de um dedo que se move, de um pé, de coisas que a rodeiam e sobre as quais ela nada sabe. É por isso que um bebê pode sorrir diante de um lobo, ele não sabe do mal, está cheio de encantamento pela vida que passeia diante de seus olhos. É isso que o profeta Zaratustra, de Nietzsche, vem dizer quando propõe a “terceira transformação”. Nenhum mal, nenhum bem, só esse encantamento, esse brilho no olhar, essa sede de descobrir. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;É na criança que se vê, inteira, a coragem, a nobreza, a aceitação da diferença, a força que desloca para frente, destemida. Percebe-se aqui o amor imenso de Nietzsche pelo ideal pré-socrático. A criança de Nietzsche é um pouco o herói homérico, guerreiro que vai para a luta pensando em nada. Só a vontade de lutar o impulsiona e, se sai vivo da batalha, celebra a vida que continua. Nem bem, nem mal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Por isso, esses homens tão desiguais se encontram em mim, porque também acredito que é preciso que a gente nunca perca de vista a criança em nós. Porque só assim entraremos no “reino” (a vida boa e bonita), porque só assim nos tornaremos aquele que podendo fazer tudo, só faz o que é nobre (o super-homem). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Nesses dias que antecedem o dia da criança observei muitas coisas estranhas. Na internet rolou um movimento de colocar desenhos para denunciar a violência contra a criança, e coisas do tipo. Acredito que isso pode ser válido, mas não é suficiente. A violência contra as crianças começa dentro da gente. Todo o drama da violência que vimos expressado cotidianamente nos programas televisivos de desgraças e nas páginas policiais é fruto da ação de adultos que perderam sua criancice. Seja pela desgraça da miséria e da dor que pode ter sido tão grande que os endureceu, seja pela violência de um sistema que tem por premissa básica o lema: para que um viva, outro tem de morrer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Quando vejo por aí essas caminhadas pela paz, ou esses movimento virtuais, isso me desconforta. Não basta pedir paz aos “bandidos”. Essas criaturas que andam pelos caminhos roubando e matando não são sensíveis a isso. Elas querem é ver mudanças concretas nas suas vidas. Por que raios dariam paz a uma classe que as oprime e destrói? E aí o círculo da violência segue girando. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;O concreto da luta pela paz é a mudança real de cada ser humano. Viver como criança, sentir como criança, brincar como criança, amar como criança. Gratuidade, alegria, partilha. Caminhar nessa beleza é o primeiro passo. Depois, já impregnados dessa ternura infantil, a gente sai para a vida, para mudar o mundo. No partido, no sindicato, no movimento, na luta real, concreta, nas estradas secundárias. Mudar o sistema, o modo de organizar a vida. Atuar no sentido de tornar todos crianças, capazes da nobreza, do bem-viver. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Nestes dias em que a televisão ideologiza e bestifica a infância induzindo ao consumo desenfreado, eu busco Jesus e Nietzsche, esses meus amigos, para tentar soprar algum segredo mágico nos ouvidos que sabem ouvir: ouvidos de criança. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Assim, quem sabe, em vez de comprar presentes de plástico, a gente não sai por aí dando cambalhota, pulando amarelinha, brincado de esconde-esconde, cantando cantigas de roda, passando rasteira nos vilões do amor? Precisamos ser crianças, todos nós... Só assim, quem sabe, essa coisa egoísta e fútil que se tornou o mundo, começa a mudar.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri, sans-serif; line-height: 18px; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5520787817084126481?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5520787817084126481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5520787817084126481' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5520787817084126481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5520787817084126481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/todo-dia-e-dia-da-crianca.html' title='Todo dia é dia da criança'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WP23t_KDPXQ/To8OorKaJ6I/AAAAAAAAArE/2O8A_o7U8Ic/s72-c/jesus.crian%25C3%25A7as.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-2596851062732334836</id><published>2011-10-06T14:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-06T14:51:52.697-07:00</updated><title type='text'>Protestos nos Estados Unidos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No coração do capitalismo, Wall Street, os protestos seguem. E a repressão é violenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/gCia4TvG9l0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-2596851062732334836?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/2596851062732334836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=2596851062732334836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2596851062732334836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/2596851062732334836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/protestos-nos-estados-unidos.html' title='Protestos nos Estados Unidos'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/gCia4TvG9l0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-4585222206439245317</id><published>2011-10-05T06:23:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T06:27:23.694-07:00</updated><title type='text'>No centro da velha Desterro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;A vida para mim é coisa sagrada. Andar por aí, respirar, ver o por do sol, ouvir os passarinhos, observar uma árvore florida, comer um bom macarrão. Ah... fruição desse mágico jardim! Nem a guerra, a fome, o ódio, a opressão, o desespero, nada tira de mim essa gana de viver e dançar a dança louca da criação. Pelo contrário, essas coisas me movem, me fazem ir à luta. Porque quero, como os indígenas de Abya Yala, o sumak causai, o bem-viver, para mim e para tudo o que vive.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nessa cidade perdida no mar há coisas demais que nos enlouquecem. O trânsito, os governantes, a apatia, a destruição ambiental, enfim, a lista é longa. Mas, ao mesmo tempo há o centro. Poucas coisas podem ser mais prazerosas que andar pelo centro da cidade, a velha Desterro. Ali, a vida brota na sua mais esplendorosa alegria/dor/turbulência/ternura.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todos os dias, antes de ir para casa, eu desço no terminal central e faço uma incursão pelas ruas centrais. Na Conselheiro Mafra, olhando as roupas penduradas nas portas do mercado, vendo nas novidades nas lojas de mil e uma coisas, observando os vendedores de bugigangas. Depois, pela Felipe Schmidt, olhando as vitrines, admirando as pessoas que esperam nas longas filas das lotéricas, sonhando com a riqueza fácil. Olho as revistas nas bancas, compro água de coco, vejo os livros na livraria, circulo pelas galerias. Todo dia é uma aventura nova.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;O centro tem um cheiro, um sabor, uma vida vibrante. Tem música, tem pintura, tem os velhos, caminhando, tem a figueira, imensa, acolhendo os viandantes. Tem a Margarida em frente à igreja São Francisco, tem o homem do megafone, tem os entrega-papéis de todo tipo, tem o Luciano vendendo seu Tra-lá-lá, os pipoqueiros, os equatorianos que vendem lenços, as mulheres das meias, os peruanos que vendem Cds, os guris do DVD, as mulheres que vendem sexo, tem o café com a boa amiga Jussara. O centro é um coração pulsando. É espaço de encontro, de riso, de luta. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Meu coração canta quando por ali circulo. É o que carrega minhas baterias.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ontem levei um amigo mexicano para ver o que de mais precioso eu penso que temos nessa cidade: a vida em movimento no centro da cidade. Ele, então, encantado com meu amor por esse espaço de prazer, me presenteou com essa linda canção de Petula Clark. Compartilho a canção e o meu amor. Florianópolis não é a ilha da magia que tanto se fala nas propagandas, mas tem um povo lutador que torna esse lugar especial. Florianópolis é onde eu moro, meu lugar, onde divido a vida com seres de primeira qualidade. A despeito dos calhordas destruidores, ainda vale a pena viver aqui... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/FKCnHWas3HQ" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-4585222206439245317?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/4585222206439245317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=4585222206439245317' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4585222206439245317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/4585222206439245317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/no-centro-da-velha-desterro.html' title='No centro da velha Desterro'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/FKCnHWas3HQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-836008260105465764</id><published>2011-10-04T04:26:00.001-07:00</published><updated>2011-10-04T04:29:03.613-07:00</updated><title type='text'>Nas mãos da rapinagem...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Veja como uma cidade vai se acabando em nome dos interesses de uns poucos. A Ponta do Coral, lugar que a comunidade queria como espaço de lazer vira ponto de especulação. estudantes da UFSC recuperam a história. Nunca é muito lembrar o passado para apontar os caminhos do futuro. Florianópolis ainda pode ser um bom lugar, basta que as gentes se unam e lutem, como andamos fazendo no Campeche. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Aq4L4b4n9HE" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-836008260105465764?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/836008260105465764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=836008260105465764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/836008260105465764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/836008260105465764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/nas-maos-da-rapinagem.html' title='Nas mãos da rapinagem...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Aq4L4b4n9HE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8552503610099385880</id><published>2011-10-04T04:16:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T04:18:26.133-07:00</updated><title type='text'>Hoje é dia de São Chiquinho...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Figura linda que amou os seres que vivem como ninguém no mundo. Exemplo e caminho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fdimt97LOaY/TorrNw7WZ1I/AAAAAAAAAq0/AOVkLiDLSsQ/s1600/sfrancisco11%255B1%255D.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 372px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fdimt97LOaY/TorrNw7WZ1I/AAAAAAAAAq0/AOVkLiDLSsQ/s400/sfrancisco11%255B1%255D.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659594503449110354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8552503610099385880?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8552503610099385880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8552503610099385880' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8552503610099385880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8552503610099385880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/hoje-e-dia-de-sao-chiquinho.html' title='Hoje é dia de São Chiquinho...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fdimt97LOaY/TorrNw7WZ1I/AAAAAAAAAq0/AOVkLiDLSsQ/s72-c/sfrancisco11%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-5270342504214164417</id><published>2011-10-03T08:09:00.001-07:00</published><updated>2011-10-03T08:09:56.712-07:00</updated><title type='text'>Povos da amazônia boliviana não querem uma estrada cortando suas terras</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x0yzzDKwWWk/TonQN8R-vwI/AAAAAAAAAqs/qg8g2fEjwSc/s1600/marcha.boliva.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-x0yzzDKwWWk/TonQN8R-vwI/AAAAAAAAAqs/qg8g2fEjwSc/s400/marcha.boliva.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659283344706158338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quem conhece a história da Bolívia sabe: o povo é de luta. E se singularizarmos nos indígenas isso fica ainda mais claro. Desde os tempos mais remotos, as comunidades se expressam e definem o que é melhor para elas. Basta que a gente lembre que em 200 anos de república já passaram mais de 180 presidentes no país. Então, o que isso pode significar? Que quando os que mandam não fazem o que parece ser certo à maioria, ela os derruba do poder. René Zavalleta já bem definiu esse processo de rebeliões sistemáticas que parece singularizar a realidade boliviana. O que talvez seja difícil de entender aos não-índios é que os conceitos que regem a vida liberal burguesa no mais das vezes não se enquadram no mundo quéchua/aymara/guarani, e é por isso que para eles a dicotomia esquerda/direita não tem qualquer significado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Hoje a política boliviana está enredada na luta que as comunidades fazem para que não seja construída uma estrada por dentro de uma área de preservação, o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure. A estrada, diz o presidente Evo Morales, vai levar o progresso, o desenvolvimento e, ele, assim como uma boa parte da população da Bolívia, não consegue entender porque os indígenas não querem a obra. A explicação mais crível parece ser a de que os indígenas do TIPNIS (moradores do parque) estejam sendo financiados ou manipulados por forças que querem desestabilizar o presidente. O próprio Morales tem dito que isso é coisa das ONGs ligadas aos Estados Unidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Essa explicação não é coisa para ser descartada. É bem possível que Ongs estejam se aproveitando do momento para fomentar uma desestabilização do governo, coisa que seria muito boa para o imperialismo central. Mas, a realidade boliviana não é tão simples assim. Os indígenas têm outra forma de organizar a vida, pensam com outra lógica. E o que pode parecer progresso e desenvolvimento para alguns, pode significar destruição, saque, mudança radical na cultura e na vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure é um espaço de terra de 12.363 quilômetros quadrados, onde ainda está protegida grande parte da flora e da fauna da região da Bolívia amazônica. Ali está também a Laguna Bolivia, um dos lugares mais incríveis para observação da vida silvestre. No território vivem 63 comunidades que mantêm sua cultura e tradição autóctone.  São pelo menos 12 mil almas dos povos moxeño, yurakaré e chimane. Agora, com o argumento do desenvolvimento, o governo boliviano, financiado pelo BNDES brasileiro, quer construir uma estrada, que pretende ligar os Departamentos (províncias) de Cochabamba e Santa Cruz. O caminho terá 306 km e já teve as obras iniciadas em junho deste ano. Ela deve custar 415 milhões de dólares e o Brasil financiará 322 milhões. O caminho traçado pelo governo boliviano prevê a passagem por dentro do Parque Nacional, num total de 177 quilômetros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Essas etnias que vivem na cuenca amazônica não são tolas. Elas sabem muito bem o que significa a passagem de uma estrada pelo meio do parque. Com a estrada vão os povoados, a colonização, a ocupação desordenada, o progresso predador. Essa história já foi vivida milhares de vezes pelos povos indígenas da América latina e todos sabem bem que com a ocupação chegam as doenças e a destruição. Hoje, a região é utilizada pelas comunidades com um alto grau de segurança alimentar e preservação, feita a maneira indígena. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A obra que deve cruzar o parque foi tratada em 2008 pelo governo Evo Morales sem qualquer consulta prévia aos povos moradores da região e é isso que eles questionam na marcha que realizam desde seu lugar de moradia até La Paz. Os povos do TIPNIS realizaram eles mesmos uma assembléia extraordinária onde debateram e deliberaram pela não autorização da construção da estrada. Decisão que é soberana e respaldada pela Constituição. Como o governo não deu ouvidos a isso eles deliberaram pela luta que se expressa historicamente na marcha. Por isso partiram no mês de julho em direção à capital.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Desde aí, o país tem vivido momentos de grande apreensão, pois o governo permanece com a intenção de passar por dentro do parque com a malfadada estrada.  Na última semana de setembro o clima esquentou quando os caminhantes foram brutalmente agredidos pela força policial. O presidente Evo Morales afirma que jamais mandaria bater em seus irmãos, mas o fato é que a polícia bateu e deixou muitos indígenas feridos, provocando indignação mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O presidente fala em armação imperialista e ele pode estar certo, mas essa armação pode ter mais a ver com a proposta de integração da Bolívia ao modo de produção globalizado do capitalismo. Por isso todo esse investimento em comunicação, energia e transporte que vem sendo feito sob a batuta do governo brasileiro, através dos financiamentos e da ação de mega empresas como a Odebrecht, Andrade Gutiérrez, OAS e outras. Segundo denúncias dos movimentos sociais bolivianos, essa estrada estaria sendo financiada pelo governo brasileiro como uma primeira abordagem para uma ocupação maior na região amazônica para a construção de novas barragens. Logo, o que está em jogo nessa batalha não é coisa pouca. Caminha aí também o sub imperialismo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Assim, a crise estabelecida hoje na Bolívia envolve múltiplas facetas. A queda de braço que as comunidades estabelecem com o governo diz respeito a pratica real do “estado plurinacional”. Se a Constituição boliviana, feita na luta e na esperança, afirma o direito dos indígenas sobre seu território, e se a decisão é de que a estrada não passe por lá, porque não se acata e pronto? Por que o governo insiste em passar o caminho por dentro do parque? Que interesses obscuros se escondem por detrás dessa decisão?  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A marcha que os moradores do parque realizam até La Paz, onde pretendem chegar em 12 de outubro, não é para desestabilizar Evo Morales. É para garantir seu direito constitucional, conquistado com muita batalha e muito sangue boliviano. Acusados de intransigentes quanto ao progresso pela direita, e de “pachamanismo” pela esquerda incapaz de compreender a cosmovisão indígena, as comunidades seguem seu passo lento, no ritmo histórico das suas reivindicações. E chegarão a La Paz e se farão ouvir. Eles reivindicam o direito de viver como decidiram. Se parece atrasado, se parece insensato, se parece loucura, isso é coisa que as comunidades devem discutir. O estado plurinacional conquistado na luta define que os povos originários têm o direito de decidir sobre suas vidas. Se decidirem errado, que mal pode haver? Uma boa olhada no desenvolvimento capitalista dependente que toma conta da América Latina prova que as comunidades brancas e desenvolvimentistas não têm acertado nas escolhas. Que deixem então, que as comunidades indígenas definam suas vidas. Com todos os riscos que isso possa significar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Evo Morales, para não dar chance ao imperialismo, tanto dos EUA como do Brasil, deveria ter ouvidos de ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-5270342504214164417?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/5270342504214164417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=5270342504214164417' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5270342504214164417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/5270342504214164417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/povos-da-amazonia-boliviana-nao-querem.html' title='Povos da amazônia boliviana não querem uma estrada cortando suas terras'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x0yzzDKwWWk/TonQN8R-vwI/AAAAAAAAAqs/qg8g2fEjwSc/s72-c/marcha.boliva.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8093064515063540943</id><published>2011-10-01T17:06:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T17:07:21.896-07:00</updated><title type='text'>Comunidade do Campeche faz ouvir sua voz: cai a passarela</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;br /&gt;De repente, no meio das dunas, entre o verde da mata e o amarelo da areia começou a crescer um monstro de pau. Misteriosamente vinha de um condomínio de luxo, construído na beira da praia. Por dias, o que se via da areia era uma profusão de madeiras, pregos e homens. A comunidade espiava, no seu jeito ilhéu, cismando. E o monstro vindo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Então, numa manhã, aquela língua de madeira chegou à praia, destacando-se nas dunas como uma ferida aberta, uma grotesca chaga, um manifesto separatista. Desembocava cinicamente, e sem pudor, no exato lugar onde por anos vicejou o bar do Chico, espaço solidário da comunidade do Campeche, lugar das conspirações, das lutas e das festas populares. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;O bar que foi derrubado numa manhã chuvosa e gris, sem que as gentes do lugar pudessem fazer nada, depois de levar anos em luta para mantê-lo onde estava. Vieram as máquinas e os homens do poder. “Está sobre as dunas, tem que cair”, diziam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Agora, o Condomínio Essence, um pequeno monstrengo moderno, de dezenas de apartamentos espremidos entre si, mas de alto padrão, reafirmava seu poder, tripudiando da comunidade na qual pretende incluir mais de mil moradores. O monstro de madeira era uma passarela que ia desde a saída dos prédios até a beira da praia, serpenteando por entre as dunas. Um refúgio seguro para os privilegiados moradores. Uma caminhada de 300 metros sem colocar o pé no chão. A natureza servindo utilitariamente apenas como paisagem. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A comunidade que cismava, decidiu agir. Vieram reuniões, idas aos órgãos ambientais, prefeitura, secretarias. Se o bar do Chico caíra, porque a passarela haveria de ficar nas dunas? “Vai proteger”, alardeavam alguns defensores da natureza. Mas, quem vive no Campeche sabe muito bem o que é que protege as dunas e a natureza. É a gente do Campeche, pessoas que amam o lugar e que amam viver num bairro jardim, onde a natureza não é coisa, é parte de cada um. Esse povo não protege a natureza porque é bonito ver o verde, as dunas e a praia. Protege porque o verde, as dunas, a praia estão entranhados no modo de ser de quem vive nesse lugar, nativo ou não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Todos os caminhos institucionais foram trilhados, mas ninguém ouviu o clamor. O secretário do “desenvolvimento” ainda ameaçou: “Isso é o futuro. Virão outras”. Isso porque o projeto dessa gente que administra a cidade é fazer uma Florianópolis só para quem pode pagar bem caro por ela. E isso inclui a natureza. Nos enormes cartazes das construtoras, a praia, a areia, o sol, tudo está à venda, incluído no preço. E com um sabor a mais. A pessoa ainda não precisará viver o incômodo de sujar o pé. Pode pegar sua cadeirinha na porta de casa e ir até a beira do mar protegida pela passarela. Haverão de banhar-se?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Na última sexta-feira (30) o povo protestou. Nada aconteceu. No dia seguinte, voltaram as gentes. Desta vem em maior número. Sábado de sol. Praia bonita. Passarela terminada, bem nos destroços do bar do Chico. Era coisa demais. Uma instalação artística re-construiu o velho bar, com uma foto do seu Chico. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Alguns choravam. Outros reclamavam, indignados. Então alguém gritou: “ao chão”. O mesmo grito dos homens do poder ao histórico bar numa manhã chuvosa. Mas, nesse sábado, não teve máquina. Teve gente. Teve comunidade. Uma a uma, unidas em pequenos grupos, as pessoas foram arrancando os paus, na mão mesmo, puxando,&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;quebrando, libertando a duna do monstro de pau. Em pouco tempo já havia uma montanha de madeira e o malfadado “deck” já era. Ouvia-se o riso, corriam as lágrimas, palmas. “Foi um dia histórico. A comunidade mostrou que, unida, pode fazer valer a sua voz”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A passarela foi arrancada da duna, mas a luta não acabou. Essa é uma queda de braço entre dois projetos muito claros: um deles prega o desenvolvimento predador, ainda que só de alguns, os clientes. O outro insiste em manter um modo de vida que avança com o tempo, mas que não destrói. Que preserva cultura, jeito de ser, simplicidade e harmonia com a natureza. É uma batalha titânica que cabe agora ao sul da ilha. O norte já passou por isso e perdeu. Aqui no Campeche, agora que é noite e cai uma chuva fina, as pessoas estão em casa, cismando e fazendo planos. Conheço meus vizinhos e sei: se depender de cada um, a passarela não volta mais. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8093064515063540943?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8093064515063540943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8093064515063540943' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8093064515063540943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8093064515063540943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/comunidade-do-campeche-faz-ouvir-sua.html' title='Comunidade do Campeche faz ouvir sua voz: cai a passarela'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-1140256119804926859</id><published>2011-10-01T14:29:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T14:31:41.185-07:00</updated><title type='text'>O Bar do Chico vira filme...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O Todd e o Ivan são duas criaturas lindas que estão fazendo um filme sobre o bar do Chico e as lutas do Campeche. O trabalho já está quase pronto... Aqui vai um pedacinho do que está por vir... será um longa, com uma hora e meia... A gente vê esse pedacinho e já se emociona..Imaginem o que será o trabalho final.... Valeu Todd, valeu Ivan...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/23600379?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitallowfullscreen="" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/23600379"&gt;The Dirty Little War Over Chico's Bar&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user2724633"&gt;Isabelle Gasparini&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-1140256119804926859?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/1140256119804926859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=1140256119804926859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1140256119804926859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/1140256119804926859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/10/o-bar-do-chico-vira-filme.html' title='O Bar do Chico vira filme...'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-406136612610501288</id><published>2011-09-29T08:43:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T09:35:56.461-07:00</updated><title type='text'>As enchentes em Blumenau</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iS4c_11AAhc/ToSeC8vWuWI/AAAAAAAAAqk/4RbySCSDW54/s1600/enchente.fritz.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-iS4c_11AAhc/ToSeC8vWuWI/AAAAAAAAAqk/4RbySCSDW54/s400/enchente.fritz.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657820805385861474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;                                          Foto: Catarina Gewehr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A imagem fala. Cercado pela água, um dos mais importantes cientistas de Blumenau, Fritz Müller, deve se perguntar: o que é que os homens fizeram dessa cidade? Primeiro comentador da polêmica obra de Charles Darwin, Müller, que vivia em Blumenau desde 1855, mandou para o cientista britânico uma pesquisa com crustáceos da ilha de Santa Catarina, na qual comprovava a idéia evolucionista do colega. Fritz Müller foi também o primeiro cientista a apresentar modelos matemáticos para elucidar a chamada “seleção natural”. Chamado por Darwin de “o príncipe dos observadores”, o cientista, que atuava como professor na cidade catarinense, acabou citado mais de dezessete vezes nas edições posteriores do “Origem das Espécies”, e manteve correspondência por longo tempo com Darwin. Mas, naquela primeira semana de setembro ali estava ele, em bronze, ilhado, impotente, vendo a cidade encher mais uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quem também esteve ilhada por alguns dias foi a professora Catarina Gewehr. Morando no quarto andar ela não teve nada de seus pertences tocado pelas águas, mas, do alto da janela, sem luz, sem água, viveu o que descreve como um sentimento de “total desolação”. Catarina conta que para onde quer que olhasse ali estava a água, tomando toda a região próxima à FURB. “Foi a primeira vez que vivi uma enchente aqui em Blumenau. Não dá medo, não dá pavor, o que dá isso mesmo, uma profunda desolação. E é o que a gente vê nos olhos das pessoas por toda a cidade. Quando a água baixou e eu saí para a rua, tentando ajudar, esse era o sentimento que eu via em toda a gente. Desolação e resignação. Como se aquilo tudo fosse coisa natural, triste, mas natural”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Na região de Blumenau, antes de chegarem os colonizadores alemães, viviam os Xokleng e os Kaigangs. Eram comunidades coletoras, de cultura simples, mas conhecedoras dos segredos da natureza da região. Como era comum aos indígenas da época, nos tempos de chuva eles se moviam para longe dos rios, pois sabiam que as divindades das águas avançariam pela terra afora, tornando fértil o vale e fazendo com que nascessem mais bonitos os frutos locais. A relação com a natureza era de conhecimento profundo e harmonia. Mas, todo esse equilíbrio se quebrou com a chegada dos primeiros imigrantes, trazidos para o Brasil com o objetivo de colonizar os “lugares vazios”. Só que esses lugares não estavam vazios e o processo que introduziu o homem branco – a maioria de famílias alemãs e italianas – foi de violenta destruição dos povos autóctones. Não bastasse o genocídio, as famílias que chegavam, no sonho de uma vida melhor, foram fincando raízes nas margens dos rios, expondo-se elas mesmas aos caprichos das divindades aquáticas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quando em 1850, o doutor Hermann Blumenau chegou ao vale para fundar uma comunidade, ninguém imaginava que o lugar iria protagonizar, sistematicamente, longas batalhas com o grande rio (Itajaí-açu). A primeira delas já foi no ano de 1852, quando, no mês de novembro, o rio passou dos 16 metros (a maior cheia até agora), segundo dados do Centro de Operação do Sistema de Alerta (CEOPS), da FURB (Universidade de Blumenau). Desde aí, até o ano de 2005 foram contabilizadas 68 enchentes, ficando de fora a tremenda tragédia de 2008, quando a cidade praticamente ruiu, e a última, do mês de setembro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O que parece intrigante é que, se desde os primeiros anos da colonização até hoje, as enchentes se sucedem, por que não houve e nem há uma prevenção efetiva, de não ocupação das margens, para que as famílias não tenham de viver cotidianamente os horrores do alagamento? Ainda segundo o CEOPS, historicamente, sempre que acontecia um grande desastre por conta das águas, como nos anos de 1911, 1927, 1957 e 1983, o poder público discutia com mais afinco a questão, inclusive propondo medidas de prevenção. Mais isso só fervilhava no pequeno período pós-enchente, arrefecendo na medida em que a cidade voltava à vida normal. Assim, o que os pesquisadores da FURB observam é que, apesar do impacto das tragédias, a população e o poder público tendem a manter inalterada a disposição de usufruir das medidas de defesa contra as enchentes, porque, afinal, não querem arcar com os ônus políticos/econômicos/culturais que isso acarreta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No que diz respeito aos morros também já existem dezenas de estudos que comprovam a fragilidade destes espaços na região – com alguns deles propensos a deslizar mesmo sem ocupação humana - e ainda assim os morros seguem sendo ocupados, com as pessoas sequer sabendo desse “detalhe”, uma vez que a própria mídia acaba não cumprindo o seu papel de divulgar esses estudos. Se houvesse uma política de informação, muitas famílias desistiram de comprar uma casa ou um sítio em lugares vulneráveis, ou ainda, lugares vulneráveis não seriam vendidos. Mas, os estudos feitos sobre enchentes ou deslizamentos só aparecem, re-nascidos das gavetas empoeiradas, sempre depois dos desastres, e para as gavetas voltam assim que a população vai retomando seu cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Segundo o engenheiro florestal, e pesquisador do CEOPS/FURB, Julio Refosco, a cidade tem a seu dispor soluções estruturais, tais como canalizações, reflorestamento, recuperação das matas ciliares nas margens do rio. Mas estas são consideradas muito caras. Para se ter uma idéia, tão logo a cidade se recuperou da enchente de 1983, em 1986 foi finalizado um mapa, chamado de primeira carta-enchente, no qual estão bem delimitadas as áreas que são atingidas assim que o rio chega aos 8 metros. Esse seria um instrumento que deveria nortear as políticas públicas de longo prazo, mas acaba não sendo levado em conta. Julio lembra o exemplo de Curitiba que decidiu criar parques ciliares nas margens dos rios, fazendo assim um trabalho de longo prazo, mas verdadeiramente preventivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No caso de Blumenau sabe-se que esse tipo de ação seria bastante complicado. Há muita gente morando nas áreas próximas ao rio, seriam necessárias muitas desapropriações e, numa cidade onde o poder público não tem um plano bem claro para o desalojo, fica bem difícil para as famílias aceitarem sair do lugar onde vivem desde há gerações. Mas a pergunta que não cala é: o que acaba sendo mais caro, realocar as famílias ou viver essa tragédia a cada dois, três anos? Julio Refosco concorda que talvez fosse mais vantajoso para a sociedade blumenauense apostar numa solução de longo prazo, com uma mudança radical na estrutura da própria cidade, mas também argumenta o quanto isso pode ser difícil considerando a realidade concreta das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Na enchente desse mês de setembro, quando o rio chegou a 12 metros, as áreas atingidas foram bem maiores do que as da carta-enchente de 1986 e novos instrumentos deverão ser construídos a partir dessa realidade. Mas, outros problemas se avolumam na margem ocupada do rio, como é o caso da margem esquerda. Ali, além da invasão das águas, quando o rio cresce, está acontecendo o problema da instabilidade do terreno. Quando em 1990 a região passou por obras paliativas da enchente, houve uma canalização do rio. Isso fez com que as águas aumentassem de velocidade, retirando sedimentos das margens e causando instabilidade. Um exemplo típico de uma intervenção emocional, sem visão de longo prazo. “Medidas como muro de contenção, por exemplo, não são indicadas, porque acabam provocando problemas ainda maiores” diz Refosco. Ele também avalia que proteger as margens do rio com vegetação seria o mais adequado. “É certo que isso não é coisa para se fazer num ano, precisaria de um programa de no mínimo 50 anos, para retirada gradual de casas e construção de parques. Isso teria de ser um programa que envolvesse educação ambiental, reordenamento geral da vida, uma coisa muito mais ampla do que tomar medidas emergenciais”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O fato é que, como ensina a escritora canadense Naomi Klein, existe sempre um grupo bem pequeno de pessoas que lucra muito com a “política do desastre”. Quando ocorrem catástrofes de destruição de cidades, logo vêm as empresas de reconstrução que movimento milhares de reais em materiais, cimento, etc... Há gente que lucra muito com a desgraça alheia. Talvez seja por isso que os instrumentos de conhecimento que a cidade já produziu através de seus cientistas e pesquisadores permaneçam escondidos nas gavetas. Ou isso ou os administradores estão falhando, como bem lembra a professora Catarina. “Não dá para a gente viver acreditando que isso é natural. O poder público tem que se responsabilizar por essa situação. Tem que propor saídas concretas e não paliativas. Os estudos existem. Há todo um contingente de pesquisadores que produzem informação de qualidade, que propõe soluções. Mas não são levados em conta”. Ela lembra a própria Universidade de Blumenau, que tem uma histórica produção sobre as enchentes. Se as soluções definitivas requerem um redesenho na cidade isso deveria ser encarado como uma possibilidade, senão de agora, pelo menos do futuro. Um bom planejamento e vontade política podem mudar essa dinâmica de tragédia atrás de tragédia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Por outro lado há que haver também um compromisso dos sindicatos e movimentos sociais da cidade em fazer esse debate de maneira mais profundo. O sistema capitalista de exploração da natureza já deu mostras do seu esgotamento. Ou se pensa a cidade de forma a atuar em harmonia com a natureza, ou ela vai seguir seu curso. E aí não será possível chamar a tragédia de uma desgraça natural. Ela é fruto da forma de ocupação pela qual se optou desde os tempos do Dr. Blumenau. A cidade está então colocada entre a cruz e a caldeirinha. Ou aceita a lógica de destruição/reconstrução permanente, ou se repensa, assentada em outra lógica, de uma vida segura em relação harmônica com o grande rio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Segundo informações da CEOPS a prefeitura já chamou os pesquisadores para a feitura de uma nova carta-enchente, para saber quais espaços da cidade são alagados a 8, 9, e 12 metros. E o que se espera é que, em posse desses dados, a comunidade blumenauense, informada, possa decidir sobre seu futuro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Agora vem aí mais uma Oktoberfest, a famosa festa que recebe turistas de todo o país. E, por conta dela, as ruas do centro e da região dos pavilhões já estão como novas, limpas e belas. As pessoas da cidade, conhecidas por sua fortaleza, se colocam em pé. Isso é bom, movimenta o turismo, traz dinheiro para a cidade, levanta a auto-estima. Mas, lá na frente, novas chuvas cairão, e o rio seguirá seu curso. Talvez fosse hora também de reinventar a cidade para que ali, sua gente pudesse bem-viver, sempre, e não só nos dias de festa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin;color:black;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-406136612610501288?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/406136612610501288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=406136612610501288' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/406136612610501288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/406136612610501288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/09/as-enchentes-em-blumenau.html' title='As enchentes em Blumenau'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iS4c_11AAhc/ToSeC8vWuWI/AAAAAAAAAqk/4RbySCSDW54/s72-c/enchente.fritz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-6434617383326966030</id><published>2011-09-29T05:29:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T05:30:51.172-07:00</updated><title type='text'>Jornalistas demitidos no Paraná</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;26 de setembro – dia de passaralho!&lt;br /&gt;Por Aniela de Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O Sindicato de Jornalistas do Paraná tem em seu histórico bater insistentemente na tecla de que os meios de comunicação paranaenses estão, a cada dia, a depreciar a profissão em troca de ‘benefícios’ obscuros, que prejudicam a prática do bom jornalismo. Pode parecer pesado, mas o que explicar a demissão do profissional Dary Junior, âncora do RIC Notícias Paraná, que em menos de um ano de casa, cresce de uma forma relâmpago e, ‘do nada’, é demitido sem justa causa? (Dary chegou em novembro de 2010 para cobrir férias e, devido ao seu trabalho sério, tornou-se âncora e chefe de reportagem do principal jornal da emissora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A desconsideração para com os jornalistas no Paraná não para por aí. A Band Curitiba demitiu oito profissionais (repórter, editor de imagem, pauteiro, repórter-cinematográfico – profissionais os quais eles insistem em denominar operador de câmera) também ontem. Os motivos, segundo um profissional que buscou o Sindijor hoje, pasmem, não lhe foi informado. A direção da entidade entrou em contato com o diretor de jornalismo da Band, Fabrício Binder, e a resposta dele para esse número excessivo de desligamentos foi que “a empresa está passando por um momento de readequação orçamentária”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas para piorar a situação do drama humano vivenciado por aquele que perde o emprego vai além para esse profissional que veio até a entidade. Ele estava empregado em outra emissora e decidiu dedicar-se exclusivamente à Band. “Trabalhei um mês e me mandaram embora com a carteira em branco. Entrei no primeiro dia deste mês, meus documentos foram encaminhados ao RH. Eu pensei que estava efetivado e agora me sinto um lixo”, revela o profissional que prefere não se identificar por temer retaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Demissão por competência não é mera coincidência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No caso da RIC/Record, de acordo com o que o Sindijor apurou, a demissão de Dary Junior se deu “por readequação de equipe”, segundo nota da assessoria de imprensa do Grupo, seja lá o que isso queira dizer. Mas Dary tinha uma postura opinativa sobre questões do cotidiano, temas pontuais e que, muitas vezes, batiam de frente com a administração do município de Curitiba e do Governo do Estado. A boa audiência do programa do início da noite, ancorado por Dary e a atuação dele como âncora e chefe de reportagem era destacada entre os colegas de profissão. E o programa ganhava (não sabemos se continuará a ganhar) espaço entre os telespectadores paranaenses. Quem substitui Dary Junior é a jornalista Thayse Leonardi no RIC Notícias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Outra questão polêmica é a readmissão do deputado estadual Gilberto Ribeiro (PSB), que voltou a apresentar o programa Balanço Geral da RIC. Coincidência ou não, Ribeiro faz parte da base do governo Beto Richa e é do mesmo partido do atual prefeito de Curitiba. O afastamento de Ribeiro está ligado ao atropelamento (segundo o Boletim de Ocorrência – embriagado) de um adolescente em Piraquara, em março deste ano. Há rumores de que a emissora prefere alguém ligado ao governo dentro da sua emissora, já que ano que vem tem eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mais mudanças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Segundo o blog Terceiro Caderno – do jornalista Paulo Galvez da Silva –, outras mudanças aconteceram. O apresentador Paulo Roberto saiu do programa Balanço Geral, da RIC/Record e já estréia no “Tribuna da Massa”, da Rede Massa/SBT, canal do Ratinho. Já o apresentador Adilson Arantes, que apresentava o “Tribuna”, agora, pelo que parece, ficará na geladeira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;Efeito dominó&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;O Sindijor-PR, infelizmente, espera para esta semana mais demissões ou profissionais indo para geladeira das redações. Isso porque segundo informações vindas da Rede Massa, dois programas caíram – Destaque e Tribuna da Massa 1ª Edição.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: Georgia; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-6434617383326966030?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/6434617383326966030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=6434617383326966030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6434617383326966030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/6434617383326966030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/09/jornalistas-demitidos-no-parana.html' title='Jornalistas demitidos no Paraná'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-9198495420368164573</id><published>2011-09-28T04:31:00.001-07:00</published><updated>2011-09-28T04:31:46.374-07:00</updated><title type='text'>Calle 13 - Latinoamérica</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Você não pode comprar o sol...&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/DkFJE8ZdeG8" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-9198495420368164573?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/9198495420368164573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=9198495420368164573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/9198495420368164573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/9198495420368164573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/09/calle-13-latinoamerica.html' title='Calle 13 - Latinoamérica'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/DkFJE8ZdeG8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-8359440294370591225</id><published>2011-09-27T09:38:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T09:42:16.560-07:00</updated><title type='text'>HAITI: “Aba Minustah”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QcSvRbcxePw/ToH8fUfRYPI/AAAAAAAAAqc/tNY42ymrtgw/s1600/hansel%2Bherz.haiti.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-QcSvRbcxePw/ToH8fUfRYPI/AAAAAAAAAqc/tNY42ymrtgw/s400/hansel%2Bherz.haiti.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657080221960069362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Foto: Hansel Herz&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Às vésperas de mais uma renovação da permanência da missão de paz, protestantes pedem a saída das tropas da ONU comandadas pelo Brasil; documentos do Wikileaks confirmam rumores sobre golpe contra Aristide&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Por Marina Amaral e Natalia Viana -&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente em www.apublica.org&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Três soldados uniformizados seguram com força um rapaz moreno sobre um colchão. Com os braços torcidos por trás das costas, ele recebe um soco e tem sua calça abaixada entre as risadas estridentes do grupo. Um quarto soldado, de pé e sem camisa, abre a braguilha da sua calça camuflada e aproxima o seu pênis do menino, deitado de costas. Ele faz uma expressão de terror; pouco depois, os soldados o soltam, ainda entre gargalhadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O vídeo que expõe a tortura e suposto estupro do jovem haitiano por parte de quatro soldados uruguaios, integrantes da força da ONU no Haiti (MINUSTAH), vazou no começo de setembro pela internet, provocando comoção nacional.  O presidente Michel Martelly, condenou veementemente o ato que “revoltou a consciência da nação’, e a porta-voz da missão de paz, Eliane Nabaa, expressou a preocupação de que o “lamentável” episódio possa “impactar nossa relação com os haitianos”. O ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, ressalvou: “Não se pode contaminar toda a missão de paz por um episódio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;específico”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Para a maioria da população haitiana, porém, o humilhante vídeo é apenas mais um motivo de revolta contra a missão militar da ONU, há tempo demais no país. Enquanto a discussão segue a passos lentos da ONU – na semana passada, o secretário-geral Ban Ki-Moon recomendou a redução de 12 mil soldados e policiais para cerca de 9 mil, voltando à quantidade anterior ao terremoto de 2010, mas uma decisão só vai sair em outubro – as ruas de Porto Príncipe têm sido palco de vigorosos protestos que são difíceis de ignorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No dia 14 de setembro deste ano, um protesto contra a presença das tropas da ONU teve início em frente à base militar comandada pelo &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Brasil em Bel Air. Os cerca de 400 manifestantes que pediam o fim da Minustah foram até a frente do Palácio Presidencial foram  dispersados por diversas bombas de gás lacrimogêneo atiradas pela Polícia Nacional Haitiana (PNH). Outros protestos estão sendo articulados para as próximas semanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Na última sexta-feira, falando na ONU, Martelly afirmou sobre os protestos: “Muita gente está fazendo política, pedindo a saída da Minustah porque eles querem criar instabilidade. A Minustah só pode sair quando houver uma alternativa”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Porém, muito antes do assombro causado pelo vídeo, já era comum ver pelas ruas de Porto Príncipe pichações com os dizeres “abaixo a Minustah” ou “abaixo a ocupação”; e a população se referia desdenhosamente à força comandada pelos brasileiros, apelidada de “pepe blanc”, ou “estrangeiros de segunda mão” – em referência à etnia das tropas composta por nove países latino-americanos, quatro países asiáticos, além das Filipinas e Jordânia, que se juntaram aos “estrangeiros de primeira mão” – Canadá, Estados Unidos e França.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Depois de sete anos no Haiti, com a participação de mais de 13 mil soldados brasileiros, 1 bilhão de reais de gastos do governo, o sentimento dos haitianos é bem diferente do entusiasmo demonstrado no jogo da seleção do Brasil, em agosto de 2004, o marco midiático da missão.“A verdade é que, em geral, a Minustah é vista como uma força de ocupação”, diz Michèle Montas, jornalista haitiana que foi porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Uma das promessas de campanha de Martelly, eleito no início desse ano, foi a retirada das forças da ONU no país. Cinco meses depois da posse, porém, o presidente haitiano ainda não conseguiu nem montar o governo – dois nomes propostos para primeiro-ministro foram rechaçados pelo parlamento –, que dirá mandar as tropas embora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O ministro da Defesa, Celso Amorim, antes de assumir a pasta, também afirmou em um programa de TV que “não fazia sentido” manter as tropas brasileiras no país. Recentemente, já como ministro da Defesa, ponderou: “Não podemos ter uma saída desorganizada que gere uma situação de caos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;O início de tudo: circunstâncias nebulosas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A ocupação da ONU no Haiti começou assim que o avião militar americano partiu na madrugada de 29 de fevereiro de 2004 levando o presidente Jean-Bertrand Aristide em direção ao exílio. Desestabilizado por meses de greves e protestos, que degeneraram em rebelião armada, Aristide assinou a carta de renúncia em uma reunião, na noite do dia 28,  com representantes diplomáticos da França e dos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Até hoje não se sabe exatamente o que aconteceu nesse encontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Três dias depois, em uma comunicação por celular de Bangui, a capital da República Centro-Africana, a um amigo em Washington, Aristide afirmou ter sido forçado a renunciar e a deixar o país, “sequestrado por soldados americanos armados”, o que contribuiu, desde o começo, para o ceticismo da população em relação as forças da ONU no país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O desfile vitorioso dos rebeldes em Porto Príncipe, “vestindo uniformes novos, bem armados e equipados”, também despertou, além de aplausos, desconfiança, como relata um integrante de uma respeitada organização humanitária, que presenciou o espetáculo. “Acho um insulto à nossa inteligência os Estados Unidos dizerem que não sabiam de nada, enquanto os rebeldes treinavam do lado  dominicano da fronteira, encostado em Miami”, diz o observador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O contingente da Força Multinacional Provisória (Multinational Interim Force – MIF), formado por franceses, americanos e chilenos chegou na capital haitiana logo depois dos rebeldes. A criação da MIF pela resolução 1529 foi aprovada no mesmo dia 29, assim que o Conselho de Segurança, do qual o Brasil participava como membro provisório, recebeu uma cópia da carta de renúncia de Aristide do Representante Permanente do Haiti junto às Nações Unidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Horas depois de entrar em Porto Príncipe, as tropas da MIF já dividiam o controle militar do país – os americanos ficaram com as favelas e os franceses no alto do morro, nas áreas mais ricas, que abrigavam as famílias franco-haitianas. “Os franceses andavam sem capacete, com camisas de mangas enroladas, e os americanos com blindados, capacetes, atirando muito, mas sempre para cima. Dois dias depois, os chimères (defensores armados de Aristide) desapareceram”, conta a mesma testemunha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;O embaixador americano protesta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Do lado civil, os preparativos para a deposição de Aristide começaram antes, como comprovam documentos, entre eles um relatório interno da USAID de julho de 2002 obtido pelo repórter Joshua Kurlantzick,  da  revista americana Mother Jones.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Nele, o então embaixador americano no Haiti, Brian Dean Curran, faz um protesto formal contra Lucas Stanley, coordenador do IRI – International Republican Institute – no Haiti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Durante os anos de 2002 e 2003, o IRI, ligado ao Partido Republicano dos EUA e financiado pela USAID, ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana na República Dominicana, o que configuraria ingerência na política interna do país, proibida pelas regras da agência de desenvolvimento americano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Investigado pelo Congresso dos Estados Unidos, o IRI foi acusado de estar por trás de duas organizações que conspiraram para derrubar Aristide: o Grupo 184 – coalizão de 184 ONGs, capitaneada por André Apaid, empresário que participou do primeiro golpe contra Aristide, em 1991; e a Convergence Démocratique, frente oposicionista formada em 2000 por diversas facções da elite do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Segundo a imprensa haitiana, os líderes da oposição eram responsáveis pela ligação das forças estrangeiras com os rebeldes armados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;liderados pelos ex-militares do exército (dissolvido por Aristide em seu primeiro mandato, em 1994, depois de sofrer um golpe militar).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A rebelião ganhou corpo com a violência da política haitiana na repressão aos protestos e as ações criminosas dos chimères (“matadores” em créole), fortalendo os clamores da oposição por intervenção internacional. Em 16 de janeiro de 2004, o grupo 184&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;promoveu uma grande manifestação diante dos escritórios da ONU com essa reivindicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Como disse o embaixador Curran,  em seu discurso de despedida na Câmara de Comércio Haitiana, ainda em 2003: “Muitos no Haiti, em vez de me ouvir, preferem ouvir seus amigos em Washington”. E acrescentou: “Eu os chamo de chimères de Washington”. Curran, diplomata de carreira, sempre se opôs à derrubada de Aristide.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Uma rosa é uma rosa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Os documentos diplomáticos publicados integralmente pelo Wikileaks na semana passada também revelam o desejo americano de reorganizar o Haiti sem Aristide.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Embora apenas cinco desses telegramas com informações relevantes sobre o Haiti sejam anteriores à queda, eles mostram que os EUA estavam sondando os países caribenhos, e até o Vaticano, sobre essa possibilidade, afastada por todos pelo grande apoio popular de que ainda desfrutava Aristide. Um bom exemplo é o telegrama de 17 de abril de 2003, em que o primeiro-ministro das Bahamas mostra-se “pouco disposto” a pressionar Aristide.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A partir de 31 de janeiro de 2004, porém, enquanto o Caricom – Comunidade do Caribe – negociava com Aristide um plano de estabilização – e a crise se agravava -, os telegramas passam a refletir a preocupação crescente dos países do Caribe com a possibilidade de uma imigração em massa dos haitianos, compartilhada com os Estados Unidos, como revelam os títulos: “Um ansioso primeiro-ministro solicita encontro sobre Haiti “, “Governo das Bahamas busca apoio para convocar Conselho de Segurança sobre o Haiti”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O pragmatismo atingiu o auge após a queda de Aristide, seguida por uma manifestação pública do Caricom questionando as circunstâncias da renúncia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Um telegrama de 9 de março de 2004, relata o encontro em Nassau entre o embaixador americano e o embaixador das Bahamas no Haiti, Eugene Newry. Segundo o representante dos Estados Unidos, Newry confirmou que houve “irritação “ no Caricom pelo fato de o órgão não ter sido consultado “sobre a saída repentina de Aristide”, mas afirmou que os governos caribenhos estavam satisfeitos com as medidas adotadas pelos Estados Unidos e França na constituição do governo provisório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E afirmou: “Uma rosa, ainda que com outro nome, será sempre uma rosa. Deixo aos historiadores a tarefa de descobrir exatamente o que aconteceu na noite que Aristide voou do Haiti”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2360387533375556085-8359440294370591225?l=eteia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eteia.blogspot.com/feeds/8359440294370591225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2360387533375556085&amp;postID=8359440294370591225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8359440294370591225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2360387533375556085/posts/default/8359440294370591225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eteia.blogspot.com/2011/09/haiti-aba-minustah.html' title='HAITI: “Aba Minustah”'/><author><name>elaine tavares</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QcSvRbcxePw/ToH8fUfRYPI/AAAAAAAAAqc/tNY42ymrtgw/s72-c/hansel%2Bherz.haiti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2360387533375556085.post-2448794348475626710</id><published>2011-09-26T06:18:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T06:23:22.525-07:00</updated><title type='text'>Trabalhadores das universidades voltam ao trabalho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A greve dos técnico-administrativos das universidades inaugurou uma nova prática no governo Dilma: ignorar olimpicamente as demandas dos trabalhadores que não se renderem à lógica da “mesa de negociação permanente”. Essa proposta, numa primeira vista, parece a mais democrática possível. O governo se coloca diante da opinião pública como aquele que, permanentemente, está aberto ao diálogo, não havendo, portanto, razão alguma para que qualquer categoria precise usar do instrumento da greve. Mas, uma boa análise da prática da negociação permanente mostra que ela é exatamente isso que quer dizer: permanente, ou seja, sem finalização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Foi por isso que os trabalhadores das universidades entraram em greve. Durante mais de dois anos estiveram em mesas de conversa. Cada uma delas marcava nova reunião, que marcava outra. E os problemas se acumulando. Nas universidades seguia a passos largos a privatização, sem novas contratações, os salários congelados, estagiários avolumando-se, fazendo serviço de técnico, trabalhadores sem perspectiva de carreira, cargos iguais com vencimentos diferentes e outros cargos importantes sendo extintos. Problemas demais, solução de menos, ou melhor, nenhuma. E, para piorar o governo ainda acenava com a privatização dos hospitais universitários, lançamento de fundo de pensão privado e um congelamento de salários por 10 anos. Tudo isso em nome do “ajuste” e da “crise”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas, qualquer pessoa bem informada sabe que o “ajuste” só aperta o cinto dos trabalhadores. O governo cortou 50 bilhões do orçamento para redirecioná-lo para o pagamento da dívida, que hoje consome 47% do orçamento nacional. Paga 12% de juros ao mês aos especuladores de dinheiro podre e tira o pão da boca dos pais e mães de família. Empresta grana para o FMI e para o Abílio Diniz, enquanto corta saúde e educação do povo. A coisa acabou insustentável. Daí veio a greve. Não havia mais qualquer alternativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O movimento foi intenso e muito rapidamente a quase totalidade das 51 instituições federais aderiu. Já era tempo demais esperando pela boa vontade do governo que, em vez de acenar com propostas concretas, só anunciava retirada de direitos. E a greve, como sempre, por ser num setor que não tem “produção” aparente, começou a se arrastar. Já é histórico as greves da educação serem sempre muito longas, passando dos três meses. Ainda mais quando são levadas pelos técnico-administrativos. No geral esses trabalhadores parecem invisíveis e leva algum tempo para que estudantes e professores sintam a sua falta. No primeiro mês, a vida segue sem sobressaltos, causando desconforto apenas para quem usa o Restaurante Universitário e a Biblioteca. No segundo mês, já final de semestre, é hora da ação das coordenadorias, que passam as notas que definem matrículas. Aí o rombo começa a aparecer. Quando reinicia o semestre então vem o caos. Mas, até chegar a esse momento já se passaram três meses. É quando o governo começa a se mexer para fechar um acordo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Só que desta vez, no governo de Dilma, não foi assim. Os meses foram passando e os representantes dos ministérios da Educação e do Planejamento repetiam o mesmo mantra: “Não negociaremos em greve”. O propósito era quebrar as pernas do movimento, vencer pelo cansaço, ao melhor estilo da dama de ferro inglesa, Margareth Thatcher, que colocou no chão uma greve de mineiros, no início de seu governo neoliberal. E, enquanto se negavam a receber a representação dos técnico-administrativos, foram fazendo acordos salariais com as demais categorias. Cantavam de galo, tripudiavam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Nas universidades, com a greve instalada, o conflito foi crescendo. Estudantes queriam condições de estudo, professores, condições de ensino – e para isso são necessários os técnicos. Algumas reitorias pressionaram o governo, outras nem tanto. Assomaram com mais força os velhos conflitos entre professores e técnicos, tão comuns em dias “normais”. Mesmo nas universidades com pouca ação de luta, a paralisação foi grande, suficiente para entravar a máquina universitária. Mas, ao governo, universidade parada pareceu não incomodar. Nenhum clamor foi ouvido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Os trabalhadores fizeram o bom combate. Fecharam universidades, realizaram marchas em Brasília, infernizaram em frente aos ministérios, peregrinaram pelos corredores do Congresso. Deputados pediram para abrir negociação, não foram ouvidos. Centrais sindicais tentaram negociar, foram enxotadas. Não haveria conversa. Era a primeira vez na história das greves que um governo se recusava à negociação e ao diálogo. Os dias passaram, os prazos de inclusão de reajuste salarial no orçamento passaram, os projetos entreguistas passaram - tais como o da privatização dos hospitais universitários - e não houve chance de negociação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Então, passados mais de 115 dias, os trabalhadores decidiram que era hora de voltar ao trabalho. Não se dobraram ao gove
